Partes em conflito no Chipre vão reunir-se informalmente em Abril

  • Secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres
Nova Iorque - As partes em conflito no Chipre vão manter "uma reunião informal" de 27 a 29 de Abril, em Genebra, anunciou esta quarta-feira o gabinete do secretário-geral da ONU.

"O objectivo da reunião será determinar se existe uma base comum para as partes negociarem uma solução duradoura para o problema de Chipre dentro de um prazo previsível", disse o secretário-geral, António Guterres, citado no comunicado.

A reunião, que tinha sido inicialmente planeada para este mês e depois adiada para Março, vai juntar a ONU, as duas partes em conflito (cipriotas gregos e turcos), a Turquia, a Grécia e o Reino Unido, os "garantes" da independência de Chipre desde 1960.

No comunicado não se especifica se António Guterres vai representar a ONU nesta reunião ou se será a emissária para o país, Jane Holl Lute, que recentemente aumentou o número de contactos entre as duas partes.

Em Julho de 2017, as últimas negociações oficiais entre cipriotas gregos e cipriotas turcos, sob a égide da ONU e já com a participação da Turquia, da Grécia e do Reino Unido, fracassaram.

Chipre tem estado dividido desde que o exército turco invadiu o terço norte da ilha em 1974, em resposta a um golpe de Estado que visava anexar a ilha à Grécia. Este pequeno território, denominado República Turca de Chipre do Norte, é reconhecido apenas por Ancara.

Eleito em Outubro, o líder da parte norte da ilha, Ersin Tatar, é favorável a uma solução de dois Estados, em vez de uma reunificação de Chipre.

A República de Chipre, o único país internacionalmente reconhecido, é membro da União Europeia e exerce a autoridade sobre a parte sul da ilha.

No final de Janeiro, Guterres tinha dito aos meios de comunicação social que a reunião planeada seria realizada "sem condições prévias".

"O primeiro passo é reuni-los, ouvi-los e ver o resultado desta discussão", afirmou, na altura.

"O objectivo da reunião será determinar se existe uma base comum para as partes negociarem uma solução duradoura para o problema de Chipre dentro de um prazo previsível", disse o secretário-geral, António Guterres, citado no comunicado.

A reunião, que tinha sido inicialmente planeada para este mês e depois adiada para Março, vai juntar a ONU, as duas partes em conflito (cipriotas gregos e turcos), a Turquia, a Grécia e o Reino Unido, os "garantes" da independência de Chipre desde 1960.

No comunicado não se especifica se António Guterres vai representar a ONU nesta reunião ou se será a emissária para o país, Jane Holl Lute, que recentemente aumentou o número de contactos entre as duas partes.

Em Julho de 2017, as últimas negociações oficiais entre cipriotas gregos e cipriotas turcos, sob a égide da ONU e já com a participação da Turquia, da Grécia e do Reino Unido, fracassaram.

Chipre tem estado dividido desde que o exército turco invadiu o terço norte da ilha em 1974, em resposta a um golpe de Estado que visava anexar a ilha à Grécia. Este pequeno território, denominado República Turca de Chipre do Norte, é reconhecido apenas por Ancara.

Eleito em Outubro, o líder da parte norte da ilha, Ersin Tatar, é favorável a uma solução de dois Estados, em vez de uma reunificação de Chipre.

A República de Chipre, o único país internacionalmente reconhecido, é membro da União Europeia e exerce a autoridade sobre a parte sul da ilha.

No final de Janeiro, Guterres tinha dito aos meios de comunicação social que a reunião planeada seria realizada "sem condições prévias".

"O primeiro passo é reuni-los, ouvi-los e ver o resultado desta discussão", afirmou, na altura.