Delegações da Rússia e dos EUA retomam negociações em Setembro

Genebra - As delegações dos EUA e da Rússia, que se encontraram hoje, quarta-feira, em Genebra, acordaram voltar a reunir em final de Setembro, para continuar a discutir a estabilidade estratégica entre os dois países.

"As discussões em Genebra foram profissionais e substanciais", disse Ned Price, porta-voz da diplomacia norte-americana, num comunicado divulgado após o encontro que se realizou à porta fechada ao longo do dia.

O resumo feito pela diplomacia russa foi ainda mais sucinto e não fala sequer no novo encontro no final de Setembro, mas refere-se ao "maior desenvolvimento da cooperação" entre os dois países.

Segundo os norte-americanos, enquanto se aguarda a nova reunião em Setembro, as duas partes farão consultas informais para determinar "que assuntos serão tratados por grupos de especialistas nessa segunda sessão", explicou Price.

Os encontros para discutir a estabilidade estratégica foram uma ideia lançada pelos presidentes russo e norte-americano, Joe Biden e Vladimir Putin, respectivamente, durante a sua cimeira na mesma cidade de Genebra, na Suíça.

"A reunião de hoje marca o início deste diálogo com a Federação Russa. A delegação norte-americana discutiu as prioridades dos EUA, o ambiente de segurança actual, a percepção nacional de ameaças à estabilidade estratégica, as perspectivas para o controlo de armas e o formato das futuras sessões de diálogo estratégico", disse o porta-voz do Departamento de Estado.

"Teve lugar uma discussão pormenorizada sobre a forma como as duas partes abordam a manutenção da estabilidade estratégica, o controle de armamento e os meios de reduzir os riscos", escreveu por seu lado o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia no comunicado.

Antes da reunião, ambos os lados tinham tido o cuidado de moderar as expectativas para este encontro de Genebra.

"Através deste diálogo, procuramos lançar as bases para futuras medidas de controlo de armas e de redução de riscos", explicou o Departamento de Estado ao anunciar o encontro.

Na terça-feira, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Riabkov, disse que a reunião deve servir para "lançar o processo e analisar em profundidade as diferenças, procurar áreas de trabalho comuns e ver onde há perspectivas" de progresso.

A reunião de hoje ocorre no meio de tensões em várias frentes entre as duas nações, com Washington a ameaçar Moscovo com acções se a Rússia não travar uma onda de ataques cibernéticos que os funcionários norte-americanos dizem ser em grande parte originários do seu território.

A Rússia nega a responsabilidade, mas Putin elogiou os esforços de Biden para tornar as relações mais previsíveis.

Mas, na terça-feira, o Presidente dos EUA atacou sem rodeios o seu homólogo russo e acusou Moscovo de mais uma vez trabalhar para influenciar as eleições norte-americanas da mesma forma que a campanha em 2016.

"Isto é uma violação flagrante da nossa soberania", acusou Biden, num discurso dirigido à comunidade dos serviços secretos.

Putin "tem um problema real, é o chefe de uma economia que tem armas nucleares e poços de petróleo e nada mais", disse Biden, acrescentando: "Isso torna-o ainda mais perigoso na minha opinião".

Na sua cimeira histórica de 16 de Junho, Biden e Putin tinham insistido na necessidade de falarem um com o outro, sublinhando que mesmo no auge da Guerra Fria, Moscovo e Washington dialogavam para evitar o pior.

"As discussões em Genebra foram profissionais e substanciais", disse Ned Price, porta-voz da diplomacia norte-americana, num comunicado divulgado após o encontro que se realizou à porta fechada ao longo do dia.

O resumo feito pela diplomacia russa foi ainda mais sucinto e não fala sequer no novo encontro no final de Setembro, mas refere-se ao "maior desenvolvimento da cooperação" entre os dois países.

Segundo os norte-americanos, enquanto se aguarda a nova reunião em Setembro, as duas partes farão consultas informais para determinar "que assuntos serão tratados por grupos de especialistas nessa segunda sessão", explicou Price.

Os encontros para discutir a estabilidade estratégica foram uma ideia lançada pelos presidentes russo e norte-americano, Joe Biden e Vladimir Putin, respectivamente, durante a sua cimeira na mesma cidade de Genebra, na Suíça.

"A reunião de hoje marca o início deste diálogo com a Federação Russa. A delegação norte-americana discutiu as prioridades dos EUA, o ambiente de segurança actual, a percepção nacional de ameaças à estabilidade estratégica, as perspectivas para o controlo de armas e o formato das futuras sessões de diálogo estratégico", disse o porta-voz do Departamento de Estado.

"Teve lugar uma discussão pormenorizada sobre a forma como as duas partes abordam a manutenção da estabilidade estratégica, o controle de armamento e os meios de reduzir os riscos", escreveu por seu lado o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia no comunicado.

Antes da reunião, ambos os lados tinham tido o cuidado de moderar as expectativas para este encontro de Genebra.

"Através deste diálogo, procuramos lançar as bases para futuras medidas de controlo de armas e de redução de riscos", explicou o Departamento de Estado ao anunciar o encontro.

Na terça-feira, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Riabkov, disse que a reunião deve servir para "lançar o processo e analisar em profundidade as diferenças, procurar áreas de trabalho comuns e ver onde há perspectivas" de progresso.

A reunião de hoje ocorre no meio de tensões em várias frentes entre as duas nações, com Washington a ameaçar Moscovo com acções se a Rússia não travar uma onda de ataques cibernéticos que os funcionários norte-americanos dizem ser em grande parte originários do seu território.

A Rússia nega a responsabilidade, mas Putin elogiou os esforços de Biden para tornar as relações mais previsíveis.

Mas, na terça-feira, o Presidente dos EUA atacou sem rodeios o seu homólogo russo e acusou Moscovo de mais uma vez trabalhar para influenciar as eleições norte-americanas da mesma forma que a campanha em 2016.

"Isto é uma violação flagrante da nossa soberania", acusou Biden, num discurso dirigido à comunidade dos serviços secretos.

Putin "tem um problema real, é o chefe de uma economia que tem armas nucleares e poços de petróleo e nada mais", disse Biden, acrescentando: "Isso torna-o ainda mais perigoso na minha opinião".

Na sua cimeira histórica de 16 de Junho, Biden e Putin tinham insistido na necessidade de falarem um com o outro, sublinhando que mesmo no auge da Guerra Fria, Moscovo e Washington dialogavam para evitar o pior.