Cidadão encontra documentos classificados britânicos numa paragem de autocarro

  • Bandeira do Reino Unido
Londres - Documentos classificados do Ministério da Defesa britânico, nos quais se aborda a possível reacção russa à passagem de um contratorpedeiro britânico ao largo da Crimeia, foram encontrados esta semana numa paragem de autocarro em Inglaterra, revelou hoje, 27, a BBC.

Segundo a BBC, o cidadão que encontrou os documentos, cerca de 50 páginas de material sensível, incluindo e-mails e apresentações em PowerPoint, em Kent, no sudeste de Inglaterra, contactou a emissora pública e optou por permanecer anónimo.

Um porta-voz do ministério da Defesa disse que um dos seus funcionários tinha anteriormente relatado a perda de documentos e considerou "inapropriado" fazer mais comentários sobre o assunto.

Entre as informações contidas nos documentos encontram-se pormenores sobre a passagem do contratorpedeiro britânico HMS Defender pelas águas ao largo da península da Crimeia que esta semana levantou tensões entre Londres e Moscovo.

A marinha russa afirma ter disparado tiros de aviso após o navio britânico não ter reagido às chamadas para se retirar.

O Reino Unido negou essa versão e alegou que o seu navio estava a realizar "uma passagem inocente através das águas territoriais ucranianas, em conformidade com o direito internacional" e que não ouviu quaisquer tiros de aviso.

Os documentos que surgiram sugerem, contudo, que Londres já contava que a Rússia pudesse responder de forma agressiva à incursão do destruidor.

A operação, denominada "Op Ditroite", foi abordada na passada segunda-feira por oficiais superiores da Defesa que esperavam uma "festa de boas-vindas" das forças russas.

"Tendo passado da actividade defensiva a operacional, é altamente provável que as interacções com a RFN (Marinha russa) e VKS (Força Aérea) se tornem mais frequentes e assertivas", avisa um dos documentos.

Os documentos encontrados na paragem de autocarro também abordam planos militares no Afeganistão, alguns dos quais a BBC reteve para proteger a segurança do pessoal britânico naquele país.

Entre outras questões, os documentos analisam a possibilidade de manter uma presença militar britânica no Afeganistão, uma vez terminada a missão da OTAN liderada pelos EUA.

Segundo a BBC, o cidadão que encontrou os documentos, cerca de 50 páginas de material sensível, incluindo e-mails e apresentações em PowerPoint, em Kent, no sudeste de Inglaterra, contactou a emissora pública e optou por permanecer anónimo.

Um porta-voz do ministério da Defesa disse que um dos seus funcionários tinha anteriormente relatado a perda de documentos e considerou "inapropriado" fazer mais comentários sobre o assunto.

Entre as informações contidas nos documentos encontram-se pormenores sobre a passagem do contratorpedeiro britânico HMS Defender pelas águas ao largo da península da Crimeia que esta semana levantou tensões entre Londres e Moscovo.

A marinha russa afirma ter disparado tiros de aviso após o navio britânico não ter reagido às chamadas para se retirar.

O Reino Unido negou essa versão e alegou que o seu navio estava a realizar "uma passagem inocente através das águas territoriais ucranianas, em conformidade com o direito internacional" e que não ouviu quaisquer tiros de aviso.

Os documentos que surgiram sugerem, contudo, que Londres já contava que a Rússia pudesse responder de forma agressiva à incursão do destruidor.

A operação, denominada "Op Ditroite", foi abordada na passada segunda-feira por oficiais superiores da Defesa que esperavam uma "festa de boas-vindas" das forças russas.

"Tendo passado da actividade defensiva a operacional, é altamente provável que as interacções com a RFN (Marinha russa) e VKS (Força Aérea) se tornem mais frequentes e assertivas", avisa um dos documentos.

Os documentos encontrados na paragem de autocarro também abordam planos militares no Afeganistão, alguns dos quais a BBC reteve para proteger a segurança do pessoal britânico naquele país.

Entre outras questões, os documentos analisam a possibilidade de manter uma presença militar britânica no Afeganistão, uma vez terminada a missão da OTAN liderada pelos EUA.