Director-geral da OMS defende "nova era de cooperação"

  • Diretor-geral da OMS em quarentena sanitária
Genebra - O director-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, defendeu hoje uma liderança global baseada na "responsabilidade e confiança mútuas" e uma "nova era de cooperação", partindo das lições da pandemia da covid-19.

"É tempo de o mundo curar-se, das devastações desta pandemia e das divisões geopolíticas que apenas nos conduzem mais para o abismo de um futuro pouco saudável, inseguro e injusto. Hoje e todos os dias, temos de escolher a saúde, somos uma grande família", afirmou, na 73ª Assembleia Mundial da Saúde, realizada por videoconferência a partir de Genebra, na Suíça.

Tedros Adhanom Ghebreyesus, em quarentena por ter contactado com uma pessoa infectada, pediu uma "liderança assente na confiança e responsabilidade mútuas" para "acabar com a pandemia" e tratar das "desigualdades fundamentais que estão na raiz de muitos dos problemas do mundo".

O dirigente da OMS advertiu que "uma vacina não pode resolver o subinvestimento global nas funções essenciais da saúde pública e sistemas de saúde resilientes, nem a necessidade urgente de 'uma saúde' que englobe a saúde de humanos, animais e do planeta".

"Não existe vacina para a pobreza, fome, alterações climáticas ou desigualdades", apontou, citado em comunicado de imprensa da OMS.

Tedros Adhanom Ghebreyesus pediu, igualmente, "financiamento previsível e sustentável" para a OMS, observando que o orçamento anual da organização equivale ao que o mundo gasta em produtos de tabaco num só dia.

"É tempo de o mundo curar-se, das devastações desta pandemia e das divisões geopolíticas que apenas nos conduzem mais para o abismo de um futuro pouco saudável, inseguro e injusto. Hoje e todos os dias, temos de escolher a saúde, somos uma grande família", afirmou, na 73ª Assembleia Mundial da Saúde, realizada por videoconferência a partir de Genebra, na Suíça.

Tedros Adhanom Ghebreyesus, em quarentena por ter contactado com uma pessoa infectada, pediu uma "liderança assente na confiança e responsabilidade mútuas" para "acabar com a pandemia" e tratar das "desigualdades fundamentais que estão na raiz de muitos dos problemas do mundo".

O dirigente da OMS advertiu que "uma vacina não pode resolver o subinvestimento global nas funções essenciais da saúde pública e sistemas de saúde resilientes, nem a necessidade urgente de 'uma saúde' que englobe a saúde de humanos, animais e do planeta".

"Não existe vacina para a pobreza, fome, alterações climáticas ou desigualdades", apontou, citado em comunicado de imprensa da OMS.

Tedros Adhanom Ghebreyesus pediu, igualmente, "financiamento previsível e sustentável" para a OMS, observando que o orçamento anual da organização equivale ao que o mundo gasta em produtos de tabaco num só dia.