EUA consideram construtivas discussões iniciais de Viena sobre nuclear

Washington - Os Estados Unidos consideraram "construtivas" as primeiras discussões para tentar salvar o acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano, iniciadas hoje em Viena.

"Vemos (o início das conversações) como um passo construtivo e bem-vindo", disse o porta-voz da diplomacia norte-americana, Ned Price, acrescentando que os Estados Unidos não participaram directamente das discussões.

As declarações de Washington juntam-se às de Mikhail Ulianov, embaixador russo junto das organizações internacionais após a primeira reunião da comissão mista, que considerou "frutuosa".

"O restabelecimento" do acordo, concluído em 2015 em Viena e numa fase crítica após a retirada em 2018 dos Estados Unidos, "não surgirá no imediato", escreveu Ulianov na rede social Twitter.

"Vai levar tempo, mas o mais importante (...) foi ter-se iniciado o trabalho prático para atingir esse objectivo", sublinhou. 

Previamente, o Irão tinha-se congratulado com as declarações de responsáveis norte-americanos que indicam o provável levantamento das sanções ligadas ao programa nuclear iraniano, quando se vislumbra a possibilidade de negociações no quadro do acordo de Viena.

"Para nós é uma posição realista e promissora. Essa posição pode ser o início da correcção de um mau processo que colocou a diplomacia num impasse. Saudamos essas declarações", disse o porta-voz do governo iraniano, Ali Rabii, durante uma conferência de imprensa hoje em Teerão.

Rabii respondia a uma questão sobre as declarações de Rob Malley, emissário da Casa Branca para o Irão, à estação pública de televisão norte-americana PBS, na passada sexta-feira.

"Os Estados Unidos sabem que, para se voltar a respeitar (o acordo de Viena), devem levantar-se todas as sanções que estão em contradição com o tratado (...) sobre a energia nuclear do Irão", disse Malley.

O acordo internacional sobre a energia nuclear iraniana concluído em Viena em 2015 foi afectado pela decisão unilateral dos Estados Unidos que, em 2018, sob a administração do ex-presidente Donald Trump, abandonou o tratado e impôs sanções contra Teerão.

A União Europeia e os Estados que ainda fazem parte do acordo sobre a questão nuclear: o Irão e o grupo P4+1 (os quatro com assento permanente no Conselho de Segurança - China, França, Reino Unido e Rússia - e Alemanha) têm pedido o regresso dos Estados Unidos ao tratado, no quadro de novas conversações em Viena.

De acordo com o Departamento de Estado norte-americano, Rob Malley vai deslocar-se à capital austríaca para discutir com o grupo P4+1 e com a União Europeia que estão a tentar mediar o processo relativo ao eventual regresso dos Estados Unidos ao acordo.

Não estão agendadas discussões directas entre o Irão e os Estados Unidos.

Segunda-feira, Ned Price disse que Washington está "prestes a examinar" o levantamento das sanções impostas ao Irão, mas apenas as que dizem respeito à questão da energia nuclear.

"Não vamos adoptar gestos unilaterais nem vamos fazer concessões para convencermos o Irão. A fórmula inicial é a que ainda está em vigor - o levantamento limitado das sanções nucleares em troca de limitações permanentes e verificáveis do programa nuclear iraniano", acrescentou.

"Vemos (o início das conversações) como um passo construtivo e bem-vindo", disse o porta-voz da diplomacia norte-americana, Ned Price, acrescentando que os Estados Unidos não participaram directamente das discussões.

As declarações de Washington juntam-se às de Mikhail Ulianov, embaixador russo junto das organizações internacionais após a primeira reunião da comissão mista, que considerou "frutuosa".

"O restabelecimento" do acordo, concluído em 2015 em Viena e numa fase crítica após a retirada em 2018 dos Estados Unidos, "não surgirá no imediato", escreveu Ulianov na rede social Twitter.

"Vai levar tempo, mas o mais importante (...) foi ter-se iniciado o trabalho prático para atingir esse objectivo", sublinhou. 

Previamente, o Irão tinha-se congratulado com as declarações de responsáveis norte-americanos que indicam o provável levantamento das sanções ligadas ao programa nuclear iraniano, quando se vislumbra a possibilidade de negociações no quadro do acordo de Viena.

"Para nós é uma posição realista e promissora. Essa posição pode ser o início da correcção de um mau processo que colocou a diplomacia num impasse. Saudamos essas declarações", disse o porta-voz do governo iraniano, Ali Rabii, durante uma conferência de imprensa hoje em Teerão.

Rabii respondia a uma questão sobre as declarações de Rob Malley, emissário da Casa Branca para o Irão, à estação pública de televisão norte-americana PBS, na passada sexta-feira.

"Os Estados Unidos sabem que, para se voltar a respeitar (o acordo de Viena), devem levantar-se todas as sanções que estão em contradição com o tratado (...) sobre a energia nuclear do Irão", disse Malley.

O acordo internacional sobre a energia nuclear iraniana concluído em Viena em 2015 foi afectado pela decisão unilateral dos Estados Unidos que, em 2018, sob a administração do ex-presidente Donald Trump, abandonou o tratado e impôs sanções contra Teerão.

A União Europeia e os Estados que ainda fazem parte do acordo sobre a questão nuclear: o Irão e o grupo P4+1 (os quatro com assento permanente no Conselho de Segurança - China, França, Reino Unido e Rússia - e Alemanha) têm pedido o regresso dos Estados Unidos ao tratado, no quadro de novas conversações em Viena.

De acordo com o Departamento de Estado norte-americano, Rob Malley vai deslocar-se à capital austríaca para discutir com o grupo P4+1 e com a União Europeia que estão a tentar mediar o processo relativo ao eventual regresso dos Estados Unidos ao acordo.

Não estão agendadas discussões directas entre o Irão e os Estados Unidos.

Segunda-feira, Ned Price disse que Washington está "prestes a examinar" o levantamento das sanções impostas ao Irão, mas apenas as que dizem respeito à questão da energia nuclear.

"Não vamos adoptar gestos unilaterais nem vamos fazer concessões para convencermos o Irão. A fórmula inicial é a que ainda está em vigor - o levantamento limitado das sanções nucleares em troca de limitações permanentes e verificáveis do programa nuclear iraniano", acrescentou.