EUA/Eleições: Charles Michel sugere reflexão em "noite imprevisível"

  • Bandeira USA
Washington - O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, afirmou que as eleições presidenciais de hoje nos Estados Unidos, que considerou imprevisíveis, constituem um "momento importante" para a União Europeia reflectir sobre a sua relação transatlântica.

"Vai ser uma noite imprevisível. O povo dos Estados Unidos vai determinar que rumo tomar nos próximos quatro anos. Um momento importante para reflectir sobre a nossa ligação transatlântica e os valores que a UE partilha com os EUA", escreveu o responsável belga na sua conta oficial na rede social Twitter.

Os norte-americanos escolhem hoje o próximo Presidente, tendo mais de 100 milhões de eleitores já votado antecipadamente, e espera-se uma das mais baixas taxas de abstenção na história recente das eleições presidenciais dos Estados Unidos, e sem certezas de quando haverá um resultado final.

As eleições de hoje nos Estados Unidos são seguidas com particular atenção pela União Europeia, cuja relação com Washington se deteriorou desde a eleição de Donald Trump em 2016.

Um segundo mandato de Donald Trump na Presidência dos Estados Unidos poderá intensificar o antagonismo contra a UE, sugere o director de investigação do Conselho Europeu de Relações Internacionais, Jeremy Shapiro.

Num seminário hoje organizado pelo instituto britânico UK in a Changing Europe, este analista antecipou que, em caso de reeleição de Trump, é de "esperar uma nova guerra comercial" e "potencialmente um esforço para dividir a Europa".

"O contraste com Joe Biden é que ele acredita em aliados, sobretudo nos europeus. As fricções comerciais continuariam a desistir, mas a diferença é que não ameaçariam a aliança em geral", vincou Shapiro, que é norte-americano e trabalhou como assessor do Estado em política externa.

Também hoje, o chefe de diplomacia da Alemanha, país que assegura a presidência semestral rotativa do Conselho da União Europeia - antes de 'passar o testemunho' a Portugal, em 01 de Janeiro próximo - sugeriu um "new deal (novo acordo)]" com os Estados Unidos após as eleições presidenciais, na sequência de uma deterioração nas relações germano-americanas durante o mandato de Donald Trump.

"Nós desejamos uma parceria transatlântica que funcione, queremos um 'new deal' nesta parceria e estamos prontos para investir na nossa relação", disse Heiko Maas durante uma conferência de imprensa.

As sondagens mais recentes dão uma confortável vitória a Joe Biden, com cerca de 10 pontos de vantagem no voto popular nacional, mas na análise aos resultados dos Estados considerados essenciais para determinar uma vitória (como é o caso da Pensilvânia, Florida, Wisconsin, Michigan e Texas) as diferenças de intenção de voto são mais próximas (em alguns casos caem na margem de erro) pelo que o desfecho é ainda imprevisível.

"Vai ser uma noite imprevisível. O povo dos Estados Unidos vai determinar que rumo tomar nos próximos quatro anos. Um momento importante para reflectir sobre a nossa ligação transatlântica e os valores que a UE partilha com os EUA", escreveu o responsável belga na sua conta oficial na rede social Twitter.

Os norte-americanos escolhem hoje o próximo Presidente, tendo mais de 100 milhões de eleitores já votado antecipadamente, e espera-se uma das mais baixas taxas de abstenção na história recente das eleições presidenciais dos Estados Unidos, e sem certezas de quando haverá um resultado final.

As eleições de hoje nos Estados Unidos são seguidas com particular atenção pela União Europeia, cuja relação com Washington se deteriorou desde a eleição de Donald Trump em 2016.

Um segundo mandato de Donald Trump na Presidência dos Estados Unidos poderá intensificar o antagonismo contra a UE, sugere o director de investigação do Conselho Europeu de Relações Internacionais, Jeremy Shapiro.

Num seminário hoje organizado pelo instituto britânico UK in a Changing Europe, este analista antecipou que, em caso de reeleição de Trump, é de "esperar uma nova guerra comercial" e "potencialmente um esforço para dividir a Europa".

"O contraste com Joe Biden é que ele acredita em aliados, sobretudo nos europeus. As fricções comerciais continuariam a desistir, mas a diferença é que não ameaçariam a aliança em geral", vincou Shapiro, que é norte-americano e trabalhou como assessor do Estado em política externa.

Também hoje, o chefe de diplomacia da Alemanha, país que assegura a presidência semestral rotativa do Conselho da União Europeia - antes de 'passar o testemunho' a Portugal, em 01 de Janeiro próximo - sugeriu um "new deal (novo acordo)]" com os Estados Unidos após as eleições presidenciais, na sequência de uma deterioração nas relações germano-americanas durante o mandato de Donald Trump.

"Nós desejamos uma parceria transatlântica que funcione, queremos um 'new deal' nesta parceria e estamos prontos para investir na nossa relação", disse Heiko Maas durante uma conferência de imprensa.

As sondagens mais recentes dão uma confortável vitória a Joe Biden, com cerca de 10 pontos de vantagem no voto popular nacional, mas na análise aos resultados dos Estados considerados essenciais para determinar uma vitória (como é o caso da Pensilvânia, Florida, Wisconsin, Michigan e Texas) as diferenças de intenção de voto são mais próximas (em alguns casos caem na margem de erro) pelo que o desfecho é ainda imprevisível.