Compromisso do G7 com vacinas é "insuficiente"

Londres - A Amnistia Internacional (AI) alertou hoje para o facto de que o compromisso de doação de mil milhões de doses de vacinas contra a covid-19, que se prevê que saia hoje da cimeira do G7", é "insuficiente".

"É apenas uma gota no oceano. [Mil milhões de doses] nem sequer chegam para cobrir a população total da Índia, para não falar da população mundial", referiu a secretária-geral da organização de defesa e promoção dos direitos humanos, Agnès Callamard, num comunicado em que a linguagem é bastante dura.

"Nem sequer de perto [é suficiente para as necessidades globais] nem tão pouco vai à raiz dos problemas. Não só não é ambicioso, como cheira a interesses próprios, sobretudo quando se considera os dados que sugerem que os países do G7 irão ter um excedente de 3.000 milhões de doses até ao final do ano", acrescentou.

A secretária-geral da Amnistia Internacional, por outro lado, acusa os dirigentes das economias mais desenvolvidas de "optar por semi-medidas irrisórias e gestos insuficientes", em vez de "enfrentar as obrigações internacionais isentando vacinas, testes e tratamentos de patentes e compartilhando tecnologia vital". 

Por tudo isso, Agnès Callamard pede aos dirigentes que "saiam do bolso das grandes farmacêuticas" e obtenham a isenção da patente para garantir que a capacidade e a tecnologia de produção de vacinas seja transferida para todos os fabricantes do mundo. 

Os especialistas estimam em cerca de 11.000 milhões de doses a quantidade necessária para enfrentar a pandemia em todo o mundo. 

Por seu lado, as organizações não-governamentais calcularam que, ao ritmo atual, os países pobres não receberão injeções suficientes até 2078 para vacinar as respetivas populações.

A pandemia de provocou, pelo menos, 3.775.362 mortos no mundo, resultantes de mais de 174,7 milhões de casos de infecção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

"É apenas uma gota no oceano. [Mil milhões de doses] nem sequer chegam para cobrir a população total da Índia, para não falar da população mundial", referiu a secretária-geral da organização de defesa e promoção dos direitos humanos, Agnès Callamard, num comunicado em que a linguagem é bastante dura.

"Nem sequer de perto [é suficiente para as necessidades globais] nem tão pouco vai à raiz dos problemas. Não só não é ambicioso, como cheira a interesses próprios, sobretudo quando se considera os dados que sugerem que os países do G7 irão ter um excedente de 3.000 milhões de doses até ao final do ano", acrescentou.

A secretária-geral da Amnistia Internacional, por outro lado, acusa os dirigentes das economias mais desenvolvidas de "optar por semi-medidas irrisórias e gestos insuficientes", em vez de "enfrentar as obrigações internacionais isentando vacinas, testes e tratamentos de patentes e compartilhando tecnologia vital". 

Por tudo isso, Agnès Callamard pede aos dirigentes que "saiam do bolso das grandes farmacêuticas" e obtenham a isenção da patente para garantir que a capacidade e a tecnologia de produção de vacinas seja transferida para todos os fabricantes do mundo. 

Os especialistas estimam em cerca de 11.000 milhões de doses a quantidade necessária para enfrentar a pandemia em todo o mundo. 

Por seu lado, as organizações não-governamentais calcularam que, ao ritmo atual, os países pobres não receberão injeções suficientes até 2078 para vacinar as respetivas populações.

A pandemia de provocou, pelo menos, 3.775.362 mortos no mundo, resultantes de mais de 174,7 milhões de casos de infecção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.