China responsabiliza EUA pelo "impasse" nas relações bilaterais

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Tianjin - A China responsabilizou hoje, segunda-feira, os Estados Unidos pelo que designou "de impasse" nas relações bilaterais, durante um encontro entre diplomatas dos dois países, na cidade chinesa de Tianjin.

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Xie Feng, pediu aos EUA que "mudem a sua mentalidade altamente equivocada e política perigosa", indicou um comunicado difundido pelo ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, citado pela Lusa.

O relacionamento entre a China e os EUA atravessa um impasse porque alguns norte-americanos retratam o país asiático como um "inimigo imaginário", acrescentou Xie, durante o encontro com a vice-secretária de Estado dos EUA, Wendy Sherman.

A diplomata dos EUA está na China para debater o tenso relacionamento entre os dois países, em reuniões separadas, com Xie, que é responsável pelas relações com os EUA, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi.

Sherman é o funcionário norte-americano de mais alto nível a visitar a China desde que o Presidente Joe Biden assumiu o cargo, há seis meses.

As relações entre as duas potências deterioraram-se rapidamente nos últimos anos, devido a uma guerra comercial e tecnológica e diferendos em questões de direitos humanos ou sobre o estatuto de Hong Kong e Taiwan.

No fim-de-semana, Wang Yi acusou os EUA de agirem com uma postura de superioridade e de usarem a força para pressionar outros países.

"A China nunca aceitaria que outro país alegasse ser superior aos outros", disse, numa entrevista ao canal de televisão Phoenix Television.

"Se os EUA não aprenderem a tratar os outros países da mesma forma, a China e a comunidade internacional têm a responsabilidade de ajudar os EUA a aprender como fazê-lo", descreveu.

Funcionários da Administração de Joe Biden disseram que as discussões desta semana não visam questões específicas, mas antes manter abertos canais de comunicação de alto nível.

Os EUA querem garantir que existem barreiras de protecção para evitar que a competição entre os dois países resulte em conflito, disseram.

Uma reunião entre Biden e o Presidente chinês, Xi Jinping, deve fazer parte da agenda, à margem da cimeira do G-20, em Roma, no final de Outubro.

Sherman, que chegou na noite de domingo da Mongólia, apresentou "condolências (em nome dos Estados Unidos) para aqueles que perderam familiares", durante as fortes tempestades e inundações, que mataram, na semana passada, pelo menos 63 pessoas, na província de Henan, centro da China.

A reunião segue um encontro tenso, realizado em Março passado no Alasca, entre Wang, o veterano diplomata chinês Yang Jiechi e o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, e o conselheiro de Segurança Nacional, Jake Sullivan.

John Kerry, enviado especial do Governo Biden para o clima, esteve também em Xangai, para reuniões com o homólogo chinês, em Abril passado.

 

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Xie Feng, pediu aos EUA que "mudem a sua mentalidade altamente equivocada e política perigosa", indicou um comunicado difundido pelo ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, citado pela Lusa.

O relacionamento entre a China e os EUA atravessa um impasse porque alguns norte-americanos retratam o país asiático como um "inimigo imaginário", acrescentou Xie, durante o encontro com a vice-secretária de Estado dos EUA, Wendy Sherman.

A diplomata dos EUA está na China para debater o tenso relacionamento entre os dois países, em reuniões separadas, com Xie, que é responsável pelas relações com os EUA, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi.

Sherman é o funcionário norte-americano de mais alto nível a visitar a China desde que o Presidente Joe Biden assumiu o cargo, há seis meses.

As relações entre as duas potências deterioraram-se rapidamente nos últimos anos, devido a uma guerra comercial e tecnológica e diferendos em questões de direitos humanos ou sobre o estatuto de Hong Kong e Taiwan.

No fim-de-semana, Wang Yi acusou os EUA de agirem com uma postura de superioridade e de usarem a força para pressionar outros países.

"A China nunca aceitaria que outro país alegasse ser superior aos outros", disse, numa entrevista ao canal de televisão Phoenix Television.

"Se os EUA não aprenderem a tratar os outros países da mesma forma, a China e a comunidade internacional têm a responsabilidade de ajudar os EUA a aprender como fazê-lo", descreveu.

Funcionários da Administração de Joe Biden disseram que as discussões desta semana não visam questões específicas, mas antes manter abertos canais de comunicação de alto nível.

Os EUA querem garantir que existem barreiras de protecção para evitar que a competição entre os dois países resulte em conflito, disseram.

Uma reunião entre Biden e o Presidente chinês, Xi Jinping, deve fazer parte da agenda, à margem da cimeira do G-20, em Roma, no final de Outubro.

Sherman, que chegou na noite de domingo da Mongólia, apresentou "condolências (em nome dos Estados Unidos) para aqueles que perderam familiares", durante as fortes tempestades e inundações, que mataram, na semana passada, pelo menos 63 pessoas, na província de Henan, centro da China.

A reunião segue um encontro tenso, realizado em Março passado no Alasca, entre Wang, o veterano diplomata chinês Yang Jiechi e o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, e o conselheiro de Segurança Nacional, Jake Sullivan.

John Kerry, enviado especial do Governo Biden para o clima, esteve também em Xangai, para reuniões com o homólogo chinês, em Abril passado.