Presidente da Assembleia Geral denuncia ineficácia do Conselho de Segurança

  • Sede da ONU em Nova Iorque
Nova Iorque - O Presidente da Assembleia Geral da ONU, Volkan Bozkir, denunciou hoje a “ineficácia” do Conselho de Segurança da organização, criticando os “interesses concorrentes” dos seus membros.

As críticas foram feitas numa sessão de abertura da Assembleia Geral em que vai ser debatida a vasta reforma da organização.

“Por diversas vezes, o Conselho faltou à sua responsabilidade de manter a paz e a segurança internacionais. Os interesses económicos dos seus membros e os recursos frequentes ao veto limitam a eficácia do Conselho de Segurança”, afirmou o antigo ministro turco, sem avançar com exemplos concretos.

As críticas em relação a uma instituição que está por reformar há décadas juntam-se às do Presidente francês, Emmanuel Macron, que considerou, numa entrevista hoje ao portal noticioso Le Grand Continent, que o Conselho de Segurança “já não aprova “soluções úteis”.

“Mesmo em algumas crises humanitárias mais urgentes, o Conselho não pode dar uma resposta oportuna e adequada. É um grave revés em relação aos princípios fundadores da ONU e aos nossos esforços comuns para construir um mundo pacífico”, prosseguiu o diplomata turco.

“Se a ONU necessita de reformas mais profundas, é evidente que a reforma do Conselho de Segurança é um imperativo inevitável e difícil, mas essencial”, insistiu.

Após o surgimento da pandemia de covid-19 no início do ano, o Conselho de Segurança reuniu-se muito poucas vezes para debater o tema.

Nesse sentido, demorou mais de três meses para superar as diferenças entre os Estados Unidos e a China para aprovar a 01 de Julho uma resolução para pedir maior cooperação internacional e para apoiar um pedido do secretário-geral da ONU, António Guterres, para se imporem cessar-fogos em países em conflito para facilitar a luta contra a doença.

No debate hoje iniciado, os 193 membros da ONU vão analisar o uso do direito de veto e o privilégio dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança (China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia), nomeadamente o alargamento do órgão, bem como a representatividade regional e os métodos de trabalho.

O Conselho de Segurança, que pode decidir sobre sanções internacionais e o uso da força no mundo, integra 15 membros: além dos cinco membros permanentes, congrega 10 não permanentes por um mandato de dois anos, metade dos quais renovados anualmente.

As críticas foram feitas numa sessão de abertura da Assembleia Geral em que vai ser debatida a vasta reforma da organização.

“Por diversas vezes, o Conselho faltou à sua responsabilidade de manter a paz e a segurança internacionais. Os interesses económicos dos seus membros e os recursos frequentes ao veto limitam a eficácia do Conselho de Segurança”, afirmou o antigo ministro turco, sem avançar com exemplos concretos.

As críticas em relação a uma instituição que está por reformar há décadas juntam-se às do Presidente francês, Emmanuel Macron, que considerou, numa entrevista hoje ao portal noticioso Le Grand Continent, que o Conselho de Segurança “já não aprova “soluções úteis”.

“Mesmo em algumas crises humanitárias mais urgentes, o Conselho não pode dar uma resposta oportuna e adequada. É um grave revés em relação aos princípios fundadores da ONU e aos nossos esforços comuns para construir um mundo pacífico”, prosseguiu o diplomata turco.

“Se a ONU necessita de reformas mais profundas, é evidente que a reforma do Conselho de Segurança é um imperativo inevitável e difícil, mas essencial”, insistiu.

Após o surgimento da pandemia de covid-19 no início do ano, o Conselho de Segurança reuniu-se muito poucas vezes para debater o tema.

Nesse sentido, demorou mais de três meses para superar as diferenças entre os Estados Unidos e a China para aprovar a 01 de Julho uma resolução para pedir maior cooperação internacional e para apoiar um pedido do secretário-geral da ONU, António Guterres, para se imporem cessar-fogos em países em conflito para facilitar a luta contra a doença.

No debate hoje iniciado, os 193 membros da ONU vão analisar o uso do direito de veto e o privilégio dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança (China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia), nomeadamente o alargamento do órgão, bem como a representatividade regional e os métodos de trabalho.

O Conselho de Segurança, que pode decidir sobre sanções internacionais e o uso da força no mundo, integra 15 membros: além dos cinco membros permanentes, congrega 10 não permanentes por um mandato de dois anos, metade dos quais renovados anualmente.