Diálogo climático entre UE e China é inevitável

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Bruxelas - O grupo de reflexão Conselho Europeu das Relações Externas (ECFR, na sigla inglesa) considera, num relatório hoje divulgado, "inevitável" um maior envolvimento e diálogo entre a União Europeia (UE) e a China nas questões climáticas.

"O envolvimento com a China no clima é inevitável - simplesmente porque a China tem um impacto muito significativo na segurança climática europeia", lê-se nas recomendações do relatório que reconhece, no entanto, que "os obstáculos à cooperação estão a tornar-se maiores", dada a complexidade das relações entre Bruxelas e Pequim.

Ainda assim, a UE não pode evitar o tema do clima no diálogo com a China, dado que a economia limpa é cada vez mais central para o crescimento, comércio e investimento dos 27, e terá que gerir "coletivamente as dimensões competitivas das políticas climáticas da China e do bloco - ajuda estatal no sector da energia verde, a proposta de um Mecanismo de ajustamento das fronteiras de carbono, a inovação e propriedade intelectual.

Pequim opõe-se frontalmente à imposição de taxas sobre emissões de dióxido de carbono, comprometendo o objectivo do mecanismo, cujos detalhes só serão conhecidos no próximo ano.

O ECFR destaca que a cooperação entre a UE e a China pode ser do interesse da Europa se esta estabelecer linhas vermelhas e pontos de referência claros, adiantando que Pequim já manifestou o seu empenho no multilateralismo e na cooperação climática.

Nas recomendações para a UE, o relatório salienta ainda que "à medida que a UE e a China transformam rapidamente as suas economias para se alinharem com os seus ambiciosos objectivos climáticos, irá aumentar a concorrência em torno de tecnologias, quotas de mercado e normas".

"Gerida adequadamente, a concorrência pode encorajar uma corrida ao topo e impulsionar a inovação em tecnologia verde", lê-se no texto que alerta ainda para o perigo de uma concorrência mal gerida aumentar "disputas relacionadas com o comércio de produtos e normas de baixo carbono" podendo mesmo pôr em risco não só a relação geopolítica mais ampla entre a Europa e a China, mas também o Pacto Ecológico Europeu.

A nível mundial, segundo dados do ECFR, a China é responsável por 28% das emissões de gases com efeito de estufa e metade das centrais eléctricas a carvão em construção estão no seu território.

"O envolvimento com a China no clima é inevitável - simplesmente porque a China tem um impacto muito significativo na segurança climática europeia", lê-se nas recomendações do relatório que reconhece, no entanto, que "os obstáculos à cooperação estão a tornar-se maiores", dada a complexidade das relações entre Bruxelas e Pequim.

Ainda assim, a UE não pode evitar o tema do clima no diálogo com a China, dado que a economia limpa é cada vez mais central para o crescimento, comércio e investimento dos 27, e terá que gerir "coletivamente as dimensões competitivas das políticas climáticas da China e do bloco - ajuda estatal no sector da energia verde, a proposta de um Mecanismo de ajustamento das fronteiras de carbono, a inovação e propriedade intelectual.

Pequim opõe-se frontalmente à imposição de taxas sobre emissões de dióxido de carbono, comprometendo o objectivo do mecanismo, cujos detalhes só serão conhecidos no próximo ano.

O ECFR destaca que a cooperação entre a UE e a China pode ser do interesse da Europa se esta estabelecer linhas vermelhas e pontos de referência claros, adiantando que Pequim já manifestou o seu empenho no multilateralismo e na cooperação climática.

Nas recomendações para a UE, o relatório salienta ainda que "à medida que a UE e a China transformam rapidamente as suas economias para se alinharem com os seus ambiciosos objectivos climáticos, irá aumentar a concorrência em torno de tecnologias, quotas de mercado e normas".

"Gerida adequadamente, a concorrência pode encorajar uma corrida ao topo e impulsionar a inovação em tecnologia verde", lê-se no texto que alerta ainda para o perigo de uma concorrência mal gerida aumentar "disputas relacionadas com o comércio de produtos e normas de baixo carbono" podendo mesmo pôr em risco não só a relação geopolítica mais ampla entre a Europa e a China, mas também o Pacto Ecológico Europeu.

A nível mundial, segundo dados do ECFR, a China é responsável por 28% das emissões de gases com efeito de estufa e metade das centrais eléctricas a carvão em construção estão no seu território.