Covid-19: Recorde de mortes na Turquia e mais restrições para conter a pandemia

Istambul – A Turquia anunciou hoje que registou 141 mortes ligadas ao novo coronavírus nas últimas 24 horas, um recorde no país, pouco antes da entrada em vigor e mais restrições destinadas a conter a propagação da pandemia, noticiou a Lusa.

Os óbitos agora anunciados pelo Ministério da Saúde elevaram o número total de vítimas mortais da pandemia no país para 12.084, em mais de 435.000 casos oficialmente contabilizados. O recorde anterior de mortes foi registado a 19 de Abril, com 127.


Os últimos números foram anunciados pouco antes da entrada em vigor, na noite de hoje, de uma série de medidas destinadas a desacelerar a progressão da epidemia.


Restaurantes e cafés só poderão oferecer vendas em registo ‘take-away’ e os turcos não poderão sair nos fins de semana entre as 20:00 e as 10:00.
Além disso, centros comerciais, supermercados e cabeleireiros terão de encerrar todas as actividades a partir das 20:00 de sexta-feira e os cinemas vão ficar fechados até ao final do ano. O ensino também será feito à distância, até ao final de Dezembro.


Ao anunciar as restrições na terça-feira, o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, alertou que, se a epidemia continuar a piorar, o Governo “será forçado a considerar medidas ainda mais dolorosas”.


Organizações de médicos afirmam que o número real de casos e mortes na Turquia é muito maior do que o relatado pelo Ministério da Saúde.
O presidente da Câmara de Istambul, Ekrem Imamoglu, opositor de Erdogan, pediu na semana passada que confinasse a capital económica do país, particularmente afectada.


Segundo ele, o número de pessoas que morrem todos os dias em Istambul é maior do que o anunciado diariamente pelo Governo em todo o país.
A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.360.914 mortos resultantes de mais de 56,8 milhões de casos de infecção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.


A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.