G20 debate reactivação económica e ajuda aos países pobres

  • Itália: Cidade de Roma
Roma - Os ministros das Finanças do G20 e os líderes dos bancos centrais dos 20 países mais ricos do mundo reúnem-se hoje virtualmente para coordenar a reactivação económica e aumentar a ajuda aos países pobres mais atingidos pela pandemia do coronavírus.

A reunião, sob a presidência italiana, começou pouco depois das 12h00 e também abordará a proposta da secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, de introduzir um imposto mínimo global sobre a renda das empresas.

A iniciativa, que visa acabar com a competição por redução da carga tributária entre os países e pelo uso de paraísos fiscais pelas empresas, está entre os temas mais importantes da agenda.

A economia mundial deve recuperar-se da pandemia mais rápido do que o esperado, com crescimento de 6% este ano, segundo anunciou o Fundo Monetário Internacional (FMI) na terça-feira.

No entanto, os países emergentes estão a ficar para trás, devido aos recursos orçamentários limitados e às lentas campanhas de vacinação.

O grupo dos 20 países mais ricos do mundo provavelmente vai decidir sobre uma moratória ao pagamento da dívida das nações mais pobres até o final do ano.

A moratória, que em Outubro foi estendida até 30 de Junho de 2021, teve um impacto bastante limitado.

Apenas 46 países, dos 73 indicados, solicitaram e obtiveram o diferimento do pagamento de juros, no valor de 5,7 mil milhões de dólares.

- Propostas do FMI e dos EUA -

O G20 também deve apoiar a utilização de uma nova emissão de direitos especiais de saque (em inglês: Special Drawing Rights, SDR), proposta apresentada no final de Março pela directora-geral do FMI, Kristalina Georgieva.

A proposta consiste numa alocação de SDR no valor equivalente a 650 mil milhões de dólares que daria munição suplementar à instituição para ajudar os países a se recuperarem da crise provocada pela pandemia, "proporcionando liquidez adicional ao sistema económico", segundo a líder do FMI.

Os ministros das Finanças do G20 também se pronunciarão sobre a proposta dos Estados Unidos de um imposto mínimo global para as empresas. O grupo pode apresentar uma proposta em Julho.

A ideia foi promovida pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e recebeu um novo impulso esta semana, quando a secretária do Tesouro americano anunciou que buscaria um acordo no G20.

Nenhuma taxa foi decidida, mas as estimativas variam de 12,5% a 21%.

A reforma internacional teria dois componentes: a quota mínima e o estabelecimento de um sistema para modular os impostos corporativos com base nos lucros em cada país, independentemente da sede das empresas, o que provavelmente afectaria mais as gigantes da tecnologia.

Na última reunião do G20, realizada em Fevereiro, os grandes geradores de dinheiro estabeleceram a meta de chegar a um consenso sobre um imposto digital até meados de 2021.

A reunião, sob a presidência italiana, começou pouco depois das 12h00 e também abordará a proposta da secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, de introduzir um imposto mínimo global sobre a renda das empresas.

A iniciativa, que visa acabar com a competição por redução da carga tributária entre os países e pelo uso de paraísos fiscais pelas empresas, está entre os temas mais importantes da agenda.

A economia mundial deve recuperar-se da pandemia mais rápido do que o esperado, com crescimento de 6% este ano, segundo anunciou o Fundo Monetário Internacional (FMI) na terça-feira.

No entanto, os países emergentes estão a ficar para trás, devido aos recursos orçamentários limitados e às lentas campanhas de vacinação.

O grupo dos 20 países mais ricos do mundo provavelmente vai decidir sobre uma moratória ao pagamento da dívida das nações mais pobres até o final do ano.

A moratória, que em Outubro foi estendida até 30 de Junho de 2021, teve um impacto bastante limitado.

Apenas 46 países, dos 73 indicados, solicitaram e obtiveram o diferimento do pagamento de juros, no valor de 5,7 mil milhões de dólares.

- Propostas do FMI e dos EUA -

O G20 também deve apoiar a utilização de uma nova emissão de direitos especiais de saque (em inglês: Special Drawing Rights, SDR), proposta apresentada no final de Março pela directora-geral do FMI, Kristalina Georgieva.

A proposta consiste numa alocação de SDR no valor equivalente a 650 mil milhões de dólares que daria munição suplementar à instituição para ajudar os países a se recuperarem da crise provocada pela pandemia, "proporcionando liquidez adicional ao sistema económico", segundo a líder do FMI.

Os ministros das Finanças do G20 também se pronunciarão sobre a proposta dos Estados Unidos de um imposto mínimo global para as empresas. O grupo pode apresentar uma proposta em Julho.

A ideia foi promovida pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e recebeu um novo impulso esta semana, quando a secretária do Tesouro americano anunciou que buscaria um acordo no G20.

Nenhuma taxa foi decidida, mas as estimativas variam de 12,5% a 21%.

A reforma internacional teria dois componentes: a quota mínima e o estabelecimento de um sistema para modular os impostos corporativos com base nos lucros em cada país, independentemente da sede das empresas, o que provavelmente afectaria mais as gigantes da tecnologia.

Na última reunião do G20, realizada em Fevereiro, os grandes geradores de dinheiro estabeleceram a meta de chegar a um consenso sobre um imposto digital até meados de 2021.