ONU quer abordagem política de fundo para evitar mais destruição em Gaza

Nova Iorque - Após os "traumas" da quarta guerra entre o Hamas e Israel, a ONU apelou hoje para uma reconstrução a longo prazo da faixa de Gaza, abordando as raízes do conflito israelo-palestiniano, para restaurar a esperança e evitar mais destruição.

Num momento em que os serviços públicos de Gaza estão a limpar os escombros, os comerciantes das lojas destruídas pelos bombardeamentos avaliam as perdas e a vida tenta voltar à normalidade, uma missão da ONU deslocou-se ao enclave palestiniano para estimar os danos de uma guerra de 11 dias com Israel.

Além dos mil apartamentos destruídos, de estradas afectadas, dos prejuízos em infra-estruturas de tratamento de água, está toda a questão dos traumas psíquicos dos bombardeamentos e do futuro da faixa de Gaza e da Palestina, em geral, que urge resolver, segundo a ONU.

"Não devemos simplesmente colocar-nos numa abordagem de reconstrução (...), devemos ter uma abordagem mais ampla, centrada no desenvolvimento humano", disse à AFP Philippe Lazzarini, chefe da agência da ONU para os refugiados palestinianos.

"Isto significa que deve haver o acompanhamento de um verdadeiro processo político", acrescentou, sublinhando a necessidade de evitar uma "normalidade artificial" em Gaza, onde dois milhões de habitantes, e em particular jovens, estão dependentes de ajuda, sem futuro, "até à próxima erupção de violência".

O surto de violência entre o exército israelita e o Hamas deixou 248 palestinianos mortos, incluindo 66 crianças, segundo as autoridades em Gaza, e 12 mortos em Israel, incluindo uma criança, um adolescente e um soldado, segundo a polícia.

Num momento em que os serviços públicos de Gaza estão a limpar os escombros, os comerciantes das lojas destruídas pelos bombardeamentos avaliam as perdas e a vida tenta voltar à normalidade, uma missão da ONU deslocou-se ao enclave palestiniano para estimar os danos de uma guerra de 11 dias com Israel.

Além dos mil apartamentos destruídos, de estradas afectadas, dos prejuízos em infra-estruturas de tratamento de água, está toda a questão dos traumas psíquicos dos bombardeamentos e do futuro da faixa de Gaza e da Palestina, em geral, que urge resolver, segundo a ONU.

"Não devemos simplesmente colocar-nos numa abordagem de reconstrução (...), devemos ter uma abordagem mais ampla, centrada no desenvolvimento humano", disse à AFP Philippe Lazzarini, chefe da agência da ONU para os refugiados palestinianos.

"Isto significa que deve haver o acompanhamento de um verdadeiro processo político", acrescentou, sublinhando a necessidade de evitar uma "normalidade artificial" em Gaza, onde dois milhões de habitantes, e em particular jovens, estão dependentes de ajuda, sem futuro, "até à próxima erupção de violência".

O surto de violência entre o exército israelita e o Hamas deixou 248 palestinianos mortos, incluindo 66 crianças, segundo as autoridades em Gaza, e 12 mortos em Israel, incluindo uma criança, um adolescente e um soldado, segundo a polícia.