EUA vai reunir famílias de imigrantes separadas durante Administração Trump

Washington - Duas de quatro famílias de migrantes que foram separadas na fronteira com o México no âmbito da política migratória do ex-Presidente Donald Trump vão ser reunidas nos Estados Unidos ainda hoje pela Administração Biden.

"Hoje é apenas o começo (do processo). Estamos a reunir o primeiro grupo de famílias. Muitas mais se seguirão", disse o secretário da Segurança Interna, Alejandro Mayorkas, em comunicado.


Mayorkas referiu-se à situação de mães que "fugiram de situações extremamente perigosas no seu país de origem e que permaneceram em ambientes perigosos no México", explicando que essas progenitoras vão agora poder "abraçar os seus filhos, ao fim de vários anos".
As duas famílias incluem mães que foram separadas dos seus filhos no final de 2017 - uma hondurenha e outra mexicana - disse Mayorkas, que não quis revelar as suas identidades.


As autoridades norte-americanas descrevem os migrantes que se encontram nos EUA como crianças com três anos de idade, na época da separação, e "adolescentes que tiveram que viver sem os seus pais durante os seus anos de formação".


Os pais regressarão agora aos Estados Unidos sob o estatuto de liberdade humanitária precária, enquanto as autoridades consideram outros estatutos legais de longo prazo, disse Michelle Brane, directora executiva da organização que supervisiona as reunificações de famílias migrantes.
Mayorkas disse ainda que outras famílias serão reunidas, nos próximos tempos, num processo que está a ser negociado com a Organização Americana de Liberdades Civis.


O Presidente, Joe Biden, prometeu uma política de migração "mais humana", após os anos de mandato de Trump e da sua chamada política de "tolerância zero", lançada em 2018, que consistia em abrir processos judiciais contra quem entrava ilegalmente no país a partir da fronteira com o México.


As tragédias vividas por crianças que ficaram separadas dos seus familiares geraram protestos até mesmo nas fileiras dos republicanos, levando Donald Trump a ordenar o fim dessa medida, quando os tribunais deliberaram pela necessidade de reunificação das famílias.


"A unidade de crise encarregada das reuniões (de famílias) trabalha dia e noite, com autoridades federais e com os advogados das famílias, para remediar a cruel separação das crianças, promovida pela Administração anterior", disse Alejandro Mayorkas.


O anúncio acontece no momento em que Joe Biden está a lutar contra o maior aumento dos últimos 15 anos nas entrada de migrantes na fronteira sul.

 

"Hoje é apenas o começo (do processo). Estamos a reunir o primeiro grupo de famílias. Muitas mais se seguirão", disse o secretário da Segurança Interna, Alejandro Mayorkas, em comunicado.


Mayorkas referiu-se à situação de mães que "fugiram de situações extremamente perigosas no seu país de origem e que permaneceram em ambientes perigosos no México", explicando que essas progenitoras vão agora poder "abraçar os seus filhos, ao fim de vários anos".
As duas famílias incluem mães que foram separadas dos seus filhos no final de 2017 - uma hondurenha e outra mexicana - disse Mayorkas, que não quis revelar as suas identidades.


As autoridades norte-americanas descrevem os migrantes que se encontram nos EUA como crianças com três anos de idade, na época da separação, e "adolescentes que tiveram que viver sem os seus pais durante os seus anos de formação".


Os pais regressarão agora aos Estados Unidos sob o estatuto de liberdade humanitária precária, enquanto as autoridades consideram outros estatutos legais de longo prazo, disse Michelle Brane, directora executiva da organização que supervisiona as reunificações de famílias migrantes.
Mayorkas disse ainda que outras famílias serão reunidas, nos próximos tempos, num processo que está a ser negociado com a Organização Americana de Liberdades Civis.


O Presidente, Joe Biden, prometeu uma política de migração "mais humana", após os anos de mandato de Trump e da sua chamada política de "tolerância zero", lançada em 2018, que consistia em abrir processos judiciais contra quem entrava ilegalmente no país a partir da fronteira com o México.


As tragédias vividas por crianças que ficaram separadas dos seus familiares geraram protestos até mesmo nas fileiras dos republicanos, levando Donald Trump a ordenar o fim dessa medida, quando os tribunais deliberaram pela necessidade de reunificação das famílias.


"A unidade de crise encarregada das reuniões (de famílias) trabalha dia e noite, com autoridades federais e com os advogados das famílias, para remediar a cruel separação das crianças, promovida pela Administração anterior", disse Alejandro Mayorkas.


O anúncio acontece no momento em que Joe Biden está a lutar contra o maior aumento dos últimos 15 anos nas entrada de migrantes na fronteira sul.