Milhares de romenos protestaram em Bucareste contra a vacinação obrigatória

  • Vacina contra a Covid-19
Bucareste - Milhares de pessoas protestaram hoje em frente ao parlamento de Bucareste, Roménia, contra um projeto de lei de vacinação obrigatória de crianças contra rubéola, tétano ou hepatite, acção que contestou ainda a imposição da inoculação contra a covid-19, noticiou a Lusa.

Em causa está a chamada "lei de vacinação obrigatória", aprovada em 2017 e que, desde então, aguarda votação no parlamento romeno. O atraso tem sido atribuído a pressões de grupos anti-vacinas, geralmente ligados a setores conservadores, nacionalistas e religiosos.


Na manifestação de hoje, segundo a agência noticiosa espanhola EFE, "entre os manifestantes encontravam-se padres ortodoxos e pessoas carregando cruzes e outros símbolos religiosos".


Alguns dos intervenientes no protesto "atribuíram os esforços para vacinar a população contra a covid-19 a uma conspiração comunista para destruir o cristianismo e impor uma agenda globalista de controlo social".


O protesto teve o apoio da Aliança pela Unidade Romena (AUR), um partido populista nacionalista de direita que ingressou no Parlamento nas eleições legislativas em dezembro, quando obteve 9% dos votos com um discurso crítico contra as restrições impostas por o Governo devido à pandemia.
"Nesta Páscoa vemo-nos na igreja. Não poderão fechar as portas das igrejas novamente", disse um dos organizadores da ação, na qual foram entoados cânticos nacionalistas e muitos participantes empunhavam cartazes contra o uso obrigatório de máscaras.


O evento é organizado por Organizações Não Governamentais (ONG) conservadoras, algumas das quais apoiaram o referendo para mudar a constituição para que o casamento entre pessoas do mesmo sexo fosse proibido em 2017, iniciativa que acabou fracassando por não obter a participação mínima exigida por lei.

 

Em causa está a chamada "lei de vacinação obrigatória", aprovada em 2017 e que, desde então, aguarda votação no parlamento romeno. O atraso tem sido atribuído a pressões de grupos anti-vacinas, geralmente ligados a setores conservadores, nacionalistas e religiosos.


Na manifestação de hoje, segundo a agência noticiosa espanhola EFE, "entre os manifestantes encontravam-se padres ortodoxos e pessoas carregando cruzes e outros símbolos religiosos".


Alguns dos intervenientes no protesto "atribuíram os esforços para vacinar a população contra a covid-19 a uma conspiração comunista para destruir o cristianismo e impor uma agenda globalista de controlo social".


O protesto teve o apoio da Aliança pela Unidade Romena (AUR), um partido populista nacionalista de direita que ingressou no Parlamento nas eleições legislativas em dezembro, quando obteve 9% dos votos com um discurso crítico contra as restrições impostas por o Governo devido à pandemia.
"Nesta Páscoa vemo-nos na igreja. Não poderão fechar as portas das igrejas novamente", disse um dos organizadores da ação, na qual foram entoados cânticos nacionalistas e muitos participantes empunhavam cartazes contra o uso obrigatório de máscaras.


O evento é organizado por Organizações Não Governamentais (ONG) conservadoras, algumas das quais apoiaram o referendo para mudar a constituição para que o casamento entre pessoas do mesmo sexo fosse proibido em 2017, iniciativa que acabou fracassando por não obter a participação mínima exigida por lei.