Partido de Netanyahu lidera projecções em Israel sem maioria

Jerusalém - Três sondagens à boca de urna dão a vitória nas eleições legislativas de hoje em Israel ao partido Likud (direita), do primeiro-ministro cessante Benjamin Netanyahu, sem maioria parlamentar.

 

Segundo as sondagens divulgadas à hora do encerramento das mesas de voto (20h00 locais, 22h00 em Lisboa) pelos canais Kan (público), 12 e 13, Netanyahu está à frente nas projeções, mas sem a desejada maioria parlamentar.

Para conseguir a maioria no Knesset, o parlamento israelita, o Likud de Netanyahu precisará de acordar uma coligação com outro partido.

O caminho para a maioria deverá passar pelo partido de extrema-direita Yamina, de Naftali Bennett, que deverá ser o quarto mais votado.

O Knesset tem 120 assentos, pelo que 61 deputados são necessários para alcançar a maioria.

Neste momento as projeções apontam para que o Likud garanta entre 53 a 54 lugares no Knesset. O Yamina pode assegurar sete lugares, que serão cobiçados pelo Likud para conseguir a maioria.

Se não conseguir a maioria, Israel pode enfrentar novo impasse político e poderá ser necessário avançar para a quinta eleição legislativa consecutiva, algo inédito em Israel.

A afluência às eleições legislativas em Israel situava-se, duas horas antes do fecho das urnas, em 60,9%, significativamente abaixo da registada nos mais recentes atos eleitorais.

Desde as 12:00, a afluência às mesas de voto, nas quartas eleições em menos de dois anos, é a mais baixa desde 2009, tendência que se terá mantido ao longo do dia.

Nas eleições de março de 2020 a 71% dos eleitores israelitas exerceram o direito de voto, acima do registado nas de setembro de 2019 (69,4%) e de abril do mesmo ano (67,9%).

O Presidente de Israel, Reuven Rivlin, incentivou hoje os israelitas a deslocarem-se às urnas para romper o bloqueio político sem precedentes que o país vive.

Após votar hoje em Jerusalém, o primeiro-ministro cessante, Benjamin Netanyahu, disse esperar que esta seja "a última eleição" para acabar com a crise política no Estado hebreu, mas os resultados das sondagens não indicam que seja fácil conseguir uma maioria para um Governo que dê estabilidade ao país.

O líder da oposição, Yair Lapid, apelou à população para votar na sua formação centrista Yesh Atid e rejeitar o Likud (direita) de Netanyahu: "ou o Yesh Atid é forte ou temos um governo das trevas, racista e homofóbico".

O chefe do executivo cessante baseou a campanha eleitoral sobretudo na operação de vacinação contra a covid-19, considerada a maior a nível mundial, mas a oposição não deixou esquecer o julgamento de Netanyahu por corrupção em três casos diferentes, iniciado há alguns meses e que tem alimentado manifestações contra ele todos os sábados há 39 semanas.

Netanyahu aposta na aliança com os partidos religiosos (ultraortodoxos) e, facto novo, com a extrema-direita, enquanto Lapid conta com um acordo com partidos de esquerda e do centro, mas também os de direita decepcionados com o primeiro-ministro.

 

Segundo as sondagens divulgadas à hora do encerramento das mesas de voto (20h00 locais, 22h00 em Lisboa) pelos canais Kan (público), 12 e 13, Netanyahu está à frente nas projeções, mas sem a desejada maioria parlamentar.

Para conseguir a maioria no Knesset, o parlamento israelita, o Likud de Netanyahu precisará de acordar uma coligação com outro partido.

O caminho para a maioria deverá passar pelo partido de extrema-direita Yamina, de Naftali Bennett, que deverá ser o quarto mais votado.

O Knesset tem 120 assentos, pelo que 61 deputados são necessários para alcançar a maioria.

Neste momento as projeções apontam para que o Likud garanta entre 53 a 54 lugares no Knesset. O Yamina pode assegurar sete lugares, que serão cobiçados pelo Likud para conseguir a maioria.

Se não conseguir a maioria, Israel pode enfrentar novo impasse político e poderá ser necessário avançar para a quinta eleição legislativa consecutiva, algo inédito em Israel.

A afluência às eleições legislativas em Israel situava-se, duas horas antes do fecho das urnas, em 60,9%, significativamente abaixo da registada nos mais recentes atos eleitorais.

Desde as 12:00, a afluência às mesas de voto, nas quartas eleições em menos de dois anos, é a mais baixa desde 2009, tendência que se terá mantido ao longo do dia.

Nas eleições de março de 2020 a 71% dos eleitores israelitas exerceram o direito de voto, acima do registado nas de setembro de 2019 (69,4%) e de abril do mesmo ano (67,9%).

O Presidente de Israel, Reuven Rivlin, incentivou hoje os israelitas a deslocarem-se às urnas para romper o bloqueio político sem precedentes que o país vive.

Após votar hoje em Jerusalém, o primeiro-ministro cessante, Benjamin Netanyahu, disse esperar que esta seja "a última eleição" para acabar com a crise política no Estado hebreu, mas os resultados das sondagens não indicam que seja fácil conseguir uma maioria para um Governo que dê estabilidade ao país.

O líder da oposição, Yair Lapid, apelou à população para votar na sua formação centrista Yesh Atid e rejeitar o Likud (direita) de Netanyahu: "ou o Yesh Atid é forte ou temos um governo das trevas, racista e homofóbico".

O chefe do executivo cessante baseou a campanha eleitoral sobretudo na operação de vacinação contra a covid-19, considerada a maior a nível mundial, mas a oposição não deixou esquecer o julgamento de Netanyahu por corrupção em três casos diferentes, iniciado há alguns meses e que tem alimentado manifestações contra ele todos os sábados há 39 semanas.

Netanyahu aposta na aliança com os partidos religiosos (ultraortodoxos) e, facto novo, com a extrema-direita, enquanto Lapid conta com um acordo com partidos de esquerda e do centro, mas também os de direita decepcionados com o primeiro-ministro.