Governo alemão quer Europa menos dependente dos EUA em matéria de Defesa

Berlim - A ministra da Defesa da Alemanha, Annegret Kramp-Karrenbauer, disse hoje que a Europa deve fazer mais pela sua própria protecção, enquanto procura garantir que os EUA mantêm o investimento na segurança do continente.

Kramp-Karrenbauer disse aos alunos de uma universidade militar alemã em Hamburgo que a Europa deve aceitar o paradoxo de que continua dependente dos EUA para a sua segurança, embora pretenda fazer mais para se manter segura por conta própria.

"A ideia da autonomia estratégica da Europa vai longe demais se alimentar a ilusão de que podemos garantir segurança, estabilidade e prosperidade na Europa sem a NATO e sem os EUA", explicou a ministra da Defesa alemã.

As dúvidas sobre o futuro da dependência da Europa face aos Estados Unidos, na era pós Segunda Guerra Mundial, foram alimentadas nos últimos anos pelas duras críticas do Presidente cessante norte-americano, Donald Trump, aos baixos gastos militares de alguns dos membros da NATO do continente, principalmente a Alemanha.

O Presidente da França, Emmanuel Macron, insistiu recentemente que a mudança de administração nos Estados Unidos deveria ser usada como uma oportunidade para procurar a independência estratégica da Europa.

"Os Estados Unidos só nos respeitarão como aliados se formos honestos e soberanos em relação à nossa defesa", disse Macron, numa entrevista à revista francesa Le Grand Continent.

Kramp-Karrenbauer disse que é importante que a Europa possa conduzir operações militares, por exemplo em África, sem estar dependente dos Estados Unidos.

"Isso é algo completamente diferente de acreditar que um exército europeu, independentemente de como este seja composto, poderia substituir os Estados Unidos, mantendo-os fora da Europa", concluiu a responsável pela pasta da Defesa na Alemanha.

 

Kramp-Karrenbauer disse aos alunos de uma universidade militar alemã em Hamburgo que a Europa deve aceitar o paradoxo de que continua dependente dos EUA para a sua segurança, embora pretenda fazer mais para se manter segura por conta própria.

"A ideia da autonomia estratégica da Europa vai longe demais se alimentar a ilusão de que podemos garantir segurança, estabilidade e prosperidade na Europa sem a NATO e sem os EUA", explicou a ministra da Defesa alemã.

As dúvidas sobre o futuro da dependência da Europa face aos Estados Unidos, na era pós Segunda Guerra Mundial, foram alimentadas nos últimos anos pelas duras críticas do Presidente cessante norte-americano, Donald Trump, aos baixos gastos militares de alguns dos membros da NATO do continente, principalmente a Alemanha.

O Presidente da França, Emmanuel Macron, insistiu recentemente que a mudança de administração nos Estados Unidos deveria ser usada como uma oportunidade para procurar a independência estratégica da Europa.

"Os Estados Unidos só nos respeitarão como aliados se formos honestos e soberanos em relação à nossa defesa", disse Macron, numa entrevista à revista francesa Le Grand Continent.

Kramp-Karrenbauer disse que é importante que a Europa possa conduzir operações militares, por exemplo em África, sem estar dependente dos Estados Unidos.

"Isso é algo completamente diferente de acreditar que um exército europeu, independentemente de como este seja composto, poderia substituir os Estados Unidos, mantendo-os fora da Europa", concluiu a responsável pela pasta da Defesa na Alemanha.