Nicarágua: Governo de Ortega acusa opositores de receber dinheiro dos EUA para derrubá-lo

Manágua - O Governo da Nicarágua afirmou nesta segunda-feira que os pré-candidatos presos sob a acusação de "incitar a intervenção estrangeira" são "usurpadores" financiados pelos Estados Unidos para derrubar o presidente, Daniel Ortega.

Para o Governo sandinista, os opositores, detidos em sucessivas patrulhas policiais a cinco meses das eleições presidenciais, não representam "a verdadeira oposição na Nicarágua", pois não se registaram nem foram selecionados como candidatos por nenhum partido político.

"A única coisa que este grupo de usurpadores da oposição tem em comum é a sua lealdade ao Governo dos Estados Unidos", diz o Governo num texto intitulado "Nicarágua: em Defesa da Soberania e do Estado de Direito".

De acordo com o documento, os opositores, directamente ou "por meio das suas respectivas ONGs, receberam milhões de dólares em dinheiro do povo norte-americano por meio da Usaid" e de outras agências, para "derrotar o Governo eleito do Presidente Comandante Daniel Ortega Saavedra".

A acusação ocorre em meio a duras críticas da comunidade internacional e sanções dos EUA pelas prisões de 13 opositores, entre os quais quatro aspirantes à presidência, membros de destaque da dissidência sandinista e líderes de empresas privadas e da sociedade civil.

As operações policiais iniciaram a 02 de Junho, com a prisão de Cristiana Chamorro, filha da ex-presidente Violeta Barrios de Chamorro.

Também estão detidos o ex-diplomata Arturo Cruz, o cientista político Félix Maradiaga e o economista Juan Sebastián Chamorro, primo de Cristiana, cuja libertação imediata é reivindicada pela comunidade internacional. O Governo pediu que não haja "interferência" na investigação contra essas pessoas, acusadas "por crimes de lavagem de dinheiro, fraude, traição e conspiração".

O legislador democrata Bob Menendez, presidente do Comité de Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos, e o republicano Marco Rubio, membro de mais alto nível do Subcomité do Hemisfério Ocidental da Câmara Alta, pediram ao Governo de Joe Biden que use "todos os instrumentos diplomáticos disponíveis para enfrentar o regime de Ortega".

Numa carta ao secretário de Estado, Antony Blinken, Menéndez e Rubio pediram o aumento das sanções económicas contra funcionários da Nicarágua e o reforço do trabalho conjunto com a Organização dos Estados Americanos (OEA) para coordenar uma rejeição multilateral ao "ataque anti-democrático" do Governo nicaraguense.

Enquanto isso, a Secretaria de Relações Exteriores do México falou pela primeira vez sobre as detenções e indicou que "acompanhou com preocupação as recentes acções do Governo da Nicarágua". Disse também que, com a sua política de não intervenção e autodeterminação dos povos, expôs às autoridades nicaraguenses a preocupação "pela integridade e liberdade dos presos".

O Conselho Permanente da OEA vai reunir-se virtualmente hoje para analisar a situação na Nicarágua a pedido do Brasil, Canadá, Chile, Costa Rica, Estados Unidos e Peru.

Ortega, um ex-guerrilheiro que governou de 1979 a 1990, voltou ao poder em 2007 com a Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) e ali se manteve após duas reeleições consecutivas. Os seus adversários acreditam que o estadista vai concorrer ao quarto mandato na votação de 07 de Novembro.

Ortega foi acusado pela oposição e a comunidade internacional de governar de forma autoritária, após a brutal repressão às manifestações contra a sua gestão em 2018, que deixaram mais de 300 mortos e milhares de exilados, segundo organizações de direitos humanos.

O sandinismo garantiu que realizará eleições gerais "livres, justas e transparentes" e exigiu que não haja "interferência de qualquer governo estrangeiro" no processo. Pediu também que "sejam eliminadas" as sanções unilaterais impostas ao país, pois considera que "as únicas sanções legais são aquelas determinadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas".

Para o Governo sandinista, os opositores, detidos em sucessivas patrulhas policiais a cinco meses das eleições presidenciais, não representam "a verdadeira oposição na Nicarágua", pois não se registaram nem foram selecionados como candidatos por nenhum partido político.

"A única coisa que este grupo de usurpadores da oposição tem em comum é a sua lealdade ao Governo dos Estados Unidos", diz o Governo num texto intitulado "Nicarágua: em Defesa da Soberania e do Estado de Direito".

De acordo com o documento, os opositores, directamente ou "por meio das suas respectivas ONGs, receberam milhões de dólares em dinheiro do povo norte-americano por meio da Usaid" e de outras agências, para "derrotar o Governo eleito do Presidente Comandante Daniel Ortega Saavedra".

A acusação ocorre em meio a duras críticas da comunidade internacional e sanções dos EUA pelas prisões de 13 opositores, entre os quais quatro aspirantes à presidência, membros de destaque da dissidência sandinista e líderes de empresas privadas e da sociedade civil.

As operações policiais iniciaram a 02 de Junho, com a prisão de Cristiana Chamorro, filha da ex-presidente Violeta Barrios de Chamorro.

Também estão detidos o ex-diplomata Arturo Cruz, o cientista político Félix Maradiaga e o economista Juan Sebastián Chamorro, primo de Cristiana, cuja libertação imediata é reivindicada pela comunidade internacional. O Governo pediu que não haja "interferência" na investigação contra essas pessoas, acusadas "por crimes de lavagem de dinheiro, fraude, traição e conspiração".

O legislador democrata Bob Menendez, presidente do Comité de Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos, e o republicano Marco Rubio, membro de mais alto nível do Subcomité do Hemisfério Ocidental da Câmara Alta, pediram ao Governo de Joe Biden que use "todos os instrumentos diplomáticos disponíveis para enfrentar o regime de Ortega".

Numa carta ao secretário de Estado, Antony Blinken, Menéndez e Rubio pediram o aumento das sanções económicas contra funcionários da Nicarágua e o reforço do trabalho conjunto com a Organização dos Estados Americanos (OEA) para coordenar uma rejeição multilateral ao "ataque anti-democrático" do Governo nicaraguense.

Enquanto isso, a Secretaria de Relações Exteriores do México falou pela primeira vez sobre as detenções e indicou que "acompanhou com preocupação as recentes acções do Governo da Nicarágua". Disse também que, com a sua política de não intervenção e autodeterminação dos povos, expôs às autoridades nicaraguenses a preocupação "pela integridade e liberdade dos presos".

O Conselho Permanente da OEA vai reunir-se virtualmente hoje para analisar a situação na Nicarágua a pedido do Brasil, Canadá, Chile, Costa Rica, Estados Unidos e Peru.

Ortega, um ex-guerrilheiro que governou de 1979 a 1990, voltou ao poder em 2007 com a Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) e ali se manteve após duas reeleições consecutivas. Os seus adversários acreditam que o estadista vai concorrer ao quarto mandato na votação de 07 de Novembro.

Ortega foi acusado pela oposição e a comunidade internacional de governar de forma autoritária, após a brutal repressão às manifestações contra a sua gestão em 2018, que deixaram mais de 300 mortos e milhares de exilados, segundo organizações de direitos humanos.

O sandinismo garantiu que realizará eleições gerais "livres, justas e transparentes" e exigiu que não haja "interferência de qualquer governo estrangeiro" no processo. Pediu também que "sejam eliminadas" as sanções unilaterais impostas ao país, pois considera que "as únicas sanções legais são aquelas determinadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas".