PM britânico reitera oposição a referendo para independência em visita à Escócia

  • Boris Johnson, Primeiro Ministro Britanico
Londres - O primeiro-ministro britânico deslocou-se hoje à Escócia para expressar a sua oposição a um novo referendo sobre a independência escocesa e elogiar os méritos da unidade nacional, num momento de descontentamento alimentado pelo 'Brexit' e pela gestão da pandemia.

"Penso que não é bom continuar a falar sobre outro referendo", disse Boris Johnson durante a visita, que foi focada na resposta à actual crise sanitária da doença covid-19.

"O que as pessoas deste país desejam, o que os escoceses desejam acima de tudo, é que lutemos juntos contra esta pandemia", prosseguiu o primeiro-ministro britânico.

E reforçou: "Não vejo qualquer interesse em nos perdemos numa disputa constitucional inútil, quando, afinal de contas, tivemos um referendo não há muito tempo".

Durante a visita, o primeiro-ministro britânico visitou o laboratório do Queen Elizabeth University Hospital, em Glasgow, onde os testes ao novo coronavírus são processados, e encontrou-se com militares que estavam a montar um centro de vacinação.

Boris Johnson argumentou que a Escócia beneficia directamente da estratégia do seu Governo para a obtenção de vacinas de forma rápida.

"Estou aqui na qualidade de primeiro-ministro de todo um país para agradecer aos funcionários e aos prestadores de serviços públicos que trabalham arduamente em toda a Grã-Bretanha e que estão a fazer um trabalho fantástico", disse.

A visita de Boris Johnson surge a três meses das eleições regionais escocesas, nas quais os separatistas do Partido Nacionalista Escocês (SNP) são favoritos para renovar a maioria absoluta.

A decisão de convocar uma nova consulta pública na Escócia recai sobre o primeiro-ministro conservador britânico, após o referendo de 2014 no qual 55% dos escoceses votaram pela permanência no Reino Unido.

Esta viagem de Boris Johnson é vista como uma operação de charme perante a crescente popularidade da independência entre os escoceses, alimentada pelo descontentamento com o 'Brexit' (processo da saída britânica da União Europeia) e a gestão da crise pandémica.

A chefe do governo escocês e líder do SNP, Nicola Sturgeon, defende há vários meses um novo referendo de autodeterminação, que deseja realizar após a pandemia se houver uma maioria pró-independência no Parlamento escocês nas eleições locais de maio.

A par das críticas relacionadas com a politização desta viagem, Boris Johnson também está a ser criticado por não estar a cumprir as medidas restritivas em vigor para travar a progressão da pandemia da doença covid-19 no Reino Unido, especialmente da nova variante do SARS-Cov-2 detetada no país e que foi identificada como mais contagiosa e potencialmente, segundo Londres, como mais mortífera.

Nicola Sturgeon admitiu na quarta-feira que não estava "eufórica" com esta viagem de Boris Johnson e questionou mesmo se seria "essencial" tendo em conta que não é aconselhável viajar dentro do Reino Unido em plena pandemia.

"Como líderes, devemos dar o exemplo", ressaltou na mesma ocasião.

O Reino Unido tornou-se na terça-feira o primeiro país europeu a ultrapassar as 100 mil mortes associadas à doença covid-19.

"Penso que não é bom continuar a falar sobre outro referendo", disse Boris Johnson durante a visita, que foi focada na resposta à actual crise sanitária da doença covid-19.

"O que as pessoas deste país desejam, o que os escoceses desejam acima de tudo, é que lutemos juntos contra esta pandemia", prosseguiu o primeiro-ministro britânico.

E reforçou: "Não vejo qualquer interesse em nos perdemos numa disputa constitucional inútil, quando, afinal de contas, tivemos um referendo não há muito tempo".

Durante a visita, o primeiro-ministro britânico visitou o laboratório do Queen Elizabeth University Hospital, em Glasgow, onde os testes ao novo coronavírus são processados, e encontrou-se com militares que estavam a montar um centro de vacinação.

Boris Johnson argumentou que a Escócia beneficia directamente da estratégia do seu Governo para a obtenção de vacinas de forma rápida.

"Estou aqui na qualidade de primeiro-ministro de todo um país para agradecer aos funcionários e aos prestadores de serviços públicos que trabalham arduamente em toda a Grã-Bretanha e que estão a fazer um trabalho fantástico", disse.

A visita de Boris Johnson surge a três meses das eleições regionais escocesas, nas quais os separatistas do Partido Nacionalista Escocês (SNP) são favoritos para renovar a maioria absoluta.

A decisão de convocar uma nova consulta pública na Escócia recai sobre o primeiro-ministro conservador britânico, após o referendo de 2014 no qual 55% dos escoceses votaram pela permanência no Reino Unido.

Esta viagem de Boris Johnson é vista como uma operação de charme perante a crescente popularidade da independência entre os escoceses, alimentada pelo descontentamento com o 'Brexit' (processo da saída britânica da União Europeia) e a gestão da crise pandémica.

A chefe do governo escocês e líder do SNP, Nicola Sturgeon, defende há vários meses um novo referendo de autodeterminação, que deseja realizar após a pandemia se houver uma maioria pró-independência no Parlamento escocês nas eleições locais de maio.

A par das críticas relacionadas com a politização desta viagem, Boris Johnson também está a ser criticado por não estar a cumprir as medidas restritivas em vigor para travar a progressão da pandemia da doença covid-19 no Reino Unido, especialmente da nova variante do SARS-Cov-2 detetada no país e que foi identificada como mais contagiosa e potencialmente, segundo Londres, como mais mortífera.

Nicola Sturgeon admitiu na quarta-feira que não estava "eufórica" com esta viagem de Boris Johnson e questionou mesmo se seria "essencial" tendo em conta que não é aconselhável viajar dentro do Reino Unido em plena pandemia.

"Como líderes, devemos dar o exemplo", ressaltou na mesma ocasião.

O Reino Unido tornou-se na terça-feira o primeiro país europeu a ultrapassar as 100 mil mortes associadas à doença covid-19.