Cientista iraniano ligado ao sector nuclear assassinado em ataque

Teerão - Um importante cientista do sector nuclear no Irão morreu hoje na sequência de ferimentos depois de o veículo em que seguia ter sido atacado por "terroristas armados" perto de Teerão, anunciou o Ministério da Defesa em comunicado.

O homem - oficialmente identificado como Mohsen Fakhrizadeh, chefe do departamento de pesquisa e inovação do ministério - ficou "gravemente ferido" quando o seu carro foi alvejado por vários atacantes, que por sua vez foram atacados pela equipa de segurança do cientista, pode ler-se no comunicado, em que acrescenta que a equipa médica não o conseguiu reanimar.

Até ao momento, Israel recusou comentar o assassínio de Mohsen Fakhrizadeh, que o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, invocou uma vez em conferência de imprensa dizendo para as pessoas se "lembrarem desse nome".

Há quase uma década que Israel é suspeito de realizar uma série de assassínios a cientistas nucleares iranianos.

A agência de notícias semioficial Fars, próxima dos Guardas da Revolução do país, disse que o ataque aconteceu em Absard, uma pequena cidade a leste da capital.

As testemunhas ouviram o som de uma explosão e depois disparos de uma metralhadora, num ataque que teve como alvo a viatura em que seguia o cientista, segundo a agência.

Os feridos, incluindo os guarda-costas de Fakhrizadeh, foram depois levados para um hospital local.

Posteriormente, a televisão estatal publicou na sua página na Internet uma fotografia das forças de segurança a bloquear as estradas. Fotos e vídeos partilhados 'online' mostram um veículo com buracos de balas no para-brisas e sangue na estrada.

Nenhuma organização assumiu a responsabilidade do ataque. No entanto, todos os meios de comunicação iranianos notaram o interesse que Netanyahu já havia demonstrado no cientista iraniano.

Hossein Salami, comandante-chefe dos Guardas da Revolução, referiu-se ao ataque a Fakhrizadeh.

"Assassinar cientistas nucleares é a confrontação mais violenta para nos impedir de alcançar a ciência moderna", escreveu na rede social Twitter.

Hossein Dehghan, conselheiro do líder supremo do Irão e candidato à Presidência do país nas eleições de 2021, lançou avisos na mesma rede social.

"Nos últimos dias de vida política do seu aliado no jogo, os sionistas procuram intensificar e aumentar a pressão sobre o Irão para travar uma guerra de pleno direito. Vamos descer como um raio nos assassinos deste mártir oprimido e faremos com que se arrependam das suas acções", ameaçou Dehghan, referindo-se ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Fakhrizadeh liderou o chamado programa "Amad", ou "Esperança", do Irão.

Israel e o Ocidente alegaram que essa operação militar tinha como objectivo saber a viabilidade de construção de armas nucleares no Irão, mas Teerão alegou sempre que o seu programa nuclear é pacífico.

A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) referiu que o programa "Amad" terminou no início dos anos 2000 e os seus inspectores monitorizam agora as instalações iranianas como parte do acordo nuclear do Irão com potências mundiais.

O homem - oficialmente identificado como Mohsen Fakhrizadeh, chefe do departamento de pesquisa e inovação do ministério - ficou "gravemente ferido" quando o seu carro foi alvejado por vários atacantes, que por sua vez foram atacados pela equipa de segurança do cientista, pode ler-se no comunicado, em que acrescenta que a equipa médica não o conseguiu reanimar.

Até ao momento, Israel recusou comentar o assassínio de Mohsen Fakhrizadeh, que o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, invocou uma vez em conferência de imprensa dizendo para as pessoas se "lembrarem desse nome".

Há quase uma década que Israel é suspeito de realizar uma série de assassínios a cientistas nucleares iranianos.

A agência de notícias semioficial Fars, próxima dos Guardas da Revolução do país, disse que o ataque aconteceu em Absard, uma pequena cidade a leste da capital.

As testemunhas ouviram o som de uma explosão e depois disparos de uma metralhadora, num ataque que teve como alvo a viatura em que seguia o cientista, segundo a agência.

Os feridos, incluindo os guarda-costas de Fakhrizadeh, foram depois levados para um hospital local.

Posteriormente, a televisão estatal publicou na sua página na Internet uma fotografia das forças de segurança a bloquear as estradas. Fotos e vídeos partilhados 'online' mostram um veículo com buracos de balas no para-brisas e sangue na estrada.

Nenhuma organização assumiu a responsabilidade do ataque. No entanto, todos os meios de comunicação iranianos notaram o interesse que Netanyahu já havia demonstrado no cientista iraniano.

Hossein Salami, comandante-chefe dos Guardas da Revolução, referiu-se ao ataque a Fakhrizadeh.

"Assassinar cientistas nucleares é a confrontação mais violenta para nos impedir de alcançar a ciência moderna", escreveu na rede social Twitter.

Hossein Dehghan, conselheiro do líder supremo do Irão e candidato à Presidência do país nas eleições de 2021, lançou avisos na mesma rede social.

"Nos últimos dias de vida política do seu aliado no jogo, os sionistas procuram intensificar e aumentar a pressão sobre o Irão para travar uma guerra de pleno direito. Vamos descer como um raio nos assassinos deste mártir oprimido e faremos com que se arrependam das suas acções", ameaçou Dehghan, referindo-se ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Fakhrizadeh liderou o chamado programa "Amad", ou "Esperança", do Irão.

Israel e o Ocidente alegaram que essa operação militar tinha como objectivo saber a viabilidade de construção de armas nucleares no Irão, mas Teerão alegou sempre que o seu programa nuclear é pacífico.

A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) referiu que o programa "Amad" terminou no início dos anos 2000 e os seus inspectores monitorizam agora as instalações iranianas como parte do acordo nuclear do Irão com potências mundiais.