Comissão Europeia respeita "poder judiciário" em detenção de Puigdemont

Bruxelas - A Comissão Europeia disse hoje que a detenção do eurodeputado independentista e ex-presidente catalão Carles Puigdemont, na quinta-feira na ilha italiana de Sardenha, é "uma questão para o poder judiciário", adiantando que "respeita a sua independência".

"Vimos isso nos meios de comunicação social, [mas] a única coisa que posso dizer é que se trata de uma questão para o poder judiciário e que respeitamos a sua independência", reagiu o porta-voz da Comissão Europeia para a área da Justiça, Christian Wigand.

O responsável foi questionado, na conferência de imprensa de imprensa diária da instituição, em Bruxelas (Bélgica), sobre a detenção na noite de quinta-feira, na Sardenha, do eurodeputado independentista e ex-presidente catalão Carles Puigdemont, que aguarda hoje que a justiça italiana decida se o vai extraditar para Espanha.

Em fuga desde 2017 devido ao seu papel na tentativa falhada de independência da região espanhola da Catalunha, Carles Puigdemont continua a ser procurado pelo sistema judicial espanhol, que o acusa de "sedição" e "apropriação indevida de fundos públicos".

Carles Puigdemont, 58 anos, foi preso na noite de quinta-feira à sua chegada a Alghero, uma cidade da Sardenha que culturalmente está próximo da Catalunha, onde deveria participar num festival cultural e encontrar-se com representantes eleitos da ilha italiana.

O novo presidente regional da Catalunha, Pere Aragonès, também um separatista, mas de tendência mais moderada que Puigdemont, condenou, na rede social Twitter, "a perseguição e esta repressão judicial".

"Já chega. A amnistia é a única forma. A autodeterminação é a única solução. Ao teu lado, Carles", disse Aragonès.

Por seu lado, o Governo espanhol considera que a detenção do antigo presidente da Generalitat (governo regional catalão) obedece a um processo judicial em curso, e como qualquer outro cidadão europeu, deve submeter-se à acção da justiça.

O executivo espanhol publicou esta madrugada uma declaração, na qual sublinha que a detenção é uma consequência do processo judicial aberto, "que se aplica a qualquer cidadão da União Europeia que deve responder pelos seus atos perante os tribunais".

O Governo manifestou o seu respeito pelas decisões das autoridades e tribunais italianos e insistiu que "Puigdemont deve submeter-se à acção da justiça exactamente da mesma forma que qualquer outro cidadão".

O líder independentista já tinha sido preso na Alemanha em Março de 2018, a pedido de Espanha, mas foi libertado alguns dias depois de os tribunais alemães terem retirado a acusação de "rebelião" contra ele, que desde então foi reclassificada como "sedição".

Membro do Parlamento Europeu desde 2019, o activista pró-independência recebeu, durante algum tempo, a imunidade parlamentar, mas o Parlamento Europeu levantou-a a nove de Março deste ano, por uma grande maioria, medida que foi confirmada a 30 de Julho pelo Tribunal da União Europeia.

Alguns observadores receiam que esta detenção de Carles Puigdemont aumente o risco de uma nova crise entre Madrid e o movimento independentista na região autónoma, numa altura de relativo desanuviamento entre as duas partes.

"Vimos isso nos meios de comunicação social, [mas] a única coisa que posso dizer é que se trata de uma questão para o poder judiciário e que respeitamos a sua independência", reagiu o porta-voz da Comissão Europeia para a área da Justiça, Christian Wigand.

O responsável foi questionado, na conferência de imprensa de imprensa diária da instituição, em Bruxelas (Bélgica), sobre a detenção na noite de quinta-feira, na Sardenha, do eurodeputado independentista e ex-presidente catalão Carles Puigdemont, que aguarda hoje que a justiça italiana decida se o vai extraditar para Espanha.

Em fuga desde 2017 devido ao seu papel na tentativa falhada de independência da região espanhola da Catalunha, Carles Puigdemont continua a ser procurado pelo sistema judicial espanhol, que o acusa de "sedição" e "apropriação indevida de fundos públicos".

Carles Puigdemont, 58 anos, foi preso na noite de quinta-feira à sua chegada a Alghero, uma cidade da Sardenha que culturalmente está próximo da Catalunha, onde deveria participar num festival cultural e encontrar-se com representantes eleitos da ilha italiana.

O novo presidente regional da Catalunha, Pere Aragonès, também um separatista, mas de tendência mais moderada que Puigdemont, condenou, na rede social Twitter, "a perseguição e esta repressão judicial".

"Já chega. A amnistia é a única forma. A autodeterminação é a única solução. Ao teu lado, Carles", disse Aragonès.

Por seu lado, o Governo espanhol considera que a detenção do antigo presidente da Generalitat (governo regional catalão) obedece a um processo judicial em curso, e como qualquer outro cidadão europeu, deve submeter-se à acção da justiça.

O executivo espanhol publicou esta madrugada uma declaração, na qual sublinha que a detenção é uma consequência do processo judicial aberto, "que se aplica a qualquer cidadão da União Europeia que deve responder pelos seus atos perante os tribunais".

O Governo manifestou o seu respeito pelas decisões das autoridades e tribunais italianos e insistiu que "Puigdemont deve submeter-se à acção da justiça exactamente da mesma forma que qualquer outro cidadão".

O líder independentista já tinha sido preso na Alemanha em Março de 2018, a pedido de Espanha, mas foi libertado alguns dias depois de os tribunais alemães terem retirado a acusação de "rebelião" contra ele, que desde então foi reclassificada como "sedição".

Membro do Parlamento Europeu desde 2019, o activista pró-independência recebeu, durante algum tempo, a imunidade parlamentar, mas o Parlamento Europeu levantou-a a nove de Março deste ano, por uma grande maioria, medida que foi confirmada a 30 de Julho pelo Tribunal da União Europeia.

Alguns observadores receiam que esta detenção de Carles Puigdemont aumente o risco de uma nova crise entre Madrid e o movimento independentista na região autónoma, numa altura de relativo desanuviamento entre as duas partes.