PR francês advoga uma Europa "mais rápida e eficaz" no lançamento da conferência

  • Presidente de França, Emanuel Macron
Paris - O Presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu hoje, em Estrasburgo, a necessidade de a União Europeia ser "mais rápida e eficaz", no lançamento oficial da Conferência sobre o Futuro da Europa, que espera que contribua para "um novo alento democrático".

"A nossa democracia europeia é uma democracia de compromisso e de equilíbrio, o que é uma virtude que devemos proteger como um tesouro, mas também é uma debilidade quando se perde nos seus próprios procedimentos", observou Macron, comentando que "tal não é uma fatalidade", pois é possível "recuperar a eficácia e a ambição".

O chefe de Estado francês, que proferiu o discurso inaugural da cerimónia oficial de inauguração da Conferência sobre o Futuro da Europa, celebrada hoje, em formato híbrido, no Parlamento Europeu, na localidade francesa de Estrasburgo, defendeu que, "perante o autoritarismo, a única resposta válida é a autoridade da democracia, e esta só pode ser ganha através da eficácia e rapidez".

"Temos de chegar a uma eficácia e ambição para, perante crises e adversidades, podermos decidir de forma mais rápida e, sobretudo, de forma mais decidida", defendeu, dando como exemplo os "meses" que a UE leva a tomar decisões de investimento "cinco ou dez vezes menores" que aqueles decididos pelos Estados Unidos.

Insistindo que "isto não é uma fatalidade", Macron comentou então que "o momento do lançamento da Conferência sobre o Futuro da Europa é essencial, pois esta é a altura de escolher o caminho do futuro, com um novo alento democrático colectivo".

Na sua intervenção, enquanto co-presidente da Conferência na condição de presidente em exercício do Conselho da UE, também o primeiro-ministro português, António Costa, apontou a necessidade de a Europa aperfeiçoar o seu processo de tomada de decisão.

António Costa argumentou que "o Tratado de Lisboa teve o cuidado de proporcionar a necessária flexibilidade, através das cláusulas `passerelle` e de mecanismos de cooperação reforçadas", para que não seja necessário a Europa ficar confrontada com "a opção dramática entre a paralisia de todos por falta de vontade de alguns ou a ruptura destes com os que querem ir mais longe e/ou mais rapidamente".

Prevista originalmente para ter início em Maio de 2020 e durar dois anos, a conferência foi adiada não só devido à pandemia da covid-19, mas também a diferenças em torno do modelo de governação deste fórum, ultrapassadas apenas este ano, já durante a presidência portuguesa da UE, e prolongar-se-á até ao verão de 2022.

Embora já tenha sido lançada, em 19 de Abril, a plataforma digital multilingue destinada aos cidadãos, para que estes possam contribuir com ideias e eventos desde toda a Europa, a Conferência teve hoje ao início da tarde a sua cerimónia oficial de lançamento, que, devido à situação epidemiológica ainda delicada, designadamente em França, decorreu em formato híbrido, mas ainda assim com `pompa e circunstância`.

No evento, e depois do discurso de boas-vindas do Presidente francês, Emmanuel Macron, intervieram António Costa e os outros dois co-presidentes da Conferência, os presidentes da Comissão, Ursula von der Leyen, e do Parlamento Europeu, David Sassoli, com intervalos musicais entre si.

Também os co-presidentes do Conselho Executivo da Conferência, entre os quais a secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Ana Paula Zacarias, tiveram oportunidade de intervir, respondendo no palco a questões colocadas por cidadãos, `presentes` na cerimónia por videoconferência.

"A nossa democracia europeia é uma democracia de compromisso e de equilíbrio, o que é uma virtude que devemos proteger como um tesouro, mas também é uma debilidade quando se perde nos seus próprios procedimentos", observou Macron, comentando que "tal não é uma fatalidade", pois é possível "recuperar a eficácia e a ambição".

O chefe de Estado francês, que proferiu o discurso inaugural da cerimónia oficial de inauguração da Conferência sobre o Futuro da Europa, celebrada hoje, em formato híbrido, no Parlamento Europeu, na localidade francesa de Estrasburgo, defendeu que, "perante o autoritarismo, a única resposta válida é a autoridade da democracia, e esta só pode ser ganha através da eficácia e rapidez".

"Temos de chegar a uma eficácia e ambição para, perante crises e adversidades, podermos decidir de forma mais rápida e, sobretudo, de forma mais decidida", defendeu, dando como exemplo os "meses" que a UE leva a tomar decisões de investimento "cinco ou dez vezes menores" que aqueles decididos pelos Estados Unidos.

Insistindo que "isto não é uma fatalidade", Macron comentou então que "o momento do lançamento da Conferência sobre o Futuro da Europa é essencial, pois esta é a altura de escolher o caminho do futuro, com um novo alento democrático colectivo".

Na sua intervenção, enquanto co-presidente da Conferência na condição de presidente em exercício do Conselho da UE, também o primeiro-ministro português, António Costa, apontou a necessidade de a Europa aperfeiçoar o seu processo de tomada de decisão.

António Costa argumentou que "o Tratado de Lisboa teve o cuidado de proporcionar a necessária flexibilidade, através das cláusulas `passerelle` e de mecanismos de cooperação reforçadas", para que não seja necessário a Europa ficar confrontada com "a opção dramática entre a paralisia de todos por falta de vontade de alguns ou a ruptura destes com os que querem ir mais longe e/ou mais rapidamente".

Prevista originalmente para ter início em Maio de 2020 e durar dois anos, a conferência foi adiada não só devido à pandemia da covid-19, mas também a diferenças em torno do modelo de governação deste fórum, ultrapassadas apenas este ano, já durante a presidência portuguesa da UE, e prolongar-se-á até ao verão de 2022.

Embora já tenha sido lançada, em 19 de Abril, a plataforma digital multilingue destinada aos cidadãos, para que estes possam contribuir com ideias e eventos desde toda a Europa, a Conferência teve hoje ao início da tarde a sua cerimónia oficial de lançamento, que, devido à situação epidemiológica ainda delicada, designadamente em França, decorreu em formato híbrido, mas ainda assim com `pompa e circunstância`.

No evento, e depois do discurso de boas-vindas do Presidente francês, Emmanuel Macron, intervieram António Costa e os outros dois co-presidentes da Conferência, os presidentes da Comissão, Ursula von der Leyen, e do Parlamento Europeu, David Sassoli, com intervalos musicais entre si.

Também os co-presidentes do Conselho Executivo da Conferência, entre os quais a secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Ana Paula Zacarias, tiveram oportunidade de intervir, respondendo no palco a questões colocadas por cidadãos, `presentes` na cerimónia por videoconferência.