China pede à OTAN que não exagere "teoria da ameaça chinesa"

  • Bandeira da Republica Popular da China
A China pediu hoje à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) que "pare de exagerar a teoria da ameaça chinesa", depois de os líderes da aliança transatlântica terem expressado preocupação com as "políticas coercivas" de Pequim.

"Exigimos racionalidade à OTAN, na avaliação do desenvolvimento da China, e que pare de exagerar a teoria da ameaça chinesa", disse hoje um porta-voz do Governo chinês, em comunicado.

A organização "não deve usar os nossos interesses e direitos legítimos como desculpa para manipular e criar confrontos artificiais", advertiu.

O secretário-geral da OTAN, o norueguês Jens Stoltenberg, disse na segunda-feira que o "mundo inteiro reconhece que a China está a aumentar as suas capacidades militares e que mantém um comportamento coercivo".

O porta-voz chinês, cujo nome não é detalhado no comunicado, afirmou que estas declarações são "calúnias", para "atacar o desenvolvimento pacífico da China", e acusou a aliança de "manter uma mentalidade típica da Guerra Fria".

"Instamos a organização a seguir o caminho do diálogo e da cooperação e a tomar medidas que levem à estabilidade internacional", apelou.

Stoltenberg também garantiu que Pequim está a "expandir rapidamente o seu arsenal nuclear" e que o regime chinês é "opaco" sobre o seu programa de modernização militar.

"As políticas de defesa da China são legítimas e transparentes", escreveu. "O nosso orçamento de defesa para 2021 é de cerca de 1,35 biliões de yuan, enquanto o dos 30 países da aliança juntos ascende a 1,35 biliões de dólares, mais de metade do total global e 5,6 vezes maior que a China", argumentou o porta-voz.

A OTAN apontou a expansão do arsenal nuclear de Pequim "com mais ogivas e um maior número de sistemas sofisticados para estabelecer uma tríade nuclear", ou seja, a divisão do arsenal atómico do país em mísseis terrestres, projéteis transportados por bombardeiros estratégicos e mísseis transportados por submarinos nucleares.

"O número de armas nucleares da China não atinge a magnitude disponível para os países da OTAN e, além disso, a China sempre defendeu não disparar primeiro este tipo de arma em nenhuma circunstância. Se a OTAN está tão comprometida com a 'paz, segurança e estabilidade', pode chegar a um acordo desse tipo, como o fez a China", apontou o porta-voz.

Os líderes da OTAN também instaram a China a "agir com responsabilidade no sistema internacional" e notaram a sua "influência crescente", que "pode apresentar desafios" que a aliança transatlântica deve enfrentar, enquanto defende a "sua segurança e interesses".

"Vamos dar atenção especial aos ajustes estratégicos da OTAN, especialmente no que diz respeito à China. A China não representa um desafio sistémico para ninguém, mas se alguém quiser impor-nos algo, não ficaremos indiferentes", avisou o porta-voz do país asiático.

No comunicado, o porta-voz lembrou "a tragédia histórica" do bombardeamento da embaixada chinesa na ex-Jugoslávia, pela OTAN, o que causou a morte de três jornalistas chineses, em Maio de 1999.

"Jamais o esqueceremos", acrescentou, reiterando que a "China sempre defenderá a sua soberania".

"Exigimos racionalidade à OTAN, na avaliação do desenvolvimento da China, e que pare de exagerar a teoria da ameaça chinesa", disse hoje um porta-voz do Governo chinês, em comunicado.

A organização "não deve usar os nossos interesses e direitos legítimos como desculpa para manipular e criar confrontos artificiais", advertiu.

O secretário-geral da OTAN, o norueguês Jens Stoltenberg, disse na segunda-feira que o "mundo inteiro reconhece que a China está a aumentar as suas capacidades militares e que mantém um comportamento coercivo".

O porta-voz chinês, cujo nome não é detalhado no comunicado, afirmou que estas declarações são "calúnias", para "atacar o desenvolvimento pacífico da China", e acusou a aliança de "manter uma mentalidade típica da Guerra Fria".

"Instamos a organização a seguir o caminho do diálogo e da cooperação e a tomar medidas que levem à estabilidade internacional", apelou.

Stoltenberg também garantiu que Pequim está a "expandir rapidamente o seu arsenal nuclear" e que o regime chinês é "opaco" sobre o seu programa de modernização militar.

"As políticas de defesa da China são legítimas e transparentes", escreveu. "O nosso orçamento de defesa para 2021 é de cerca de 1,35 biliões de yuan, enquanto o dos 30 países da aliança juntos ascende a 1,35 biliões de dólares, mais de metade do total global e 5,6 vezes maior que a China", argumentou o porta-voz.

A OTAN apontou a expansão do arsenal nuclear de Pequim "com mais ogivas e um maior número de sistemas sofisticados para estabelecer uma tríade nuclear", ou seja, a divisão do arsenal atómico do país em mísseis terrestres, projéteis transportados por bombardeiros estratégicos e mísseis transportados por submarinos nucleares.

"O número de armas nucleares da China não atinge a magnitude disponível para os países da OTAN e, além disso, a China sempre defendeu não disparar primeiro este tipo de arma em nenhuma circunstância. Se a OTAN está tão comprometida com a 'paz, segurança e estabilidade', pode chegar a um acordo desse tipo, como o fez a China", apontou o porta-voz.

Os líderes da OTAN também instaram a China a "agir com responsabilidade no sistema internacional" e notaram a sua "influência crescente", que "pode apresentar desafios" que a aliança transatlântica deve enfrentar, enquanto defende a "sua segurança e interesses".

"Vamos dar atenção especial aos ajustes estratégicos da OTAN, especialmente no que diz respeito à China. A China não representa um desafio sistémico para ninguém, mas se alguém quiser impor-nos algo, não ficaremos indiferentes", avisou o porta-voz do país asiático.

No comunicado, o porta-voz lembrou "a tragédia histórica" do bombardeamento da embaixada chinesa na ex-Jugoslávia, pela OTAN, o que causou a morte de três jornalistas chineses, em Maio de 1999.

"Jamais o esqueceremos", acrescentou, reiterando que a "China sempre defenderá a sua soberania".