ONU pede 82 milhões para ajudar refugiados em trânsito em África

  • Sede da ONU em Nova Iorque
Nova Iorque - As Nações Unidas pediram hoje 100 milhões de dólares (82 milhões de euros) para reforçar o apoio, nos países africanos, aos migrantes que se dirigem ao Mediterrâneo com o objectivo de alcançar a Europa.

O Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) manifestou-se "profundamente preocupado" com a escalada dos conflitos e a amplitude dos deslocamentos no Sahel, com os novos movimentos populacionais no leste e no Corno de África e com o aumento das chegadas por mar às ilhas Canárias.

Só no ano de 2020, um total de 1.064 mortes foram registadas na zona central e ocidental do Mediterrâneo.

"O ACNUR pede um pouco mais de 100 milhões de dólares para reforçar a protecção, nos países africanos, dos refugiados a caminho do Mediterrâneo", escreve a agência da ONU em comunicado.

"A prioridade absoluta é oferecer alternativas seguras e viáveis a essas viagens perigosas caracterizadas por abusos e pela morte", pode ainda ler-se no texto do ACNUR.

A violência no Sahel forçou até agora cerca de 2,9 milhões de pessoas a fugir, segundo o alto-comissariado.

Perante a ausência de perspectivas de paz e de estabilidade na região, "é muito provável" que ocorram novos movimentos populacionais e que muitos continuem a tentar a perigosa travessia marítima para a Europa, alerta a organização.

Antes de tentar a travessia, muitos fogem para outros países do continente africano.

"Muitas dessas pessoas fogem da violência e da perseguição e têm necessidades imensas e urgentes em matéria de protecção. É essencial que lhes seja assegurado apoio vital, assim como serviços de protecção, nos países para onde fogem inicialmente", disse o enviado especial do ACNUR para a situação no Mediterrâneo central, Vincent Cochetel.

Segundo o responsável, a ONU recebe "testemunhos gritantes de brutalidades e abusos de que são vítimas os refugiados e migrantes nos percursos que os levam até ao Mediterrâneo. Muitos são presas de traficantes e contrabandistas e são maltratados, extorquidos, violados e por vezes mortos ou deixados a morrer", alertou.

O pedido de mobilização de fundos lançado pelo ACNUR resulta de um plano de acção estratégico para 2021 lançado pela organização e que visa aumentar o acesso, a identificação e a assistência aos refugiados ao longo dos seus percursos, assim como melhorar o acesso à educação e aos meios de subsistência nos seus países de acolhimento.

Para limitar o recurso às perigosas travessias terrestres e marítimas, o ACNUR apela aos países que favoreçam acessos seguros e legais para os refugiados, nomeadamente o recurso ao reagrupamento familiar.

O Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) manifestou-se "profundamente preocupado" com a escalada dos conflitos e a amplitude dos deslocamentos no Sahel, com os novos movimentos populacionais no leste e no Corno de África e com o aumento das chegadas por mar às ilhas Canárias.

Só no ano de 2020, um total de 1.064 mortes foram registadas na zona central e ocidental do Mediterrâneo.

"O ACNUR pede um pouco mais de 100 milhões de dólares para reforçar a protecção, nos países africanos, dos refugiados a caminho do Mediterrâneo", escreve a agência da ONU em comunicado.

"A prioridade absoluta é oferecer alternativas seguras e viáveis a essas viagens perigosas caracterizadas por abusos e pela morte", pode ainda ler-se no texto do ACNUR.

A violência no Sahel forçou até agora cerca de 2,9 milhões de pessoas a fugir, segundo o alto-comissariado.

Perante a ausência de perspectivas de paz e de estabilidade na região, "é muito provável" que ocorram novos movimentos populacionais e que muitos continuem a tentar a perigosa travessia marítima para a Europa, alerta a organização.

Antes de tentar a travessia, muitos fogem para outros países do continente africano.

"Muitas dessas pessoas fogem da violência e da perseguição e têm necessidades imensas e urgentes em matéria de protecção. É essencial que lhes seja assegurado apoio vital, assim como serviços de protecção, nos países para onde fogem inicialmente", disse o enviado especial do ACNUR para a situação no Mediterrâneo central, Vincent Cochetel.

Segundo o responsável, a ONU recebe "testemunhos gritantes de brutalidades e abusos de que são vítimas os refugiados e migrantes nos percursos que os levam até ao Mediterrâneo. Muitos são presas de traficantes e contrabandistas e são maltratados, extorquidos, violados e por vezes mortos ou deixados a morrer", alertou.

O pedido de mobilização de fundos lançado pelo ACNUR resulta de um plano de acção estratégico para 2021 lançado pela organização e que visa aumentar o acesso, a identificação e a assistência aos refugiados ao longo dos seus percursos, assim como melhorar o acesso à educação e aos meios de subsistência nos seus países de acolhimento.

Para limitar o recurso às perigosas travessias terrestres e marítimas, o ACNUR apela aos países que favoreçam acessos seguros e legais para os refugiados, nomeadamente o recurso ao reagrupamento familiar.