Irão testa mísseis balísticos no Oceano Índico

Teerão - A Guarda Revolucionária do Irão conduziu um exercício neste sábado, lançando mísseis balísticos anti-navio de guerra contra um alvo simulado no Oceano Índico, informou a televisão estatal iraniana.

As imagens mostraram dois mísseis a atingir um alvo descrito como "navios inimigos hostis hipotéticos" a uma distância de 1.800 quilómetros. O relatório não especifica o tipo de mísseis usado.

Na primeira fase do exercício, a divisão aeroespacial da Guarda havia lançado mísseis balísticos superfície-superfície e drones contra "bases inimigas hipotéticas". A televisão estatal iraniana descreveu o exercício estando a decorrer no vasto deserto central do país, o último de uma série de exercícios instantâneos convocados face à escalada das tensões em torno do seu programa nuclear. As imagens também mostraram quatro drones não tripulados em forma de triângulo a sobrevoar numa estreita formação, colidindo com alvos e explodindo.

Neste sábado, a Alemanha, a França e o Reino Unido pressionaram o Irão a recuar ante a última violação planeada do acordo nuclear de 2015 com potências mundiais, dizendo que Teerão não tem "nenhum uso civil crível" para o urânio metálico.

A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) disse na quinta-feira que o Irão havia informado ter começado a instalar equipamentos para a produção de urânio metálico. Segundo o órgão, Teerão argumenta que os planos de conduzir pesquisa e desenvolvimento de urânio metálico são parte do seu "objectivo declarado de projetar um tipo melhor de combustível".

O urânio metálico também pode ser usado para produzir uma bomba nuclear, no entanto, e pesquisas sobre a sua produção são expressamente proibidas pelo acordo nuclear - o denominado Plano de Acção Global Conjunto - que Teerão assinou com a Alemanha, França, Reino Unido, China, Rússia e Estados Unidos em 2015. Os EUA posteriormente retiraram-se do acordo, impondo sanções ao Irão.

Um comunicação conjunto dos ministérios das Relações Exteriores da Alemanha, França e Reino Unido sublinha que os países estão "profundamente preocupados" com o último anúncio iraniano. "O Irão não tem uso civil crível para o urânio metálico", diz o documento.

Segundo a agência, a produção de urânio metálico tem implicações militares "potencialmente graves". "Instamos fortemente o Irã a interromper esta actividade e retornar ao cumprimento dos seus compromissos sem mais demora, se falar sério sobre a preservação do acordo", finaliza o comunicado.

As imagens mostraram dois mísseis a atingir um alvo descrito como "navios inimigos hostis hipotéticos" a uma distância de 1.800 quilómetros. O relatório não especifica o tipo de mísseis usado.

Na primeira fase do exercício, a divisão aeroespacial da Guarda havia lançado mísseis balísticos superfície-superfície e drones contra "bases inimigas hipotéticas". A televisão estatal iraniana descreveu o exercício estando a decorrer no vasto deserto central do país, o último de uma série de exercícios instantâneos convocados face à escalada das tensões em torno do seu programa nuclear. As imagens também mostraram quatro drones não tripulados em forma de triângulo a sobrevoar numa estreita formação, colidindo com alvos e explodindo.

Neste sábado, a Alemanha, a França e o Reino Unido pressionaram o Irão a recuar ante a última violação planeada do acordo nuclear de 2015 com potências mundiais, dizendo que Teerão não tem "nenhum uso civil crível" para o urânio metálico.

A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) disse na quinta-feira que o Irão havia informado ter começado a instalar equipamentos para a produção de urânio metálico. Segundo o órgão, Teerão argumenta que os planos de conduzir pesquisa e desenvolvimento de urânio metálico são parte do seu "objectivo declarado de projetar um tipo melhor de combustível".

O urânio metálico também pode ser usado para produzir uma bomba nuclear, no entanto, e pesquisas sobre a sua produção são expressamente proibidas pelo acordo nuclear - o denominado Plano de Acção Global Conjunto - que Teerão assinou com a Alemanha, França, Reino Unido, China, Rússia e Estados Unidos em 2015. Os EUA posteriormente retiraram-se do acordo, impondo sanções ao Irão.

Um comunicação conjunto dos ministérios das Relações Exteriores da Alemanha, França e Reino Unido sublinha que os países estão "profundamente preocupados" com o último anúncio iraniano. "O Irão não tem uso civil crível para o urânio metálico", diz o documento.

Segundo a agência, a produção de urânio metálico tem implicações militares "potencialmente graves". "Instamos fortemente o Irã a interromper esta actividade e retornar ao cumprimento dos seus compromissos sem mais demora, se falar sério sobre a preservação do acordo", finaliza o comunicado.