Comissão Europeia critica Bósnia por não prestar cuidados a desalojados

Bruxelas - A Comissão Europeia criticou hoje duramente as autoridades da Bósnia-Herzegovina por não prestar os cuidados adequados a centenas de migrantes desalojados, lembrando o país dos Balcãs das suas obrigações perante uma possível adesão à União Europeia (UE).

"A Bósnia-Herzegovina deve mostrar que é capaz de gerir a migração. Deve assumir responsabilidades, resolver a situação humanitária", afirmou a comissária europeia dos Assuntos Internos e uma das responsáveis pela gestão das políticas migratórias comunitárias, Ylva Johansson, em declarações aos eurodeputados.

A Bósnia-Herzegovina tem enfrentado fortes críticas por deixar cerca de 1.000 migrantes sem abrigo, a enfrentar as duras circunstâncias do inverno bósnio, depois de um incêndio ter destruído, pouco antes do natal, o centro de acolhimento temporário de Lipa, localizado perto da cidade de Bihac (noroeste), próxima da fronteira com a Croácia (Estado-membro da UE).

Inicialmente, as autoridades bósnias informaram que os migrantes iam ser transferidos para outras instalações, mas acabaram por montar tendas militares no mesmo local, depois de uma forte contestação popular na localidade que iria acolher as estruturas alternativas.

"Como um país com perspectivas de adesão à UE, esperamos que a Bósnia-Herzegovina trabalhe em soluções sustentáveis e de longo prazo, que crie instalações distribuídas uniformemente por todo o território do país", prosseguiu a comissária europeia, indicando que tenciona deslocar-se ao território bósnio em Fevereiro.

O problema migratório na Bósnia não é uma questão nova.

Nos últimos anos, o país tem sido frequentemente criticado pela forma como tem gerido a chegada ao seu território de milhares de pessoas, muitas delas a fugir da guerra e de situações de pobreza.

Politicamente instável e empobrecido, este país da região dos Balcãs Ocidentais ainda está a tentar recuperar do seu próprio conflito armado na década de 1990.

Dividido em duas entidades rivais (República Sérvia da Bósnia e a Federação Bósnia), o país carece de uma política unificada para os migrantes.

A parte sérvia recusa-se a aceitar qualquer migrante, enquanto a sobrecarregada região noroeste queixa-se de ter sido abandonada, apesar da ajuda das organizações internacionais.

Os migrantes e refugiados vêm para a Bósnia na esperança de cruzar a fronteira da Croácia, país que é encarado como a porta de entrada para o espaço da UE.

Muitos queixam-se de terem sido repelidos, o que é ilegal ao abrigo do Direito Internacional dos Refugiados, e alvo de violência por parte da polícia croata.

A comissária europeia dos Assuntos Internos frisou também hoje que graças à ajuda da UE, cerca de 900 migrantes na Bósnia têm neste momento um abrigo em tendas adequadas às condições meteorológicas locais, com acesso a aquecimento e a produtos alimentares.

"Graças à nossa acção, a situação melhorou, mas apenas de grave para séria. Travar o risco imediato de vida é o começo, não o fim, de assegurar condições de vida aceitáveis e dignas", concluiu.

O centro temporário de Lipa era gerido pela Organização Internacional para as Migrações (OIM) e foi encerrado após o incêndio em Dezembro.

Mesmo antes do incêndio, o campo de Lipa já tinha sido considerado inadequado para abrigar refugiados e migrantes por responsáveis internacionais e organizações não-governamentais (ONG), uma vez que não estava equipado com estruturas adequadas às condições meteorológicas locais, nem tinha abastecimento regular de água e de electricidade.

"A Bósnia-Herzegovina deve mostrar que é capaz de gerir a migração. Deve assumir responsabilidades, resolver a situação humanitária", afirmou a comissária europeia dos Assuntos Internos e uma das responsáveis pela gestão das políticas migratórias comunitárias, Ylva Johansson, em declarações aos eurodeputados.

A Bósnia-Herzegovina tem enfrentado fortes críticas por deixar cerca de 1.000 migrantes sem abrigo, a enfrentar as duras circunstâncias do inverno bósnio, depois de um incêndio ter destruído, pouco antes do natal, o centro de acolhimento temporário de Lipa, localizado perto da cidade de Bihac (noroeste), próxima da fronteira com a Croácia (Estado-membro da UE).

Inicialmente, as autoridades bósnias informaram que os migrantes iam ser transferidos para outras instalações, mas acabaram por montar tendas militares no mesmo local, depois de uma forte contestação popular na localidade que iria acolher as estruturas alternativas.

"Como um país com perspectivas de adesão à UE, esperamos que a Bósnia-Herzegovina trabalhe em soluções sustentáveis e de longo prazo, que crie instalações distribuídas uniformemente por todo o território do país", prosseguiu a comissária europeia, indicando que tenciona deslocar-se ao território bósnio em Fevereiro.

O problema migratório na Bósnia não é uma questão nova.

Nos últimos anos, o país tem sido frequentemente criticado pela forma como tem gerido a chegada ao seu território de milhares de pessoas, muitas delas a fugir da guerra e de situações de pobreza.

Politicamente instável e empobrecido, este país da região dos Balcãs Ocidentais ainda está a tentar recuperar do seu próprio conflito armado na década de 1990.

Dividido em duas entidades rivais (República Sérvia da Bósnia e a Federação Bósnia), o país carece de uma política unificada para os migrantes.

A parte sérvia recusa-se a aceitar qualquer migrante, enquanto a sobrecarregada região noroeste queixa-se de ter sido abandonada, apesar da ajuda das organizações internacionais.

Os migrantes e refugiados vêm para a Bósnia na esperança de cruzar a fronteira da Croácia, país que é encarado como a porta de entrada para o espaço da UE.

Muitos queixam-se de terem sido repelidos, o que é ilegal ao abrigo do Direito Internacional dos Refugiados, e alvo de violência por parte da polícia croata.

A comissária europeia dos Assuntos Internos frisou também hoje que graças à ajuda da UE, cerca de 900 migrantes na Bósnia têm neste momento um abrigo em tendas adequadas às condições meteorológicas locais, com acesso a aquecimento e a produtos alimentares.

"Graças à nossa acção, a situação melhorou, mas apenas de grave para séria. Travar o risco imediato de vida é o começo, não o fim, de assegurar condições de vida aceitáveis e dignas", concluiu.

O centro temporário de Lipa era gerido pela Organização Internacional para as Migrações (OIM) e foi encerrado após o incêndio em Dezembro.

Mesmo antes do incêndio, o campo de Lipa já tinha sido considerado inadequado para abrigar refugiados e migrantes por responsáveis internacionais e organizações não-governamentais (ONG), uma vez que não estava equipado com estruturas adequadas às condições meteorológicas locais, nem tinha abastecimento regular de água e de electricidade.