Pfizer confirma negociações com Bruxelas sobre vacinas para 2022 e 2023

  • Vacina contra a Covid-19
Bruxelas - A farmacêutica Pfizer confirmou hoje à agência Lusa estar em negociações com a Comissão Europeia para a produção de 1,8 mil milhões de doses de vacinas contra as novas variantes do coronavírus SARS-CoV-2 destinadas à União Europeia até 2023.

"A Pfizer pode confirmar que estamos em negociações com a Comissão Europeia, e muitos outros países em todo o mundo, para contratos plurianuais de fornecimento de vacinas covid-19 para 2022 e 2023", indica a empresa em resposta escrita enviada à Lusa.

A farmacêutica adianta querer ser "um parceiro a longo prazo das autoridades sanitárias em todo o mundo na luta contra esta pandemia mortal".

Também hoje, a Comissão Europeia anunciou ter escolhido as farmacêuticas BioNTech/Pfizer para produzir 1,8 mil milhões de doses de vacinas contra as novas variantes do SARS-CoV-2, negociações que arrancam agora e visam a "fase seguinte" do combate à pandemia.

"É evidente que, para derrotar o vírus de forma decisiva, teremos de estar preparados para a fase seguinte: a certa altura, poderemos precisar de reforços para reforçar e prolongar a imunidade e, se forem detectadas mutações, teremos de desenvolver vacinas que sejam adaptadas a novas variantes, das quais precisaremos rapidamente e em quantidades suficientes", disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Numa curta declaração à imprensa em Bruxelas, a responsável anunciou que, por isso, Bruxelas está agora "entrar numa negociação com a BioNTech/Pfizer".

Na passada sexta-feira, fonte oficial da Comissão Europeia já tinha avançado à Lusa que a instituição iria convidar uma farmacêutica com vacina de covid-19 assente na tecnologia do ARN mensageiro para produzir 1,8 mil milhões de doses contra as novas variantes do vírus, sabendo-se agora que a escolha recaiu sobre a BioNTech/Pfizer.

Na altura, a mesma fonte explicou à Lusa que, além da tecnologia do ARN mensageiro, pesaram nesta selecção critérios como a produção na UE e o cumprimento das regras de fiabilidade.

A fonte precisou que este contrato prevê a compra inicial de 900 milhões de doses e com a opção de compra de mais 900 milhões.

Após o convite directo, caberá agora à Pfizer/BioNTech fazer uma oferta, que será negociada entre as partes, prevendo nomeadamente obrigações mensais de entrega (em vez de ser por trimestre, como actualmente).

A campanha de vacinação da UE tem sido marcada por atrasos na entrega de vacinas por parte da AstraZeneca e agora da Janssen (grupo Johnson & Johnson), depois de terem sido registados casos raros de formação de coágulos sanguíneos após a toma de ambos os fármacos.

Actualmente, estão aprovadas quatro vacinas na UE: Comirnaty (nome comercial da vacina Pfizer/BioNTech), Moderna, Vaxzevria (novo nome da vacina da AstraZeneca) e Janssen.

Ainda hoje, o executivo comunitário anunciou a aquisição adicional de 50 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 da BioNTech/Pfizer, elevando para 250 milhões o total para entrega neste segundo trimestre, após problemas com o fármaco da Janssen.

"A Pfizer pode confirmar que estamos em negociações com a Comissão Europeia, e muitos outros países em todo o mundo, para contratos plurianuais de fornecimento de vacinas covid-19 para 2022 e 2023", indica a empresa em resposta escrita enviada à Lusa.

A farmacêutica adianta querer ser "um parceiro a longo prazo das autoridades sanitárias em todo o mundo na luta contra esta pandemia mortal".

Também hoje, a Comissão Europeia anunciou ter escolhido as farmacêuticas BioNTech/Pfizer para produzir 1,8 mil milhões de doses de vacinas contra as novas variantes do SARS-CoV-2, negociações que arrancam agora e visam a "fase seguinte" do combate à pandemia.

"É evidente que, para derrotar o vírus de forma decisiva, teremos de estar preparados para a fase seguinte: a certa altura, poderemos precisar de reforços para reforçar e prolongar a imunidade e, se forem detectadas mutações, teremos de desenvolver vacinas que sejam adaptadas a novas variantes, das quais precisaremos rapidamente e em quantidades suficientes", disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Numa curta declaração à imprensa em Bruxelas, a responsável anunciou que, por isso, Bruxelas está agora "entrar numa negociação com a BioNTech/Pfizer".

Na passada sexta-feira, fonte oficial da Comissão Europeia já tinha avançado à Lusa que a instituição iria convidar uma farmacêutica com vacina de covid-19 assente na tecnologia do ARN mensageiro para produzir 1,8 mil milhões de doses contra as novas variantes do vírus, sabendo-se agora que a escolha recaiu sobre a BioNTech/Pfizer.

Na altura, a mesma fonte explicou à Lusa que, além da tecnologia do ARN mensageiro, pesaram nesta selecção critérios como a produção na UE e o cumprimento das regras de fiabilidade.

A fonte precisou que este contrato prevê a compra inicial de 900 milhões de doses e com a opção de compra de mais 900 milhões.

Após o convite directo, caberá agora à Pfizer/BioNTech fazer uma oferta, que será negociada entre as partes, prevendo nomeadamente obrigações mensais de entrega (em vez de ser por trimestre, como actualmente).

A campanha de vacinação da UE tem sido marcada por atrasos na entrega de vacinas por parte da AstraZeneca e agora da Janssen (grupo Johnson & Johnson), depois de terem sido registados casos raros de formação de coágulos sanguíneos após a toma de ambos os fármacos.

Actualmente, estão aprovadas quatro vacinas na UE: Comirnaty (nome comercial da vacina Pfizer/BioNTech), Moderna, Vaxzevria (novo nome da vacina da AstraZeneca) e Janssen.

Ainda hoje, o executivo comunitário anunciou a aquisição adicional de 50 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 da BioNTech/Pfizer, elevando para 250 milhões o total para entrega neste segundo trimestre, após problemas com o fármaco da Janssen.