Haiti: Conselho de Segurança da ONU convoca reunião de emergência

  • Sede da ONU em Nova Iorque
Nova Iorque - O Conselho de Segurança da ONU convocou hoje uma reunião de emergência devido à situação no Haiti, a realizar-se quinta-feira (8), depois do assassínio do Presidente haitiano Jovenel Moise na sua casa por um comando formado por elementos estrangeiros.

Solicitada pelos Estados Unidos da América e pelo México (membro não permanente do Conselho), a reunião vai ser realizada à porta fechada a meio do dia, anunciaram hoje fontes diplomáticas.

Durante a tarde de hoje, o Conselho de Segurança da ONU mostrou-se "profundamente chocado" com o assassínio do chefe de Estado do Haiti, Jovenel Moise, declarou o seu presidente em exercício, o embaixador francês Nicolas de Rivière.

Falando na abertura dos trabalhos do órgão executivo das Nações Unidas, Rivière disse que "os membros do Conselho se declararam profundamente chocados com o assassínio do Presidente Moise ao início do dia em Port-au-Prince e preocupados com a situação da primeira-dama, Martine Moise, que também foi ferida a tiro no atentado".

O Presidente haitiano, Jovenel Moise, foi assassinado hoje em sua casa, um acontecimento que ameaça desestabilizar ainda mais o país das Caraíbas, que já enfrenta uma crise política e de segurança.

Depois de ter "soldados da paz" destacados no Haiti durante anos, a ONU apenas possui actualmente no país mais pobre da América uma missão de apoio político, encarregada de "aconselhar" e "apoiar" o governo haitiano nos seus esforços para reforçar a estabilidade política e a boa governança.

Também hoje o primeiro-ministro interino do Haiti, Claude Joseph, declarou o estado de sítio no país.

Joseph fez o anúncio num comunicado televisionado, rodeado pelo director da Polícia Nacional, Leon Charles, e por outras autoridades, após presidir a um Conselho de Ministros extraordinário.

O assassínio ocorre dois meses antes das eleições presidenciais e legislativas convocadas para o próximo dia 26 de Setembro, às quais Moise não se poderia candidatar.

Vindo do mundo dos negócios, Jovenel Moise, 53 anos, foi eleito Presidente em 2016 e assumiu o cargo a 07 de Fevereiro de 2017.

Entretanto, as autoridades haitianas decidiram encerrar o aeroporto internacional de Port-au-Prince, obrigando ao cancelamento ou ao desvio para outros destinos de vários voos da capital do país.

O Haiti, a nação mais pobre do continente americano, regista problemas económicos, políticos, sociais e de insegurança, nomeadamente com raptos para a obtenção de resgates realizados por gangues que quase sempre ficam impunes.

O país ainda tenta recuperar do devastador terramoto de 2010 e do furacão Matthew em 2016.

A inflação tem aumentado e os alimentos e combustível escasseiam no país das Caraíbas com mais de 11 milhões de habitantes, 60% dos quais ganha menos de dois dólares (1,69 euros) por dia. A situação levou Moise a ser acusado de inacção e a enfrentar uma forte desconfiança de boa parte da sociedade civil.

Solicitada pelos Estados Unidos da América e pelo México (membro não permanente do Conselho), a reunião vai ser realizada à porta fechada a meio do dia, anunciaram hoje fontes diplomáticas.

Durante a tarde de hoje, o Conselho de Segurança da ONU mostrou-se "profundamente chocado" com o assassínio do chefe de Estado do Haiti, Jovenel Moise, declarou o seu presidente em exercício, o embaixador francês Nicolas de Rivière.

Falando na abertura dos trabalhos do órgão executivo das Nações Unidas, Rivière disse que "os membros do Conselho se declararam profundamente chocados com o assassínio do Presidente Moise ao início do dia em Port-au-Prince e preocupados com a situação da primeira-dama, Martine Moise, que também foi ferida a tiro no atentado".

O Presidente haitiano, Jovenel Moise, foi assassinado hoje em sua casa, um acontecimento que ameaça desestabilizar ainda mais o país das Caraíbas, que já enfrenta uma crise política e de segurança.

Depois de ter "soldados da paz" destacados no Haiti durante anos, a ONU apenas possui actualmente no país mais pobre da América uma missão de apoio político, encarregada de "aconselhar" e "apoiar" o governo haitiano nos seus esforços para reforçar a estabilidade política e a boa governança.

Também hoje o primeiro-ministro interino do Haiti, Claude Joseph, declarou o estado de sítio no país.

Joseph fez o anúncio num comunicado televisionado, rodeado pelo director da Polícia Nacional, Leon Charles, e por outras autoridades, após presidir a um Conselho de Ministros extraordinário.

O assassínio ocorre dois meses antes das eleições presidenciais e legislativas convocadas para o próximo dia 26 de Setembro, às quais Moise não se poderia candidatar.

Vindo do mundo dos negócios, Jovenel Moise, 53 anos, foi eleito Presidente em 2016 e assumiu o cargo a 07 de Fevereiro de 2017.

Entretanto, as autoridades haitianas decidiram encerrar o aeroporto internacional de Port-au-Prince, obrigando ao cancelamento ou ao desvio para outros destinos de vários voos da capital do país.

O Haiti, a nação mais pobre do continente americano, regista problemas económicos, políticos, sociais e de insegurança, nomeadamente com raptos para a obtenção de resgates realizados por gangues que quase sempre ficam impunes.

O país ainda tenta recuperar do devastador terramoto de 2010 e do furacão Matthew em 2016.

A inflação tem aumentado e os alimentos e combustível escasseiam no país das Caraíbas com mais de 11 milhões de habitantes, 60% dos quais ganha menos de dois dólares (1,69 euros) por dia. A situação levou Moise a ser acusado de inacção e a enfrentar uma forte desconfiança de boa parte da sociedade civil.