EU: Orçamento da organização centra encontro dos Primeiros-ministros húngaro e polaco

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Budapeste - Os Primeiros-ministros da Hungria, Viktor Órban, e da Polónia, Mateusz Morawiecki, reúnem-se nesta quinta-feira,26, em Budapeste para "coordenarem as suas posições" na questão do orçamento da União Europeia e do plano de relançamento económico

A reunião surge depois de, na semana passada, ambos os países terem vetado quer o orçamento plurianual, quer o plano de relançamento na UE, condicionando a respectiva aprovação ao fim do mecanismo que os prova dos fundos no caso de violações aos Estado de Direito, como, entre outros, a justiça independente e políticas anti - corrupção.

No entanto, numa entrevista publicada quarta-feira no diário alemão Die Zeit, o primeiro-ministro húngaro propôs remeter para mais tarde as discussões sobre o Estado de Direito e aprovar “rapidamente o dinheiro” aos países afectados pela pandemia do novo coronavírus, razão do encontro com o homólogo polaco.

“Os países mais afectados precisam urgentemente do dinheiro. Dem-lhes esse dinheiro. Outros países desejam novas regras para o Estado de Direito. Muito bem, vamos discutir isso. A primeira é aprovar o dinheiro. A segunda é menos urgente e pode ser discutida dentro de alguns meses”, declarou Órban.

Quarta-feira, 25, a Polónia, através do porta-voz do Governo, Piotr Muller, limitou-se a indicar que o encontro com Órban abordará essencialmente “as negociações orçamentais em curso” com a UE.

Varsóvia vê neste dispositivo de condicionar os fundos europeus ao Estado de Direito “uma luta ideológica contra os “valores” polacos, enquanto Budapeste teme ser sancionada pela sua política “contra as migrações”.

Órban, na entrevista ao Die Zeit, acusou a Alemanha, país que exerce no atual semestre a presidência rotativa dos 27, de ser a “responsável” pelo impasse e de ter feito uma “modificação insidiosa do contrato” sem que disso tenha dado conhecimento aos dois países.

“O comboio dos alemães está a acelerar e pretende descarrilar-nos”, afirmou Órban, acrescentando ter alertado a chanceler alemã, Angela Merkel, que não poderia aceitar a nova situação. 

“O que me está a pedir, Angela, é o suicídio”, afirmou.

Bruxelas, por seu lado, estimou quarta-feira que o plano de relançamento económico, de 750 mil milhões de euros, elaborado pelos 27 em Julho, “ilustra a solidariedade” europeia.

“Os vetos da Hungria e da Polónia são simplesmente irresponsáveis”, denunciou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, perante os eurodeputados.

 

A reunião surge depois de, na semana passada, ambos os países terem vetado quer o orçamento plurianual, quer o plano de relançamento na UE, condicionando a respectiva aprovação ao fim do mecanismo que os prova dos fundos no caso de violações aos Estado de Direito, como, entre outros, a justiça independente e políticas anti - corrupção.

No entanto, numa entrevista publicada quarta-feira no diário alemão Die Zeit, o primeiro-ministro húngaro propôs remeter para mais tarde as discussões sobre o Estado de Direito e aprovar “rapidamente o dinheiro” aos países afectados pela pandemia do novo coronavírus, razão do encontro com o homólogo polaco.

“Os países mais afectados precisam urgentemente do dinheiro. Dem-lhes esse dinheiro. Outros países desejam novas regras para o Estado de Direito. Muito bem, vamos discutir isso. A primeira é aprovar o dinheiro. A segunda é menos urgente e pode ser discutida dentro de alguns meses”, declarou Órban.

Quarta-feira, 25, a Polónia, através do porta-voz do Governo, Piotr Muller, limitou-se a indicar que o encontro com Órban abordará essencialmente “as negociações orçamentais em curso” com a UE.

Varsóvia vê neste dispositivo de condicionar os fundos europeus ao Estado de Direito “uma luta ideológica contra os “valores” polacos, enquanto Budapeste teme ser sancionada pela sua política “contra as migrações”.

Órban, na entrevista ao Die Zeit, acusou a Alemanha, país que exerce no atual semestre a presidência rotativa dos 27, de ser a “responsável” pelo impasse e de ter feito uma “modificação insidiosa do contrato” sem que disso tenha dado conhecimento aos dois países.

“O comboio dos alemães está a acelerar e pretende descarrilar-nos”, afirmou Órban, acrescentando ter alertado a chanceler alemã, Angela Merkel, que não poderia aceitar a nova situação. 

“O que me está a pedir, Angela, é o suicídio”, afirmou.

Bruxelas, por seu lado, estimou quarta-feira que o plano de relançamento económico, de 750 mil milhões de euros, elaborado pelos 27 em Julho, “ilustra a solidariedade” europeia.

“Os vetos da Hungria e da Polónia são simplesmente irresponsáveis”, denunciou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, perante os eurodeputados.