China ultrapassou França na produção de energia nuclear

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Pequim - A China ultrapassou a França na geração de energia nuclear em 2020, um ano "particularmente difícil" para a indústria francesa, de acordo com um relatório anual sobre o sector publicado hoje.

"Pela primeira vez, a China gerou mais electricidade nuclear do que a França e tornou-se no segundo maior produtor de energia nuclear do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos", indica o Relatório Anual sobre a Indústria Nuclear Mundial 2021.

A França encerrou definitivamente dois reactores na central de Fessenheim, no leste do país, e a produção nuclear francesa caiu 12%, para o nível mais baixo em 27 anos.

A produção na China, que iniciou dois novos reactores no ano passado, aumentou 4,4% em 2020.

No total, 33 países operavam a 01 de Julho deste ano 415 reactores nucleares, mais sete unidades do que no ano passado, mas 23 a menos do que o pico de 438 em 2002.

Bielorrússia e Emirados Árabes Unidos ligaram os seus primeiros reactores em 2020 e juntaram-se ao pequeno grupo de países com centrais nucleares, mas não sem controvérsia.

A unidade na Bielorrússia é criticada pelos vizinhos europeus, nomeadamente a Lituânia, devido à proximidade da capital, e a Comissão Europeia exigiu melhores condições de segurança.

Em meados deste ano, segundo o relatório, estavam em construção 53 reactores, dos quais 18 na China, mas a pandemia de covid-19 atrasou todos os projectos de centrais nucleares.

"Todos os reactores em construção em pelo menos 12 dos 17 países sofreram atrasos, a maioria de um ano. Pelo menos 31 dos projectos de construção estão atrasados", refere a nova edição do documento, publicada hoje.

Segundo o relatório, entre 1970 e meados de 2021, um total de 93 em 783 construções de centrais nucleares foram abandonadas ou suspensas em 19 países em vários estágios de desenvolvimento.

Dez dos projectos começaram há mais de 10 anos, dos quais duas unidades há 36 anos e uma foi lançada há 45 anos.

A razão pode ser atribuída aos custos crescentes com os projectos, mas também à crescente pressão da opinião pública para os Governos favorecerem as energias renováveis, que têm vindo a ganhar terreno.

"A quota da energia nuclear na geração bruta de electricidade mundial continua em declínio lento, mas constante, de um pico de 17,5% em 1996 com uma quota de 10,1% em 2020", referem os autores do relatório.

Pelo contrário, as energias renováveis, como eólica e solar (mas excluindo a hidroeléctrica) alcançaram uma quota de 10,7%. Outras fontes de energia são o petróleo, gás natural ou o carvão.

Na União Europeia (UE), as energias renováveis, incluindo a hidroeléctrica, ultrapassaram pela primeira vez os combustíveis fósseis para se tornarem a principal fonte de energia em 2020, contribuindo com 38% para o conjunto, enquanto os combustíveis fósseis representaram 37% e o nuclear 25%.

"2020 também é o primeiro ano em que as energias renováveis não hidroeléctricas geraram mais energia do que reactores nucleares" na UE, refere o estudo.

Os autores estimam que, no ano passado, o investimento total em electricidade gerada por energias renováveis excedeu 300 mil milhões de dólares (257 mil milhões de euros), 17 vezes mais do que o valor destinado para a energia nuclear.

Esta aposta resulta da resiliência e baixo custo das energias renováveis, que resistiram melhor ao impacto da pandemia covid-19.

Em 2020, a energia nuclear adicionou 0,4 gigawatts à capacidade de produção energética, enquanto as energias renováveis aumentaram em 256 gigawatts, mais 30% do que no ano anterior.

"Pela primeira vez, a China gerou mais electricidade nuclear do que a França e tornou-se no segundo maior produtor de energia nuclear do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos", indica o Relatório Anual sobre a Indústria Nuclear Mundial 2021.

A França encerrou definitivamente dois reactores na central de Fessenheim, no leste do país, e a produção nuclear francesa caiu 12%, para o nível mais baixo em 27 anos.

A produção na China, que iniciou dois novos reactores no ano passado, aumentou 4,4% em 2020.

No total, 33 países operavam a 01 de Julho deste ano 415 reactores nucleares, mais sete unidades do que no ano passado, mas 23 a menos do que o pico de 438 em 2002.

Bielorrússia e Emirados Árabes Unidos ligaram os seus primeiros reactores em 2020 e juntaram-se ao pequeno grupo de países com centrais nucleares, mas não sem controvérsia.

A unidade na Bielorrússia é criticada pelos vizinhos europeus, nomeadamente a Lituânia, devido à proximidade da capital, e a Comissão Europeia exigiu melhores condições de segurança.

Em meados deste ano, segundo o relatório, estavam em construção 53 reactores, dos quais 18 na China, mas a pandemia de covid-19 atrasou todos os projectos de centrais nucleares.

"Todos os reactores em construção em pelo menos 12 dos 17 países sofreram atrasos, a maioria de um ano. Pelo menos 31 dos projectos de construção estão atrasados", refere a nova edição do documento, publicada hoje.

Segundo o relatório, entre 1970 e meados de 2021, um total de 93 em 783 construções de centrais nucleares foram abandonadas ou suspensas em 19 países em vários estágios de desenvolvimento.

Dez dos projectos começaram há mais de 10 anos, dos quais duas unidades há 36 anos e uma foi lançada há 45 anos.

A razão pode ser atribuída aos custos crescentes com os projectos, mas também à crescente pressão da opinião pública para os Governos favorecerem as energias renováveis, que têm vindo a ganhar terreno.

"A quota da energia nuclear na geração bruta de electricidade mundial continua em declínio lento, mas constante, de um pico de 17,5% em 1996 com uma quota de 10,1% em 2020", referem os autores do relatório.

Pelo contrário, as energias renováveis, como eólica e solar (mas excluindo a hidroeléctrica) alcançaram uma quota de 10,7%. Outras fontes de energia são o petróleo, gás natural ou o carvão.

Na União Europeia (UE), as energias renováveis, incluindo a hidroeléctrica, ultrapassaram pela primeira vez os combustíveis fósseis para se tornarem a principal fonte de energia em 2020, contribuindo com 38% para o conjunto, enquanto os combustíveis fósseis representaram 37% e o nuclear 25%.

"2020 também é o primeiro ano em que as energias renováveis não hidroeléctricas geraram mais energia do que reactores nucleares" na UE, refere o estudo.

Os autores estimam que, no ano passado, o investimento total em electricidade gerada por energias renováveis excedeu 300 mil milhões de dólares (257 mil milhões de euros), 17 vezes mais do que o valor destinado para a energia nuclear.

Esta aposta resulta da resiliência e baixo custo das energias renováveis, que resistiram melhor ao impacto da pandemia covid-19.

Em 2020, a energia nuclear adicionou 0,4 gigawatts à capacidade de produção energética, enquanto as energias renováveis aumentaram em 256 gigawatts, mais 30% do que no ano anterior.