Pelo menos 42 jornalistas mortos em serviço em 2020

  • Jornalistas angolanos no exercício das suas actividades
Paris - A Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ) indicou hoje que pelo menos 42 profissionais foram mortos em serviço em 2020, ano em que outros 235 estão actualmente na prisão por questões relacionadas com o seu trabalho.

Num comunicado, a FIJ ressalva que o número de mortes é um pouco semelhante ao registado há 30 anos, quando a organização começou a contar anualmente os profissionais da comunicação social mortos no cumprimento das suas funções.

No entanto, num relatório que será divulgado oficialmente quinta-feira, Dia Internacional dos Direitos Humanos, a FIJ avisa contra a complacência face à situação.

A divulgação do documento também coincide com a realização de uma conferência 'online' sobre a Liberdade de Informação, organizada pelo Governo dos Países Baixos e pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), iniciada hoje.

"A diminuição dos assassínios de jornalistas nos últimos anos não pode disfarçar o perigo de morte e as ameaças aos jornalistas continuam a fazer parte do seu dia a dia", refere o secretário-geral da FIJ, Anthony Bellanger.

Nas três últimas décadas, a FIJ contabilizou 2.658 jornalistas mortos no exercício das suas funções.

"Não são apenas estatísticas. São amigos e camaradas que dedicaram as suas vidas [à profissão] e pagaram com a morte o seu trabalho como jornalistas. Talvez não se lembrem deles, mas nós continuaremos a investigar cada caso, pressionando os governos e as instituições de justiça para levar os assassinos à justiça", acrescentou Bellanger.

Este ano, e pela quarta vez nos últimos cinco anos, o México lidera a lista de países em que mais jornalistas foram mortos, com 13, seguido pelo Paquistão (cinco) e pelo Afeganistão, Índia, Iraque e Nigéria (todos com três).

A FIJ, com cerca de 600.000 membros em 150 países, também contabiliza os jornalistas que foram presos, frequentemente sem qualquer acusação, por governos "desejosos de escapar ao escrutínio" das suas acções.

"Estes dados apontam para o grande abuso cometido por governos que procuram proteger-se contra a responsabilização de jornalistas na prisão e negando-lhes o devido julgamento", afirmou, por seu lado, o presidente da federação, Younes Mjahed.

"O número impressionante dos nossos camaradas detidos é um lembrete sóbrio do preço exato que jornalistas de todo o mundo pagam pela sua busca pela verdade no interesse público", acrescentou.

A directora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, disse que a conferência de Haia vai ilustrar o papel essencial dos jornalistas na sociedade.

"Os jornalistas não estão apenas a transmitir informações vitais durante a pandemia, mas também nos ajudam a distinguir todas as formas de verdade da falsidade, o que é fundamental para nosso contrato social", exemplificou Azoulay.

Por seu lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros holandês, Stef Blok, abriu hoje a conferência e reuniu-se com dezenas de outros homólogos para discutir uma melhor proteção para os profissionais da comunicação social.

"Os jornalistas devem ser mais bem protegidos em todo o mundo, para que possam desempenhar o seu papel de vigilantes da democracia", defendeu Blok.

Num comunicado, a FIJ ressalva que o número de mortes é um pouco semelhante ao registado há 30 anos, quando a organização começou a contar anualmente os profissionais da comunicação social mortos no cumprimento das suas funções.

No entanto, num relatório que será divulgado oficialmente quinta-feira, Dia Internacional dos Direitos Humanos, a FIJ avisa contra a complacência face à situação.

A divulgação do documento também coincide com a realização de uma conferência 'online' sobre a Liberdade de Informação, organizada pelo Governo dos Países Baixos e pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), iniciada hoje.

"A diminuição dos assassínios de jornalistas nos últimos anos não pode disfarçar o perigo de morte e as ameaças aos jornalistas continuam a fazer parte do seu dia a dia", refere o secretário-geral da FIJ, Anthony Bellanger.

Nas três últimas décadas, a FIJ contabilizou 2.658 jornalistas mortos no exercício das suas funções.

"Não são apenas estatísticas. São amigos e camaradas que dedicaram as suas vidas [à profissão] e pagaram com a morte o seu trabalho como jornalistas. Talvez não se lembrem deles, mas nós continuaremos a investigar cada caso, pressionando os governos e as instituições de justiça para levar os assassinos à justiça", acrescentou Bellanger.

Este ano, e pela quarta vez nos últimos cinco anos, o México lidera a lista de países em que mais jornalistas foram mortos, com 13, seguido pelo Paquistão (cinco) e pelo Afeganistão, Índia, Iraque e Nigéria (todos com três).

A FIJ, com cerca de 600.000 membros em 150 países, também contabiliza os jornalistas que foram presos, frequentemente sem qualquer acusação, por governos "desejosos de escapar ao escrutínio" das suas acções.

"Estes dados apontam para o grande abuso cometido por governos que procuram proteger-se contra a responsabilização de jornalistas na prisão e negando-lhes o devido julgamento", afirmou, por seu lado, o presidente da federação, Younes Mjahed.

"O número impressionante dos nossos camaradas detidos é um lembrete sóbrio do preço exato que jornalistas de todo o mundo pagam pela sua busca pela verdade no interesse público", acrescentou.

A directora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, disse que a conferência de Haia vai ilustrar o papel essencial dos jornalistas na sociedade.

"Os jornalistas não estão apenas a transmitir informações vitais durante a pandemia, mas também nos ajudam a distinguir todas as formas de verdade da falsidade, o que é fundamental para nosso contrato social", exemplificou Azoulay.

Por seu lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros holandês, Stef Blok, abriu hoje a conferência e reuniu-se com dezenas de outros homólogos para discutir uma melhor proteção para os profissionais da comunicação social.

"Os jornalistas devem ser mais bem protegidos em todo o mundo, para que possam desempenhar o seu papel de vigilantes da democracia", defendeu Blok.