ONU saúda marcação de eleições na Palestina e oferece apoio

  • Antonio Guterres
Nova Iorque - O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, saudou a marcação de eleições na Palestina, pelo Presidente, Mahmoud Abbas, e ofereceu apoio da ONU para que os palestinianos possam ir às urnas.

"O secretário-geral saúda o decreto presidencial emitido sexta-feira pelo Presidente Mahmoud Abbas para realizar eleições legislativas, presidenciais e do Conselho Nacional Palestiniano este ano, a partir de maio", refere o porta-voz de António Guterres, Stephane Dujarric, num comunicado divulgado no sábado à noite.

O líder das Nações Unidas pediu às autoridades palestinianas para "facilitarem, fortalecerem e apoiarem a participação política das mulheres durante o ciclo eleitoral" e acrescentou que a ONU está "pronta para apoiar os esforços do povo palestiniano para poder exercer os seus direitos democráticos".

As eleições legislativas vão acontecer no dia 22 de Maio, as presidenciais a 31 de Julho e a votação para o Conselho Nacional Palestiniano, órgão da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), será realizada a 31 de Agosto.

"A realização de eleições na zona ocupada da Cisjordânia, incluindo na parte oriental de Jerusalém, e Gaza será um passo crucial no caminho da unidade palestiniana, dando uma legitimidade renovada às instituições nacionais, incluindo um parlamento e um Governo eleitos democraticamente na Palestina", lê-se no comunicado.

O secretário-geral da ONU espera que estas eleições contribuam para "reiniciar o processo para solução negociada de dois Estados com base nas fronteiras anteriores a 1976" e em concordância com as resoluções relevantes da ONU, os acordos bilaterais e a lei internacional.

A última eleição presidencial na Palestina ocorreu em Janeiro de 2005 e as últimas eleições legislativas em Janeiro de 2006.

O anúncio das eleições, na sexta-feira, seguiu-se ao encontro entre Mahmoud Abbas e o presidente da comissão eleitoral Hanna Nasser no palácio presidencial em Ramallah.

Abbas exortou a comissão e os órgãos governamentais a "lançar uma campanha eleitoral democrática em todas as províncias do país, incluindo Jerusalém", segundo o documento.

Não ficou imediatamente claro se Israel, que ocupou e anexou Jerusalém oriental, uma parte palestiniana da cidade, vai permitir que os residentes daquela área votem nas eleições.

O movimento islâmico Hamas, rival do laico Fatah de Abbas, ainda não comentou o anúncio.

Em Setembro de 2020, o Hamas e o Fatah concordaram em realizar eleições "dentro de seis meses".

O anúncio veio no contexto de um diálogo entre facções palestinianas na esperança de unir forças para conter a normalização das relações entre Israel e os países do Golfo, incluindo os Emirados Árabes Unidos.

Abbas, que repetidamente prometeu eleições na última década, não esclareceu hoje se concorre à própria sucessão.

"O secretário-geral saúda o decreto presidencial emitido sexta-feira pelo Presidente Mahmoud Abbas para realizar eleições legislativas, presidenciais e do Conselho Nacional Palestiniano este ano, a partir de maio", refere o porta-voz de António Guterres, Stephane Dujarric, num comunicado divulgado no sábado à noite.

O líder das Nações Unidas pediu às autoridades palestinianas para "facilitarem, fortalecerem e apoiarem a participação política das mulheres durante o ciclo eleitoral" e acrescentou que a ONU está "pronta para apoiar os esforços do povo palestiniano para poder exercer os seus direitos democráticos".

As eleições legislativas vão acontecer no dia 22 de Maio, as presidenciais a 31 de Julho e a votação para o Conselho Nacional Palestiniano, órgão da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), será realizada a 31 de Agosto.

"A realização de eleições na zona ocupada da Cisjordânia, incluindo na parte oriental de Jerusalém, e Gaza será um passo crucial no caminho da unidade palestiniana, dando uma legitimidade renovada às instituições nacionais, incluindo um parlamento e um Governo eleitos democraticamente na Palestina", lê-se no comunicado.

O secretário-geral da ONU espera que estas eleições contribuam para "reiniciar o processo para solução negociada de dois Estados com base nas fronteiras anteriores a 1976" e em concordância com as resoluções relevantes da ONU, os acordos bilaterais e a lei internacional.

A última eleição presidencial na Palestina ocorreu em Janeiro de 2005 e as últimas eleições legislativas em Janeiro de 2006.

O anúncio das eleições, na sexta-feira, seguiu-se ao encontro entre Mahmoud Abbas e o presidente da comissão eleitoral Hanna Nasser no palácio presidencial em Ramallah.

Abbas exortou a comissão e os órgãos governamentais a "lançar uma campanha eleitoral democrática em todas as províncias do país, incluindo Jerusalém", segundo o documento.

Não ficou imediatamente claro se Israel, que ocupou e anexou Jerusalém oriental, uma parte palestiniana da cidade, vai permitir que os residentes daquela área votem nas eleições.

O movimento islâmico Hamas, rival do laico Fatah de Abbas, ainda não comentou o anúncio.

Em Setembro de 2020, o Hamas e o Fatah concordaram em realizar eleições "dentro de seis meses".

O anúncio veio no contexto de um diálogo entre facções palestinianas na esperança de unir forças para conter a normalização das relações entre Israel e os países do Golfo, incluindo os Emirados Árabes Unidos.

Abbas, que repetidamente prometeu eleições na última década, não esclareceu hoje se concorre à própria sucessão.