FBI oferece mais de 4 ME por novo ministro do Interior afegão

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Washington - Os Estados Unidos da América estão a oferecer uma recompensa de cinco milhões de dólares pela captura do novo ministro afegão do Interior, Sirajuddin Haqqani.

Segundo a Associated Press, suspeita-se que Haqqani, que consta da lista do FBI como um dos mais procurados, mantenha ainda, pelo menos um refém americano.

O futuro ministro talibã chefiou a rede Haqqani, a quem são atribuídos muitos ataques mortais e raptos.

Os talibãs anunciaram terça-feira, 07, um governo provisório, composto na totalidade por homens.

O anúncio do novo executivo talibã foi feito horas depois de os mesmos dispararem contra manifestantes, em Kaboul, e prenderem vários jornalistas.

No referido governo constam vários veteranos extremistas dos anos 1990 e da guerra de cerca de vinte anos contra a coligação liderada pelos Estados Unidos.

Mohammad Hassan Akhund vai assumir a chefia do mesmo, disse o principal porta-voz dos talibãs.

O co-fundador dos talibãs, Abdul Ghani Baradar, será o número dois, precisou Zabihullah Mujahid, numa conferência de imprensa.

Segundo a Associated Press, o `mullah` Hassan Akhund chefiou o governo dos talibãs durante os últimos anos do seu anterior regime (1996-2001) e o `mullah` (designação dada a um muçulmano, educado na teologia islâmica e na lei sagrada) Baradar, que liderou as negociações com os Estados Unidos e assinou o acordo para a retirada das tropas norte-americanas do Afeganistão, é um dos seus dois adjuntos.

O porta-voz anunciou ainda a nomeação do `mullah` Yaqub (filho do `mullah` Omar, fundador do movimento e chefe de Estado de facto do Afeganistão durante o anterior regime) para ministro da Defesa e de Sirajuddin Haqqani (líder da rede Haqqani, grupo de guerrilheiros ligado à Al-Qaeda, encarregado da segurança em Cabul) para o Interior. Amir Khan Muttaqi, negociador dos talibãs em Doha, chefiará o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Após quase duas décadas de presença de forças militares norte-americanas e da OTAN, os talibãs o regime pró-americano l a 15 de Agosto, culminando uma rápida ofensiva que os levou a controlar as capitais de 33 das 34 províncias afegãs em apenas dez dias.

 

Segundo a Associated Press, suspeita-se que Haqqani, que consta da lista do FBI como um dos mais procurados, mantenha ainda, pelo menos um refém americano.

O futuro ministro talibã chefiou a rede Haqqani, a quem são atribuídos muitos ataques mortais e raptos.

Os talibãs anunciaram terça-feira, 07, um governo provisório, composto na totalidade por homens.

O anúncio do novo executivo talibã foi feito horas depois de os mesmos dispararem contra manifestantes, em Kaboul, e prenderem vários jornalistas.

No referido governo constam vários veteranos extremistas dos anos 1990 e da guerra de cerca de vinte anos contra a coligação liderada pelos Estados Unidos.

Mohammad Hassan Akhund vai assumir a chefia do mesmo, disse o principal porta-voz dos talibãs.

O co-fundador dos talibãs, Abdul Ghani Baradar, será o número dois, precisou Zabihullah Mujahid, numa conferência de imprensa.

Segundo a Associated Press, o `mullah` Hassan Akhund chefiou o governo dos talibãs durante os últimos anos do seu anterior regime (1996-2001) e o `mullah` (designação dada a um muçulmano, educado na teologia islâmica e na lei sagrada) Baradar, que liderou as negociações com os Estados Unidos e assinou o acordo para a retirada das tropas norte-americanas do Afeganistão, é um dos seus dois adjuntos.

O porta-voz anunciou ainda a nomeação do `mullah` Yaqub (filho do `mullah` Omar, fundador do movimento e chefe de Estado de facto do Afeganistão durante o anterior regime) para ministro da Defesa e de Sirajuddin Haqqani (líder da rede Haqqani, grupo de guerrilheiros ligado à Al-Qaeda, encarregado da segurança em Cabul) para o Interior. Amir Khan Muttaqi, negociador dos talibãs em Doha, chefiará o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Após quase duas décadas de presença de forças militares norte-americanas e da OTAN, os talibãs o regime pró-americano l a 15 de Agosto, culminando uma rápida ofensiva que os levou a controlar as capitais de 33 das 34 províncias afegãs em apenas dez dias.