Inteligência militar dos EUA comprou dados de norte-americanos sem ordem judicial

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Washington - A Agência de Inteligência de Defesa (DIA, na sigla em inglês) dos EUA tem comprado dados de localização de pessoas recolhidos por aplicativos de smartphones sem mandado judicial, indica um memorando enviado a um senador.

Analistas da agência militar DIA, um departamento do Pentágono especializado em inteligência militar, revelaram as informações num memorando não classificado enviado ao senador democrata Ron Wyden.

Segundo o documento, a DIA pesquisou bases de dados comerciais que continham informações sobre as movimentações de cidadãos americanos no âmbito de cinco investigações distintas que se prolongaram durante os últimos dois anos e meio, avança o jornal The New York Times.

A agência, cuja principal missão é detectar ameaças aos soldados americanos destacados em todo o mundo, parece estar a comprar dados de localização que dizem especificamente respeito a investigações de estrangeiros no exterior.

O órgão revelou no memorando que comprava as informações de correctores de dados privados e que os dados não eram analisados com base no facto de o usuário do smartphone viver nos EUA ou no exterior.

Os correctores de dados são empresas privadas que recolhem e vendem informações pessoais, incluindo as localizações dos usuários.

"A permissão para consultar os dados de localização de dispositivos foi concedida cinco vezes nos últimos dois anos e meio para fins autorizados", lê-se no memorando.

Estas empresas pagam aos fabricantes de aplicativos de celulares e sites para obter as informações, a seguir estas podem agrupar os dados e vendê-los a quem estiver disposto a pagar, incluindo o Governo.

O memorando afirma que a DIA não está vinculada a uma decisão de 2018 emitida pela Suprema Corte dos EUA que exige que o Governo obtenha um mandado judicial antes de obrigar as companhias telefónicas a entregar dados de localização dos seus clientes.

"A DIA não interpreta a decisão do [caso] Carpenter de exigir um mandado judicial que endosse a compra ou utilização de dados comercialmente disponíveis para fins de inteligência", lê-se no documento.

Analistas da agência militar DIA, um departamento do Pentágono especializado em inteligência militar, revelaram as informações num memorando não classificado enviado ao senador democrata Ron Wyden.

Segundo o documento, a DIA pesquisou bases de dados comerciais que continham informações sobre as movimentações de cidadãos americanos no âmbito de cinco investigações distintas que se prolongaram durante os últimos dois anos e meio, avança o jornal The New York Times.

A agência, cuja principal missão é detectar ameaças aos soldados americanos destacados em todo o mundo, parece estar a comprar dados de localização que dizem especificamente respeito a investigações de estrangeiros no exterior.

O órgão revelou no memorando que comprava as informações de correctores de dados privados e que os dados não eram analisados com base no facto de o usuário do smartphone viver nos EUA ou no exterior.

Os correctores de dados são empresas privadas que recolhem e vendem informações pessoais, incluindo as localizações dos usuários.

"A permissão para consultar os dados de localização de dispositivos foi concedida cinco vezes nos últimos dois anos e meio para fins autorizados", lê-se no memorando.

Estas empresas pagam aos fabricantes de aplicativos de celulares e sites para obter as informações, a seguir estas podem agrupar os dados e vendê-los a quem estiver disposto a pagar, incluindo o Governo.

O memorando afirma que a DIA não está vinculada a uma decisão de 2018 emitida pela Suprema Corte dos EUA que exige que o Governo obtenha um mandado judicial antes de obrigar as companhias telefónicas a entregar dados de localização dos seus clientes.

"A DIA não interpreta a decisão do [caso] Carpenter de exigir um mandado judicial que endosse a compra ou utilização de dados comercialmente disponíveis para fins de inteligência", lê-se no documento.