ONU prevê que 235 milhões de pessoas precisem de assistência em 2021

  • Sede da ONU em Nova Iorque
Genebra - Cerca de 235 milhões de pessoas vão precisar de assistência humanitária e protecção em 2021, segundo um relatório que será apresentado hoje pelo Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA, na sigla em inglês).

O novo relatório anual do OCHA sobre a situação humanitária global, que vai ser lançado em Genebra, prevê um aumento de 40% de pessoas vulneráveis em relação a 2020 e destaca que serão precisos pelo menos 29 mil milhões de euros para garantir a assistência humanitária em 2021.

Segundo o OCHA, “a pobreza extrema aumentou pela primeira vez em 22 anos” e vão surgir múltiplas situações de falta de alimentos e fome.

A organização alerta que no final do próximo ano, 736 milhões de pessoas poderão estar em situação de pobreza extrema, a viver com menos de 1,60 euros por dia.

O relatório vai ser apresentado em eventos virtuais em Genebra e outras capitais do mundo, com uma mensagem do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres e do subsecretário-geral para os Assuntos Humanitários, Mark Lowcock.

O documento debruça-se sobre 56 países afectados por crises humanitárias e inclui planos específicos para 34 países em que a população poderá sofrer mais com fome, conflitos armados, falta de alojamento, impacto das mudanças climáticas e dificuldades criadas pela pandemia de covid-19.

Os planos de resposta apresentados hoje pelo OCHA visam chegar a 160 milhões de pessoas em situações de forte necessidade e têm um custo estimado de 35 mil milhões de dólares no próximo ano.

Entre os fatores que atingem os mais vulneráveis contam-se o aumento dos preços dos alimentos, quebra de rendimentos, interrupção de programas de vacinação, encerramento de escolas, desalojamento e violência.

Os planos específicos para fornecer ajuda humanitária incluem Moçambique, Colômbia, Venezuela, Ucrânia, República Centro Africana, Afeganistão, Iémen, Síria e outros países.

Entre os problemas que as Nações Unidas propõem aliviar, incluem-se as “consequências brutais de conflitos e deslocamento que prejudicam principalmente mulheres e crianças, pragas de gafanhotos, clima extremo” e o impacto da covid-19.

“Os orçamentos de ajuda humanitária enfrentam défices terríveis à medida que o impacto da pandemia global continua a piorar. Juntos, devemos mobilizar recursos e ser solidários nas alturas mais sombrias de necessidade”, diz António Guterres, citado pelo OCHA num comunicado enviado à Lusa.

Para Mark Lowcock, trata-se de uma escolha entre juntar forças para ajudar todos os países e pessoas em necessidade ou deixar que 40 anos de progresso sejam revertidos.

Segundo o relatório, a pandemia de covid-19 terá provocado uma perda equivalente a 495 milhões de postos de empregos a tempo inteiro só no segundo trimestre de 2020.

“As consequências económicas da pandemia podem causar uma perda de 10 biliões de dólares em rendimentos ao longo da vida da actual geração de crianças”, acrescenta a ONU.

O OCHA indica que no ano de 2020, os donativos para a resposta humanitária atingiram mais de 14,2 mil milhões de euros, utilizados para ajudar mais de 100 milhões de pessoas desde Janeiro último.

O novo relatório anual do OCHA sobre a situação humanitária global, que vai ser lançado em Genebra, prevê um aumento de 40% de pessoas vulneráveis em relação a 2020 e destaca que serão precisos pelo menos 29 mil milhões de euros para garantir a assistência humanitária em 2021.

Segundo o OCHA, “a pobreza extrema aumentou pela primeira vez em 22 anos” e vão surgir múltiplas situações de falta de alimentos e fome.

A organização alerta que no final do próximo ano, 736 milhões de pessoas poderão estar em situação de pobreza extrema, a viver com menos de 1,60 euros por dia.

O relatório vai ser apresentado em eventos virtuais em Genebra e outras capitais do mundo, com uma mensagem do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres e do subsecretário-geral para os Assuntos Humanitários, Mark Lowcock.

O documento debruça-se sobre 56 países afectados por crises humanitárias e inclui planos específicos para 34 países em que a população poderá sofrer mais com fome, conflitos armados, falta de alojamento, impacto das mudanças climáticas e dificuldades criadas pela pandemia de covid-19.

Os planos de resposta apresentados hoje pelo OCHA visam chegar a 160 milhões de pessoas em situações de forte necessidade e têm um custo estimado de 35 mil milhões de dólares no próximo ano.

Entre os fatores que atingem os mais vulneráveis contam-se o aumento dos preços dos alimentos, quebra de rendimentos, interrupção de programas de vacinação, encerramento de escolas, desalojamento e violência.

Os planos específicos para fornecer ajuda humanitária incluem Moçambique, Colômbia, Venezuela, Ucrânia, República Centro Africana, Afeganistão, Iémen, Síria e outros países.

Entre os problemas que as Nações Unidas propõem aliviar, incluem-se as “consequências brutais de conflitos e deslocamento que prejudicam principalmente mulheres e crianças, pragas de gafanhotos, clima extremo” e o impacto da covid-19.

“Os orçamentos de ajuda humanitária enfrentam défices terríveis à medida que o impacto da pandemia global continua a piorar. Juntos, devemos mobilizar recursos e ser solidários nas alturas mais sombrias de necessidade”, diz António Guterres, citado pelo OCHA num comunicado enviado à Lusa.

Para Mark Lowcock, trata-se de uma escolha entre juntar forças para ajudar todos os países e pessoas em necessidade ou deixar que 40 anos de progresso sejam revertidos.

Segundo o relatório, a pandemia de covid-19 terá provocado uma perda equivalente a 495 milhões de postos de empregos a tempo inteiro só no segundo trimestre de 2020.

“As consequências económicas da pandemia podem causar uma perda de 10 biliões de dólares em rendimentos ao longo da vida da actual geração de crianças”, acrescenta a ONU.

O OCHA indica que no ano de 2020, os donativos para a resposta humanitária atingiram mais de 14,2 mil milhões de euros, utilizados para ajudar mais de 100 milhões de pessoas desde Janeiro último.