Joe Biden adverte que é preciso tempo para reverter acções sobre imigração

Washington - O Presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, advertiu na terça-feira que serão precisos meses para reverter algumas das acções do Presidente Donald Trump sobre imigração, falando de um período maior do que o prometido na campanha eleitoral.

Os comentários de Joe Biden surgem no seguimento de outros de dois dos seus principais conselheiros de política externa, numa entrevista à agência espanhola Efe na segunda-feira.

Sobre as políticas restritivas de asilo de Donald Trump, Susan Rice, conselheira de política interna de Joe Biden, e Jaque Sullivan, escolhido para conselheiro de segurança nacional, como o próprio Presidente eleito, avisaram que avançar muito depressa pode criar uma crise na fronteira.

Falando aos jornalistas em Wilmington, Delaware, Joe Biden disse que já começou a discutir a questão com o Presidente mexicano e com os "amigos na América Latina", e que em termos temporais o que se pretende é fazer "melhor e não pior".

"A última coisa de que precisamos é dizer que vamos parar imediatamente, o acesso ao asilo, a forma como está a ser gerido agora, e depois acabarmos com dois milhões de pessoas na nossa fronteira", disse Joe Biden.

O Presidente eleito acrescentou que é preciso mais financiamento para julgar os processos de pedidos de asilo e disse que o trabalho de modificar as restrições impostas por Donald Trump deverá demorar seis meses.

Os comentários de Joe Biden surgem quanto têm aumentado nos últimos meses as detenções ao longo da fronteira, que segundo dados oficiais aumentaram em outubro 30% em relação a Setembro e permaneceram no mesmo ritmo em novembro.

Especialistas prevêem um aumento da pressão na fronteira com o México nos primeiros meses da presidência de Joe Biden, em consequência dos danos causados por dois furacões na América Central, dos problemas económicos resultantes da pandemia de covid-19, e das expectativas de uma abordagem mais humana em relação à imigração por parte da administração de Joe Biden.

Na entrevista à Efe Susan Rice e Jaque Sullivan já tinham salientando os planos de Joe Biden para fornecer ajuda humanitária e apoiar o reforço das economias latino-americanas, para tentar chegar à raiz do problema da imigração para os Estados Unidos.

Joe Biden "trabalhará para desfazer rapidamente" os acordos de Donald Trump com a Guatemala, Honduras e El Salvador, que permitiram aos Estados Unidos transferir requerentes de asilo para esses países, e "seguirá" o seu compromisso de pôr fim a um programa da era de Donald Trump que devolve ao México os indocumentados nos postos fronteiriços, para aguardarem os seus procedimentos legais, disse Jaque Sullivan.

Os comentários de Joe Biden surgem no seguimento de outros de dois dos seus principais conselheiros de política externa, numa entrevista à agência espanhola Efe na segunda-feira.

Sobre as políticas restritivas de asilo de Donald Trump, Susan Rice, conselheira de política interna de Joe Biden, e Jaque Sullivan, escolhido para conselheiro de segurança nacional, como o próprio Presidente eleito, avisaram que avançar muito depressa pode criar uma crise na fronteira.

Falando aos jornalistas em Wilmington, Delaware, Joe Biden disse que já começou a discutir a questão com o Presidente mexicano e com os "amigos na América Latina", e que em termos temporais o que se pretende é fazer "melhor e não pior".

"A última coisa de que precisamos é dizer que vamos parar imediatamente, o acesso ao asilo, a forma como está a ser gerido agora, e depois acabarmos com dois milhões de pessoas na nossa fronteira", disse Joe Biden.

O Presidente eleito acrescentou que é preciso mais financiamento para julgar os processos de pedidos de asilo e disse que o trabalho de modificar as restrições impostas por Donald Trump deverá demorar seis meses.

Os comentários de Joe Biden surgem quanto têm aumentado nos últimos meses as detenções ao longo da fronteira, que segundo dados oficiais aumentaram em outubro 30% em relação a Setembro e permaneceram no mesmo ritmo em novembro.

Especialistas prevêem um aumento da pressão na fronteira com o México nos primeiros meses da presidência de Joe Biden, em consequência dos danos causados por dois furacões na América Central, dos problemas económicos resultantes da pandemia de covid-19, e das expectativas de uma abordagem mais humana em relação à imigração por parte da administração de Joe Biden.

Na entrevista à Efe Susan Rice e Jaque Sullivan já tinham salientando os planos de Joe Biden para fornecer ajuda humanitária e apoiar o reforço das economias latino-americanas, para tentar chegar à raiz do problema da imigração para os Estados Unidos.

Joe Biden "trabalhará para desfazer rapidamente" os acordos de Donald Trump com a Guatemala, Honduras e El Salvador, que permitiram aos Estados Unidos transferir requerentes de asilo para esses países, e "seguirá" o seu compromisso de pôr fim a um programa da era de Donald Trump que devolve ao México os indocumentados nos postos fronteiriços, para aguardarem os seus procedimentos legais, disse Jaque Sullivan.