Futuro do Reino Unido não depende nem da UE nem dos EUA - Ministra

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Londres - A ministra do Comércio britânica, Liz Truss, recusou hoje que o futuro da economia britânica pós-Brexit dependa de acordos com a União Europeia ou os Estados Unidos, alegando que futuros acordos de comércio vão ser baseados em certos princípios.

"Agora que retomamos o controlo de nossa política comercial e de nossa soberania, muitos se perguntam se nosso futuro reside em ficar com a América ou a Europa. O Reino Unido não deixou a União Europeia para receber os valores de outro país", afirmou, num discurso de abertura da conferência sobre Comércio Global organizada pelo Instituto Real de Relações Internacionais Chatham House.

Truss disse que o Reino Unido quer aprofundar relações com "aliados e nações de longa data que partilham os nossos valores", nomeadamente a democracia, direitos humanos, comércio livre e protecção do ambiente.

"Numa altura em que nossos serviços e o comércio digital e de dados estão a crescer, os modelos económicos modernos baseados na geografia estão a tornar-se menos relevantes. Podemos desafiar a tirania da geografia vendendo os nossos brilhantes jogos de computador, aplicações e robótica em todo o mundo", vincou.

A ministra reivindicou a conclusão "em tempo recorde" de um acordo de comércio com o Japão, de estar já em negociações avançadas com os EUA, Austrália, Canadá e Nova Zelândia e tem em vista a adesão ao Acordo Global e Progressivo de Parceria Transpacífico.

Porém, os termos do acordo com o Japão, o primeiro com uma grande potência económica depois da saída britânica da União Europeia (UE), têm sido questionados.

A ministra do Comércio sombra do Partido Trabalhista, Emily Thornberry, desafiou Truss a publicar os detalhes do acordo, invocando um documento interno do governo que indica que os exportadores japoneses vão beneficiar mais do que os britânicos.

O Ministério de Liz Truss ter alegado que o acordo iria tornar o óleo de soja mais barato no Reino Unido, numa mensagem publicada na rede social Twitter durante um programa de televisão sobre cozinha.

No dia seguinte, o Ministério foi forçado a publicar uma "clarificação", esclarecendo que a poupança seria se não tivesse sido feito um acordo pós-'Brexit' entre os dois países, já que actualmente o Reino Unido não cobra taxas aduaneiras sobre o óleo de soja.

O Reino Unido saiu da UE a 31 de Janeiro de 2020, beneficiando de um período de transição, que termina a 31 de Dezembro de 2020, durante o qual continua a aplicar as regras do bloco europeu e mantém acesso ao mercado único.

As negociações para um acordo entre as duas partes foram retomadas na semana passada, dias depois de Londres ter declarado que estavam "terminadas", apesar de existirem divergências em questões como as regras para a concorrência económica e acesso dos barcos de pesca europeus às águas britânicas.

Na ausência de um acordo, serão impostas tarifas aduaneiras no comércio entre o Reino Unido e o bloco europeu a partir de 01 de Janeiro de 2021.

"Agora que retomamos o controlo de nossa política comercial e de nossa soberania, muitos se perguntam se nosso futuro reside em ficar com a América ou a Europa. O Reino Unido não deixou a União Europeia para receber os valores de outro país", afirmou, num discurso de abertura da conferência sobre Comércio Global organizada pelo Instituto Real de Relações Internacionais Chatham House.

Truss disse que o Reino Unido quer aprofundar relações com "aliados e nações de longa data que partilham os nossos valores", nomeadamente a democracia, direitos humanos, comércio livre e protecção do ambiente.

"Numa altura em que nossos serviços e o comércio digital e de dados estão a crescer, os modelos económicos modernos baseados na geografia estão a tornar-se menos relevantes. Podemos desafiar a tirania da geografia vendendo os nossos brilhantes jogos de computador, aplicações e robótica em todo o mundo", vincou.

A ministra reivindicou a conclusão "em tempo recorde" de um acordo de comércio com o Japão, de estar já em negociações avançadas com os EUA, Austrália, Canadá e Nova Zelândia e tem em vista a adesão ao Acordo Global e Progressivo de Parceria Transpacífico.

Porém, os termos do acordo com o Japão, o primeiro com uma grande potência económica depois da saída britânica da União Europeia (UE), têm sido questionados.

A ministra do Comércio sombra do Partido Trabalhista, Emily Thornberry, desafiou Truss a publicar os detalhes do acordo, invocando um documento interno do governo que indica que os exportadores japoneses vão beneficiar mais do que os britânicos.

O Ministério de Liz Truss ter alegado que o acordo iria tornar o óleo de soja mais barato no Reino Unido, numa mensagem publicada na rede social Twitter durante um programa de televisão sobre cozinha.

No dia seguinte, o Ministério foi forçado a publicar uma "clarificação", esclarecendo que a poupança seria se não tivesse sido feito um acordo pós-'Brexit' entre os dois países, já que actualmente o Reino Unido não cobra taxas aduaneiras sobre o óleo de soja.

O Reino Unido saiu da UE a 31 de Janeiro de 2020, beneficiando de um período de transição, que termina a 31 de Dezembro de 2020, durante o qual continua a aplicar as regras do bloco europeu e mantém acesso ao mercado único.

As negociações para um acordo entre as duas partes foram retomadas na semana passada, dias depois de Londres ter declarado que estavam "terminadas", apesar de existirem divergências em questões como as regras para a concorrência económica e acesso dos barcos de pesca europeus às águas britânicas.

Na ausência de um acordo, serão impostas tarifas aduaneiras no comércio entre o Reino Unido e o bloco europeu a partir de 01 de Janeiro de 2021.