Chanceler alemã vai visitar Paris pela última vez antes de deixar o poder

  • Chanceler alemã, Angela Merkel
Berlim - A chanceler alemã vai a Paris na quinta-feira para o seu último jantar de trabalho com o Presidente francês antes das eleições de 26 de Setembro, que marcarão o fim do mandato de Angela Merkel, anunciou hoje o Governo alemão.

A conversa com Emmanuel Macron vai concentrar-se em "questões internacionais actuais, principalmente no Afeganistão, bem como em questões de política europeia", disse o porta-voz do Governo alemão, Steffen Seibert em declarações à imprensa.

Após 16 anos no poder, Merkel vai deixar a política depois das eleições legislativas de 26 de Setembro.

Emmanuel Macron foi, em Junho, o primeiro líder estrangeiro convidado este ano para a capital alemã, no momento em que a pandemia do novo coronavírus marcou uma viragem nas relações entre Paris e Berlim, muitas vezes descritos como o motor da União Europeia.

Perante as consequências económicas da crise da covid-19, os dois países iniciaram um plano de recuperação europeu de 750 mil milhões de euros, baseado na conjugação de empréstimos a nível da União Europeia (UE) e na redistribuição aos países mais vulneráveis, rompendo com o tabu alemão sobre a solidariedade financeira.

Emmanuel Macron recebeu esta semana dois candidatos a suceder Angela Merkel, o conservador Armin Laschet, a quem a chanceler apoia, e o social-democrata Olaf Scholz, actual ministro das Finanças da coligação SPD/CDU e que as sondagens apontam com vantagem.

Na Alemanha, a formação de um novo governo pode levar meses se nenhum candidato vencer por uma maioria clara, com o risco de que o calendário político alemão abale a presidência francesa da UE e as eleições presidenciais de 2022.

A conversa com Emmanuel Macron vai concentrar-se em "questões internacionais actuais, principalmente no Afeganistão, bem como em questões de política europeia", disse o porta-voz do Governo alemão, Steffen Seibert em declarações à imprensa.

Após 16 anos no poder, Merkel vai deixar a política depois das eleições legislativas de 26 de Setembro.

Emmanuel Macron foi, em Junho, o primeiro líder estrangeiro convidado este ano para a capital alemã, no momento em que a pandemia do novo coronavírus marcou uma viragem nas relações entre Paris e Berlim, muitas vezes descritos como o motor da União Europeia.

Perante as consequências económicas da crise da covid-19, os dois países iniciaram um plano de recuperação europeu de 750 mil milhões de euros, baseado na conjugação de empréstimos a nível da União Europeia (UE) e na redistribuição aos países mais vulneráveis, rompendo com o tabu alemão sobre a solidariedade financeira.

Emmanuel Macron recebeu esta semana dois candidatos a suceder Angela Merkel, o conservador Armin Laschet, a quem a chanceler apoia, e o social-democrata Olaf Scholz, actual ministro das Finanças da coligação SPD/CDU e que as sondagens apontam com vantagem.

Na Alemanha, a formação de um novo governo pode levar meses se nenhum candidato vencer por uma maioria clara, com o risco de que o calendário político alemão abale a presidência francesa da UE e as eleições presidenciais de 2022.