Filippo Grandi reconduzido como alto-comissário da ONU para os Refugiados

  • Sede da ONU em Nova Iorque
Nova Iorque - O alto-comissário da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Refugiados, o italiano Filippo Grandi, foi reconduzido hoje pela Assembleia Geral para um mandato, limitado a seu pedido, a dois anos e meio.

A chefiar este Alto-Comissariado (ACNUR) desde Janeiro de 2016, Grandi, de 63 anos, deveria cessar funções a 31 de Dezembro.

Apesar do secretário-geral, António Guterres, pretender que continuasse no cargo com mais um mandato de cinco anos, Grandi invocou razões de natureza pessoal para não ser reconduzido além de dois anos e meio, até 30 de Junho de 2023.

As razões pessoais não foram detalhadas.

Em relatório divulgado em Junho, o ACNUR indicou que cerca de 80 milhões de pessoas, mais de um por cento da humanidade, estavam obrigadas longe das suas casas, de onde tinham sido obrigadas a sair para figurem da violência e da perseguição.

Este número, que é um recorde, representa uma duplicação ocorrida numa década.

Durante o seu primeiro mandato, Filippo Grandi conseguiu que a Assembleia Geral da ONU aprovasse, com os votos contra dos EUA e da Hungria, em Dezembro de 2018 um Pacto Mundial sobre os Refugiados, não vinculativo, que pretende melhorar a gestão internacional dos seus fluxos.

Antes de chefiar o ACNUR, onde sucedeu a Guterres, Grandi dirigiu a agência da ONU para os refugiados palestinianos (UNRWA, na sigla em Inglês) de 2010 a 2014 e integrou a missão da ONU no Afeganistão. Trabalhou ainda para o ACNUR no Sudão, na Síria, na Turquia e no Iraque e dirigiu missões humanitárias no Iémen e República Democrática do Congo.

A chefiar este Alto-Comissariado (ACNUR) desde Janeiro de 2016, Grandi, de 63 anos, deveria cessar funções a 31 de Dezembro.

Apesar do secretário-geral, António Guterres, pretender que continuasse no cargo com mais um mandato de cinco anos, Grandi invocou razões de natureza pessoal para não ser reconduzido além de dois anos e meio, até 30 de Junho de 2023.

As razões pessoais não foram detalhadas.

Em relatório divulgado em Junho, o ACNUR indicou que cerca de 80 milhões de pessoas, mais de um por cento da humanidade, estavam obrigadas longe das suas casas, de onde tinham sido obrigadas a sair para figurem da violência e da perseguição.

Este número, que é um recorde, representa uma duplicação ocorrida numa década.

Durante o seu primeiro mandato, Filippo Grandi conseguiu que a Assembleia Geral da ONU aprovasse, com os votos contra dos EUA e da Hungria, em Dezembro de 2018 um Pacto Mundial sobre os Refugiados, não vinculativo, que pretende melhorar a gestão internacional dos seus fluxos.

Antes de chefiar o ACNUR, onde sucedeu a Guterres, Grandi dirigiu a agência da ONU para os refugiados palestinianos (UNRWA, na sigla em Inglês) de 2010 a 2014 e integrou a missão da ONU no Afeganistão. Trabalhou ainda para o ACNUR no Sudão, na Síria, na Turquia e no Iraque e dirigiu missões humanitárias no Iémen e República Democrática do Congo.