Conselho de Segurança da ONU reúne-se de urgência sobre Myanmar

  • Sede da ONU em Nova Iorque
Nova Iorque - O Reino Unido convocou uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU, para quarta-feira, sobre Myanmar (antiga Birmânia), após o fim de semana mais sangrento desde o golpe de 01 de Fevereiro, disseram fontes diplomáticas.

Os 15 membros do Conselho de Segurança iniciarão a sessão, que acontecerá à porta fechada, com um 'briefing' sobre a situação em Myanmar, que será feito pela enviada especial da ONU, Christine Burgener.

Para já, ainda não há nenhuma certeza de que o Conselho de Segurança das Nações Unidas possa chegar a um acordo sobre uma nova declaração, no final da reunião, sendo para tal necessária unanimidade dos membros, incluindo a China e a Rússia.

A 10 de Março, o Conselho de Segurança condenou "fortemente a violência contra manifestantes pacíficos, incluindo mulheres, jovens e crianças", numa declaração suscitada pelo Reino Unido, que condenou a junta militar de Myanmar, que tomou o poder a 01 de Fevereiro.

Apesar das tentativas dos países ocidentais, o Conselho recusou nessa altura fazer qualquer menção à possibilidade de sanções internacionais, caso a repressão continuasse, devido à oposição da China e da Rússia, bem como de outros países asiáticos com assento na organização, como a Índia e o Vietname.

No dia 04 de Fevereiro, e apenas dois dias de discussões, um primeiro texto do Conselho de Segurança da ONU, também elaborado por Londres, deixou um sinal de unidade entre os países membros, mas limitou-se a evocar "profunda preocupação" com a situação em Myanmar, também sem qualquer referência à eventualidade de sanções contra Myanmar.

A junta militar que derrubou a chefe de Governo civil Aung San Suu Kyi, a 01 de Fevereiro, tem reprimido de forma violenta as manifestações diárias que pedem o regresso da democracia e a libertação de antigos líderes.

A ONU estima que, só no passado sábado, a repressão sobre os manifestantes tenha provocado 107 mortes, incluindo sete crianças, e os 'media' locais falam em 114 vítimas mortais, naquele que terá sido o mais sangrento fim de semana desde o início da crise.

Pelo menos 459 pessoas já morreram desde o golpe, que os militares justificam alegando fraude eleitoral cometida nas eleições legislativas de novembro passado, nas quais a Liga Nacional para a Democracia, partido de Suu Kyi, venceu por esmagadora maioria.

Tanto os observadores internacionais como a comissão eleitoral deposta pela junta militar após a tomada do poder negaram a existência de irregularidades, apesar da insistência de alguns comandantes do Exército, cujo partido detém 25% dos lugares no Parlamento.

A comunidade internacional tem anunciado sanções contra os líderes do golpe militar, incluindo o general Min Aung Hlaing, presidente do Conselho Administrativo de Estado e autoridade máxima em Myanmar.

Os 15 membros do Conselho de Segurança iniciarão a sessão, que acontecerá à porta fechada, com um 'briefing' sobre a situação em Myanmar, que será feito pela enviada especial da ONU, Christine Burgener.

Para já, ainda não há nenhuma certeza de que o Conselho de Segurança das Nações Unidas possa chegar a um acordo sobre uma nova declaração, no final da reunião, sendo para tal necessária unanimidade dos membros, incluindo a China e a Rússia.

A 10 de Março, o Conselho de Segurança condenou "fortemente a violência contra manifestantes pacíficos, incluindo mulheres, jovens e crianças", numa declaração suscitada pelo Reino Unido, que condenou a junta militar de Myanmar, que tomou o poder a 01 de Fevereiro.

Apesar das tentativas dos países ocidentais, o Conselho recusou nessa altura fazer qualquer menção à possibilidade de sanções internacionais, caso a repressão continuasse, devido à oposição da China e da Rússia, bem como de outros países asiáticos com assento na organização, como a Índia e o Vietname.

No dia 04 de Fevereiro, e apenas dois dias de discussões, um primeiro texto do Conselho de Segurança da ONU, também elaborado por Londres, deixou um sinal de unidade entre os países membros, mas limitou-se a evocar "profunda preocupação" com a situação em Myanmar, também sem qualquer referência à eventualidade de sanções contra Myanmar.

A junta militar que derrubou a chefe de Governo civil Aung San Suu Kyi, a 01 de Fevereiro, tem reprimido de forma violenta as manifestações diárias que pedem o regresso da democracia e a libertação de antigos líderes.

A ONU estima que, só no passado sábado, a repressão sobre os manifestantes tenha provocado 107 mortes, incluindo sete crianças, e os 'media' locais falam em 114 vítimas mortais, naquele que terá sido o mais sangrento fim de semana desde o início da crise.

Pelo menos 459 pessoas já morreram desde o golpe, que os militares justificam alegando fraude eleitoral cometida nas eleições legislativas de novembro passado, nas quais a Liga Nacional para a Democracia, partido de Suu Kyi, venceu por esmagadora maioria.

Tanto os observadores internacionais como a comissão eleitoral deposta pela junta militar após a tomada do poder negaram a existência de irregularidades, apesar da insistência de alguns comandantes do Exército, cujo partido detém 25% dos lugares no Parlamento.

A comunidade internacional tem anunciado sanções contra os líderes do golpe militar, incluindo o general Min Aung Hlaing, presidente do Conselho Administrativo de Estado e autoridade máxima em Myanmar.