Países europeus do Mediterrâneo mantêm críticas ao pacto migratório

Atenas - Os países mediterrânicos da União Europeia mantiveram hoje as críticas ao novo Pacto de Migração e Asilo europeu, sobre o qual exigiram manter um equilíbrio entre responsabilidade e solidariedade.

Representantes das diplomacias de Portugal, Espanha, Grécia, Malta, França e Itália e o ministro dos Negócios Estrangeiros do Chipre (países que formam o Med7) reuniram-se hoje na periferia de Atenas para partilhar preocupações e procurar soluções em questões como a migração, pandemia de covid-19 e a transição ecológica.

Na conferência de imprensa posterior, o embaixador espanhol na Grécia, Enrique Viguera, afirmou que o pacto migratório não é satisfatório e mostrou confiança de que no futuro, quando a França assumir a presidência da UE, esta questão terá um impulso decisivo.

Os representantes dos outros países mostraram-se também preocupados com a falta de soluções concretas e precisas para gerir a migração que, sublinharam, não é um problema exclusivo dos países mediterrânicos, mas de todos os membros da UE.

"Não devemos fechar as portas à migração, mas devemos geri-la da melhor maneira possível", sublinhou o vice-ministro dos Assuntos Europeus italiano, Vincenzo Amendola.

Espanha, Itália, Grécia, Chipre e Malta (Med5) enviaram na terça-feira uma carta conjunta em que manifestaram a vontade de chegar a um acordo sobre o pacto migratório, mas pediram para serem reconsiderados vários pontos que se referem à justa distribuição de responsabilidades e solidariedade no sistema comum de asilo europeu, uma reclamação apresentada pelos ministros do Interior e da Migração há três meses.

Outra questão debatida nessa reunião e que mais uma vez chamou a atenção foram as relações tensas do Chipre e Grécia com a Turquia e a necessidade de levar a cabo políticas directas com países terceiros.

Os vice-ministros europeus mostraram confiança no cumprimento dos acordos que a UE assinou com Ancara, nos quais a Turquia se compromete a receber todos os migrantes que chegam irregularmente às ilhas gregas, a troco de subsídios europeus.

De forma mais directa, o ministro dos Negócios Estrangeiros cipriota, Nikos Jristodulidis, também presente na reunião, criticou as políticas agressivas da Turquia e a instrumentalização da dor humana por parte de alguns países.

Além disso, o primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, fez um discurso no início da reunião, exigindo que a Turquia cumprisse as regras.

Na próxima segunda-feira, Mitsotakis vai ter um encontro privado, à margem da cimeira da NATO, com o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, que foi precedida de várias conversas entre os ministros dos Negócios Estrangeiros para a retoma de um diálogo construtivo entre os dois países com interesses opostos.

A próxima cimeira do Med7 decorre no dia 17 de Setembro em Chania, na ilha de Creta, Grécia, na qual é prevista a presença dos líderes dos sete países e os dois novos membros do grupo: Eslovénia e Croácia.

Representantes das diplomacias de Portugal, Espanha, Grécia, Malta, França e Itália e o ministro dos Negócios Estrangeiros do Chipre (países que formam o Med7) reuniram-se hoje na periferia de Atenas para partilhar preocupações e procurar soluções em questões como a migração, pandemia de covid-19 e a transição ecológica.

Na conferência de imprensa posterior, o embaixador espanhol na Grécia, Enrique Viguera, afirmou que o pacto migratório não é satisfatório e mostrou confiança de que no futuro, quando a França assumir a presidência da UE, esta questão terá um impulso decisivo.

Os representantes dos outros países mostraram-se também preocupados com a falta de soluções concretas e precisas para gerir a migração que, sublinharam, não é um problema exclusivo dos países mediterrânicos, mas de todos os membros da UE.

"Não devemos fechar as portas à migração, mas devemos geri-la da melhor maneira possível", sublinhou o vice-ministro dos Assuntos Europeus italiano, Vincenzo Amendola.

Espanha, Itália, Grécia, Chipre e Malta (Med5) enviaram na terça-feira uma carta conjunta em que manifestaram a vontade de chegar a um acordo sobre o pacto migratório, mas pediram para serem reconsiderados vários pontos que se referem à justa distribuição de responsabilidades e solidariedade no sistema comum de asilo europeu, uma reclamação apresentada pelos ministros do Interior e da Migração há três meses.

Outra questão debatida nessa reunião e que mais uma vez chamou a atenção foram as relações tensas do Chipre e Grécia com a Turquia e a necessidade de levar a cabo políticas directas com países terceiros.

Os vice-ministros europeus mostraram confiança no cumprimento dos acordos que a UE assinou com Ancara, nos quais a Turquia se compromete a receber todos os migrantes que chegam irregularmente às ilhas gregas, a troco de subsídios europeus.

De forma mais directa, o ministro dos Negócios Estrangeiros cipriota, Nikos Jristodulidis, também presente na reunião, criticou as políticas agressivas da Turquia e a instrumentalização da dor humana por parte de alguns países.

Além disso, o primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, fez um discurso no início da reunião, exigindo que a Turquia cumprisse as regras.

Na próxima segunda-feira, Mitsotakis vai ter um encontro privado, à margem da cimeira da NATO, com o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, que foi precedida de várias conversas entre os ministros dos Negócios Estrangeiros para a retoma de um diálogo construtivo entre os dois países com interesses opostos.

A próxima cimeira do Med7 decorre no dia 17 de Setembro em Chania, na ilha de Creta, Grécia, na qual é prevista a presença dos líderes dos sete países e os dois novos membros do grupo: Eslovénia e Croácia.