Papa rejeita renúncia de cardeal alemão

  • Papa Francisco
Vaticano - O papa Francisco não aceitou a renúncia do cardeal alemão Reinhard Marx, actualmente arcebispo de Munique, que pediu para ser afastado das funções e reconheceu o "fracasso" da Igreja católica na "catástrofe dos abusos sexuais" no seu país.

O pontífice, numa carta enviada ao cardeal, agradece a "coragem", concorda com a sua visão da gestão dos abusos sexuais, mas pede que "continue" como o arcebispo de Munique.

"Obrigado pela sua coragem. É uma coragem cristã que não teme a cruz, não teme ser dominado pela tremenda realidade do pecado", escreveu Francisco ao cardeal.

Marx, um dos cardeais mais influentes da Alemanha, havia solicitado na sexta-feira ao papa que o afastasse das funções.

"É importante partilhar a responsabilidade pela catástrofe dos abusos sexuais cometidos por membros da Igreja nas últimas décadas", escreveu Reinhard Marx, também ex-presidente da Conferência Episcopal da Alemanha.

O religioso, de 67 anos e considerado um liberal dentro da instituição, considera que a Igreja Católica está em "ponto morto".

Na sua resposta, Francisco admite que "toda a Igreja está em crise por causa do tema dos abusos; além disso, a Igreja hoje não pode dar um passo adiante sem assumir esta crise".

O pontífice argentino concorda com o cardeal "em classificar de catástrofe a triste história dos abusos sexuais".

"O ponto de partida é a confissão humilde: nos equivocamos, pecamos", afirma o papa noutro trecho da carta.

No final do texto, no entanto, Francisco responde ao pedido de demissão de Marx: "Continue (...) como arcebispo de Munique e Freising".

Um relatório, publicado em Março, revelou que centenas de menores sofreram abusos sexuais na diocese de Colónia entre 1975 e 2018 e que vários líderes religiosos permaneceram calados, apesar de terem conhecimento das agressões.

Em 2019, durante uma reunião inédita dos presidentes de conferências episcopais no Vaticano, dedicada aos escândalos dos abusos sexuais contra menores cometidos dentro do clero, Marx destacou-se ao pedir mais transparência na questão.

Um ano antes, o arcebispo pediu desculpas em nome da Igreja da Alemanha após a publicação de um relatório elaborado por professores universitários que revelou que mais de 3.600 menores de idade foram vítimas de abusos sexuais durante décadas.

O pontífice, numa carta enviada ao cardeal, agradece a "coragem", concorda com a sua visão da gestão dos abusos sexuais, mas pede que "continue" como o arcebispo de Munique.

"Obrigado pela sua coragem. É uma coragem cristã que não teme a cruz, não teme ser dominado pela tremenda realidade do pecado", escreveu Francisco ao cardeal.

Marx, um dos cardeais mais influentes da Alemanha, havia solicitado na sexta-feira ao papa que o afastasse das funções.

"É importante partilhar a responsabilidade pela catástrofe dos abusos sexuais cometidos por membros da Igreja nas últimas décadas", escreveu Reinhard Marx, também ex-presidente da Conferência Episcopal da Alemanha.

O religioso, de 67 anos e considerado um liberal dentro da instituição, considera que a Igreja Católica está em "ponto morto".

Na sua resposta, Francisco admite que "toda a Igreja está em crise por causa do tema dos abusos; além disso, a Igreja hoje não pode dar um passo adiante sem assumir esta crise".

O pontífice argentino concorda com o cardeal "em classificar de catástrofe a triste história dos abusos sexuais".

"O ponto de partida é a confissão humilde: nos equivocamos, pecamos", afirma o papa noutro trecho da carta.

No final do texto, no entanto, Francisco responde ao pedido de demissão de Marx: "Continue (...) como arcebispo de Munique e Freising".

Um relatório, publicado em Março, revelou que centenas de menores sofreram abusos sexuais na diocese de Colónia entre 1975 e 2018 e que vários líderes religiosos permaneceram calados, apesar de terem conhecimento das agressões.

Em 2019, durante uma reunião inédita dos presidentes de conferências episcopais no Vaticano, dedicada aos escândalos dos abusos sexuais contra menores cometidos dentro do clero, Marx destacou-se ao pedir mais transparência na questão.

Um ano antes, o arcebispo pediu desculpas em nome da Igreja da Alemanha após a publicação de um relatório elaborado por professores universitários que revelou que mais de 3.600 menores de idade foram vítimas de abusos sexuais durante décadas.