Bulgária marca para Novembro terceiras eleições legislativas desde Abril

Sófia - O Presidente da Bulgária, Rumen Radev, anunciou hoje que serão realizadas novas eleições legislativas antecipadas a 14 de Novembro, as terceiras desde Abril, coincidindo com as presidenciais.

Numa intervenção na televisão pública búlgara, Radev referiu que o formato eleitoral de "dois em um", unindo as legislativas às presidenciais, vai economizar custos para os contribuintes e tempo para os eleitores.

"Dissolverei o parlamento o mais depressa possível, de acordo com o procedimento e os requisitos da Constituição", declarou Radev.

O chefe de Estado búlgaro anunciou a data das eleições após uma maratona de sessões do Parlamento, que durou até ao final da manhã de hoje e nas quais foram aprovadas importantes alterações ao orçamento.

Radev insistiu que, antes de dissolver o Parlamento, as leis fundamentais para o funcionamento do Estado deveriam ser aprovadas.

As eleições parlamentares de 14 de Novembro serão as terceiras da Bulgária desde abril passado, pois nenhum partido conseguiu obter a maioria ou uma coligação governamental.

A crise política no país mais pobre e corrupto da União Europeia (UE) começou após as eleições de 04 de Abril, que resultaram num Parlamento altamente fragmentado, com três novos partidos emergindo dos protestos do verão anterior contra o Governo conservador GERB, dominante desde 2009.

Como era impossível a formação de um governo, foi convocada nova votação para 11 de Julho, cujos resultados foram semelhantes aos de Abril, criando mais um bloqueio político, daí resultando a necessidade de uma terceira eleição.

Os vetos e as divergências entre as diferentes forças políticas impediram tanto o partido de protesto Este Povo Existe, que ganhou as eleições antecipadas em Julho, como os conservadores do ex-primeiro-ministro Boiko Borisov e os socialistas de formar um governo.

O partido Este Povo Existe surgiu, junto com outros dois partidos de protesto com representação parlamentar, após as manifestações do verão passado contra os escândalos de corrupção do governo Borisov, que controla o poder no país desde 2009.

No entanto, essas forças saídas dos protestos não conseguiram alcançar uma maioria suficiente para formar um executivo e recusam-se a apoiar os três partidos tradicionais, o GERB, o socialista e o Movimento pelos Direitos e Liberdades, da minoria turca, que consideram responsáveis pela corrupção e pelo clientelismo político.

Por seu lado, os conservadores e os socialistas estão dispostos a formar uma aliança governamental, embora também não disponham de maioria suficiente.

A crise política surge no momento em que o país deve começar a administrar os fundos europeus pós pandemia para promover a recuperação económica.

Desde maio que está no poder um Governo técnico, nomeado por Radev, com funções muito limitadas.

As eleições legislativas coincidirão com as presidenciais, a que Radev se apresenta a um segundo mandato.

Numa intervenção na televisão pública búlgara, Radev referiu que o formato eleitoral de "dois em um", unindo as legislativas às presidenciais, vai economizar custos para os contribuintes e tempo para os eleitores.

"Dissolverei o parlamento o mais depressa possível, de acordo com o procedimento e os requisitos da Constituição", declarou Radev.

O chefe de Estado búlgaro anunciou a data das eleições após uma maratona de sessões do Parlamento, que durou até ao final da manhã de hoje e nas quais foram aprovadas importantes alterações ao orçamento.

Radev insistiu que, antes de dissolver o Parlamento, as leis fundamentais para o funcionamento do Estado deveriam ser aprovadas.

As eleições parlamentares de 14 de Novembro serão as terceiras da Bulgária desde abril passado, pois nenhum partido conseguiu obter a maioria ou uma coligação governamental.

A crise política no país mais pobre e corrupto da União Europeia (UE) começou após as eleições de 04 de Abril, que resultaram num Parlamento altamente fragmentado, com três novos partidos emergindo dos protestos do verão anterior contra o Governo conservador GERB, dominante desde 2009.

Como era impossível a formação de um governo, foi convocada nova votação para 11 de Julho, cujos resultados foram semelhantes aos de Abril, criando mais um bloqueio político, daí resultando a necessidade de uma terceira eleição.

Os vetos e as divergências entre as diferentes forças políticas impediram tanto o partido de protesto Este Povo Existe, que ganhou as eleições antecipadas em Julho, como os conservadores do ex-primeiro-ministro Boiko Borisov e os socialistas de formar um governo.

O partido Este Povo Existe surgiu, junto com outros dois partidos de protesto com representação parlamentar, após as manifestações do verão passado contra os escândalos de corrupção do governo Borisov, que controla o poder no país desde 2009.

No entanto, essas forças saídas dos protestos não conseguiram alcançar uma maioria suficiente para formar um executivo e recusam-se a apoiar os três partidos tradicionais, o GERB, o socialista e o Movimento pelos Direitos e Liberdades, da minoria turca, que consideram responsáveis pela corrupção e pelo clientelismo político.

Por seu lado, os conservadores e os socialistas estão dispostos a formar uma aliança governamental, embora também não disponham de maioria suficiente.

A crise política surge no momento em que o país deve começar a administrar os fundos europeus pós pandemia para promover a recuperação económica.

Desde maio que está no poder um Governo técnico, nomeado por Radev, com funções muito limitadas.

As eleições legislativas coincidirão com as presidenciais, a que Radev se apresenta a um segundo mandato.