EUA: Nova administração quer combater práticas "abusivas" da China

  • EUA: Vista Frontal do Edifício da Casa Branca
Washington - Os Estados Unidos vão utilizar um grande arsenal de ferramentas para conter as práticas "abusivas, injustas e ilegais" da China, garantiu hoje a futura secretária do Tesouro, Janet Yellen, num discurso no Comité do Senado norte-americano.

A antiga presidente do Banco Central norte-americano (FED, na sigla em inglês) foi questionada sobre qual a atitude que a administração de Joe Biden, que será empossado quarta-feira, vai adoptar face a Pequim, após uma guerra comercial entre as duas maiores economias mundiais durante o mandato presidencial do Presidente cessante Donald Trump.

"Temos de combater as práticas abusivas, injustas e ilegais da China", disse Yellen, defendendo que Pequim está a "prejudicar" as empresas norte-americanas, exemplificando com as barreiras comerciais e com subsídios corporativos "ilegais". 

"(Pequim) rouba propriedade intelectual e envolve-se em práticas que lhe conferem uma vantagem tecnológica injusta. (...) Estamos a preparar-nos para usar uma gama completa de ferramentas para enfrentá-los", acrescentou.

Por outro lado, e tendo como pano de fundo a crise pandémica desencadeada pela covid-19, Yellen aproveitou a audiência para pedir apoio ao Congresso para um grande estímulo fiscal destinado a "evitar o risco de uma recessão mais prolongada e dolorosa" nos Estados Unidos.

"Os economistas nem sempre estão de acordo, mas creio que, actualmente há um consenso: sem uma acção mais forte, arriscamo-nos a uma recessão mais prolongada e dolorosa, bem como cicatrizes a longo prazo na economia", avisou Yellen na audiência virtual com o Comité de Finanças do Senado.

Biden apresentou um ambicioso plano de estímulo fiscal no valor de 1,9 biliões de dólares (cerca de 1,57 biliões de euros), que inclui novas transferências para os cidadãos, verbas para reforçar o seguro e o desemprego federal e fundos adicionais para a distribuição de vacinas.

Hoje, na sua intervenção, Yellen reconheceu que um estímulo desta magnitude acrescentará problemas ao "crescente peso da dívida" do país.

"Mas, actualmente, com a taxas de juro a níveis historicamente baixos, o mais inteligente que podemos fazer é ir em frente. A longo prazo, acreditamos que os benefícios vão superar os custos, sobretudo se nos preocuparmos em ajudar as pessoas que estão a sofrer há muito tempo", frisou.

Yellen, quando confirmada no cargo, será a primeira mulher a liderar o Departamento do Tesouro da história dos Estados Unidos, já depois de ter sido a primeira a ocupar a presidência da Reserva Federal (FED), cargo que desempenhou entre 2014 e 2018.

A antiga presidente do Banco Central norte-americano (FED, na sigla em inglês) foi questionada sobre qual a atitude que a administração de Joe Biden, que será empossado quarta-feira, vai adoptar face a Pequim, após uma guerra comercial entre as duas maiores economias mundiais durante o mandato presidencial do Presidente cessante Donald Trump.

"Temos de combater as práticas abusivas, injustas e ilegais da China", disse Yellen, defendendo que Pequim está a "prejudicar" as empresas norte-americanas, exemplificando com as barreiras comerciais e com subsídios corporativos "ilegais". 

"(Pequim) rouba propriedade intelectual e envolve-se em práticas que lhe conferem uma vantagem tecnológica injusta. (...) Estamos a preparar-nos para usar uma gama completa de ferramentas para enfrentá-los", acrescentou.

Por outro lado, e tendo como pano de fundo a crise pandémica desencadeada pela covid-19, Yellen aproveitou a audiência para pedir apoio ao Congresso para um grande estímulo fiscal destinado a "evitar o risco de uma recessão mais prolongada e dolorosa" nos Estados Unidos.

"Os economistas nem sempre estão de acordo, mas creio que, actualmente há um consenso: sem uma acção mais forte, arriscamo-nos a uma recessão mais prolongada e dolorosa, bem como cicatrizes a longo prazo na economia", avisou Yellen na audiência virtual com o Comité de Finanças do Senado.

Biden apresentou um ambicioso plano de estímulo fiscal no valor de 1,9 biliões de dólares (cerca de 1,57 biliões de euros), que inclui novas transferências para os cidadãos, verbas para reforçar o seguro e o desemprego federal e fundos adicionais para a distribuição de vacinas.

Hoje, na sua intervenção, Yellen reconheceu que um estímulo desta magnitude acrescentará problemas ao "crescente peso da dívida" do país.

"Mas, actualmente, com a taxas de juro a níveis historicamente baixos, o mais inteligente que podemos fazer é ir em frente. A longo prazo, acreditamos que os benefícios vão superar os custos, sobretudo se nos preocuparmos em ajudar as pessoas que estão a sofrer há muito tempo", frisou.

Yellen, quando confirmada no cargo, será a primeira mulher a liderar o Departamento do Tesouro da história dos Estados Unidos, já depois de ter sido a primeira a ocupar a presidência da Reserva Federal (FED), cargo que desempenhou entre 2014 e 2018.