Presidente dos EUA falará em breve com Benjamin Netanyahu

  • Presidente dos EUA, Joe Biden
Washington - O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, falará "em breve" com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse hoje a Casa Branca, depois de se levantarem vozes para denunciar um atraso invulgar.

Mais de três semanas depois da chegada à presidência, Joe Biden ainda não teve qualquer contacto com o chefe do Governo israelita que foi particularmente mimado por Donald Trump, com quem demonstrou em todas as oportunidades a sua cumplicidade.

Por outro lado, Biden falou com muitos líderes de países aliados (Reino Unido, França, Alemanha, Japão ...) e vários outros como o primeiro-ministro indiano Narendra Modi ou o Presidente chinês Xi Jinping.

Reafirmando a importância dos laços entre os Estados Unidos e Israel, a porta-voz da Casa Branca Jen Psaki manteve-se evasiva quanto a futuros contactos entre os dois homens.

"Ele (Joe Biden) falará com ele (Benjamin Netanyahu) em breve, mas não tenho uma data específica", disse simplesmente Psaki, sem especificar se a chamada teria lugar antes das eleições legislativas israelitas de 23 de Março.

Nikki Haley, uma ex-embaixadora da ONU durante a administração de Donald Trump, acusou o Governo Biden de "desdenhar" um "amigo como Israel" enquanto fazia "amigos" com "um inimigo como o Irão.

O Presidente democrata não parece ter pressa em se envolver no pântano israelo-palestiniano, sobre o qual Donald Trump multiplicou decisões unilaterais muito favoráveis ao Estado judaico, rompendo com o consenso internacional.

A nova equipa diplomática americana ainda tem de definir a sua posição sobre várias destas decisões controversas. Embora tenha dito querer regressar à "solução de dois Estados", Biden também confirmou o reconhecimento de Jerusalém como a capital de Israel, o que é denegado pelos palestinianos.

Quando questionado hoje sobre se um futuro Estado palestiniano poderá ter a sua capital em Jerusalém Oriental, o porta-vos do departamento de Estado dos Estados Unidos, Ned Price, respondeu que "o estatuto final de Jerusalém" terá de "ser resolvido pelas partes em negociações directas".

E quando questionado sobre a decisão do antigo Governo republicano de deixar de considerar os colonatos israelitas na Cisjordânia como sendo contrários ao direito internacional, Ned Price também ignorou, ao não dizer se a administração Biden queria inverter esta mudança política altamente controversa.

"É crucial que as partes se abstenham de quaisquer decisões unilaterais que possam exacerbar as tensões e minar os esforços para promover uma solução de dois Estados", afirmou, citando entre essas decisões uma proibição de todas as "actividades relacionadas com a colonização", bem como a "anexação de território", "demolições de casas", "incitamento à violência" e "o pagamento de indemnizações a indivíduos na prisão por actos de terrorismo".

Mais de três semanas depois da chegada à presidência, Joe Biden ainda não teve qualquer contacto com o chefe do Governo israelita que foi particularmente mimado por Donald Trump, com quem demonstrou em todas as oportunidades a sua cumplicidade.

Por outro lado, Biden falou com muitos líderes de países aliados (Reino Unido, França, Alemanha, Japão ...) e vários outros como o primeiro-ministro indiano Narendra Modi ou o Presidente chinês Xi Jinping.

Reafirmando a importância dos laços entre os Estados Unidos e Israel, a porta-voz da Casa Branca Jen Psaki manteve-se evasiva quanto a futuros contactos entre os dois homens.

"Ele (Joe Biden) falará com ele (Benjamin Netanyahu) em breve, mas não tenho uma data específica", disse simplesmente Psaki, sem especificar se a chamada teria lugar antes das eleições legislativas israelitas de 23 de Março.

Nikki Haley, uma ex-embaixadora da ONU durante a administração de Donald Trump, acusou o Governo Biden de "desdenhar" um "amigo como Israel" enquanto fazia "amigos" com "um inimigo como o Irão.

O Presidente democrata não parece ter pressa em se envolver no pântano israelo-palestiniano, sobre o qual Donald Trump multiplicou decisões unilaterais muito favoráveis ao Estado judaico, rompendo com o consenso internacional.

A nova equipa diplomática americana ainda tem de definir a sua posição sobre várias destas decisões controversas. Embora tenha dito querer regressar à "solução de dois Estados", Biden também confirmou o reconhecimento de Jerusalém como a capital de Israel, o que é denegado pelos palestinianos.

Quando questionado hoje sobre se um futuro Estado palestiniano poderá ter a sua capital em Jerusalém Oriental, o porta-vos do departamento de Estado dos Estados Unidos, Ned Price, respondeu que "o estatuto final de Jerusalém" terá de "ser resolvido pelas partes em negociações directas".

E quando questionado sobre a decisão do antigo Governo republicano de deixar de considerar os colonatos israelitas na Cisjordânia como sendo contrários ao direito internacional, Ned Price também ignorou, ao não dizer se a administração Biden queria inverter esta mudança política altamente controversa.

"É crucial que as partes se abstenham de quaisquer decisões unilaterais que possam exacerbar as tensões e minar os esforços para promover uma solução de dois Estados", afirmou, citando entre essas decisões uma proibição de todas as "actividades relacionadas com a colonização", bem como a "anexação de território", "demolições de casas", "incitamento à violência" e "o pagamento de indemnizações a indivíduos na prisão por actos de terrorismo".