Presidente francês recebeu Pompeo já a pensar no Governo de Joe Biden

  • Presidente de França, Emanuel Macron
Paris - O Presidente francês, Emmanuel Macron, recebeu hoje o chefe da diplomacia norte-americana, Mike Pompeo, depois de informar o Presidente eleito dos EUA, Joe Biden, da reunião.

O chefe de Estado francês encontrou-se com o secretário de Estado norte-americano no final da manhã de hoje, no palácio do Eliseu, longe das câmaras e dos microfones, tal como já tinha acontecido, horas antes, na reunião de Pompeo com o ministro dos Negócios Estrangeiros, francês, Jean-Yves Le Drian.

O Governo francês enfatizou que recebeu Mike Pompeo a pedido do próprio, "em total transparência com a equipa do Presidente eleito, Joe Biden", quando Paris procura refundar a relação transatlântica por ocasião da mudança política nos EUA.

"Foi normal -- e respeitoso com as instituições americanas -- que fosse recebido", disse uma fonte da diplomacia francesa, referindo-se ao facto de o secretário de Estado ter sido recebido a poucas semanas da posse de um novo Presidente.

Emmanuel Macron foi um dos primeiros a parabenizar o democrata pela sua eleição, tendo falado com ele por telefone, apesar de o republicano Trump ainda não ter reconhecido a sua derrota, mais de uma semana após o anúncio dos resultados.

Também Mike Pompeo, antes de partir para uma viagem pela Europa e pelo Médio Oriente, da qual Paris foi a primeira etapa, se recusou a reconhecer a vitória de Joe Biden.

"Haverá uma transição suave para um segundo Governo Trump", disse o secretário de Estado, criticando os líderes estrangeiros que já reconheceram a vitória de Biden.

Neste ambiente incomum, os responsáveis diplomáticos dos dois países deverão ter abordado temas de interesse partilhado, como o da retirada das tropas norte-americanas do Afeganistão e do Iraque, defendida por Donald Trump e criticada por Paris.

Também a retirada unilateral dos EUA do acordo nuclear com o Irão dividiu os dois países, levando a França a procurar salvar este tratado, enquanto aguarda que Biden tome posse e cumpra a promessa eleitoral de retomar os esforços diplomáticos com Teerão.

De acordo com o Departamento de Estado norte-americano, as discussões de hoje terão também abordado o tema da "unidade transatlântica".

Pompeo passou o fim de semana em Paris, numa visita privada com a mulher, Susan, e hoje prestou homenagem às vítimas dos recentes ataques terroristas em França, colocando uma coroa de flores nos jardins do monumento dos Inválidos.

No início da tarde, o secretário de Estado voou para a Turquia, onde deverá encontrar-se com Bartolomeu de Constantinopla, líder espiritual da Igreja Ortodoxa, mas não com as autoridades oficiais turcas, num momento de numerosos litígios com Ancara.

A diplomacia turca ficou ofendida pelo seu desejo de afirmar "a posição firme" dos Estados Unidos sobre a liberdade religiosa, durante esta viagem.

Mike Pompeo continuará a sua viagem pela Geórgia, Jerusalém, passando pelo Golfo antes do regresso a Washington.

O chefe de Estado francês encontrou-se com o secretário de Estado norte-americano no final da manhã de hoje, no palácio do Eliseu, longe das câmaras e dos microfones, tal como já tinha acontecido, horas antes, na reunião de Pompeo com o ministro dos Negócios Estrangeiros, francês, Jean-Yves Le Drian.

O Governo francês enfatizou que recebeu Mike Pompeo a pedido do próprio, "em total transparência com a equipa do Presidente eleito, Joe Biden", quando Paris procura refundar a relação transatlântica por ocasião da mudança política nos EUA.

"Foi normal -- e respeitoso com as instituições americanas -- que fosse recebido", disse uma fonte da diplomacia francesa, referindo-se ao facto de o secretário de Estado ter sido recebido a poucas semanas da posse de um novo Presidente.

Emmanuel Macron foi um dos primeiros a parabenizar o democrata pela sua eleição, tendo falado com ele por telefone, apesar de o republicano Trump ainda não ter reconhecido a sua derrota, mais de uma semana após o anúncio dos resultados.

Também Mike Pompeo, antes de partir para uma viagem pela Europa e pelo Médio Oriente, da qual Paris foi a primeira etapa, se recusou a reconhecer a vitória de Joe Biden.

"Haverá uma transição suave para um segundo Governo Trump", disse o secretário de Estado, criticando os líderes estrangeiros que já reconheceram a vitória de Biden.

Neste ambiente incomum, os responsáveis diplomáticos dos dois países deverão ter abordado temas de interesse partilhado, como o da retirada das tropas norte-americanas do Afeganistão e do Iraque, defendida por Donald Trump e criticada por Paris.

Também a retirada unilateral dos EUA do acordo nuclear com o Irão dividiu os dois países, levando a França a procurar salvar este tratado, enquanto aguarda que Biden tome posse e cumpra a promessa eleitoral de retomar os esforços diplomáticos com Teerão.

De acordo com o Departamento de Estado norte-americano, as discussões de hoje terão também abordado o tema da "unidade transatlântica".

Pompeo passou o fim de semana em Paris, numa visita privada com a mulher, Susan, e hoje prestou homenagem às vítimas dos recentes ataques terroristas em França, colocando uma coroa de flores nos jardins do monumento dos Inválidos.

No início da tarde, o secretário de Estado voou para a Turquia, onde deverá encontrar-se com Bartolomeu de Constantinopla, líder espiritual da Igreja Ortodoxa, mas não com as autoridades oficiais turcas, num momento de numerosos litígios com Ancara.

A diplomacia turca ficou ofendida pelo seu desejo de afirmar "a posição firme" dos Estados Unidos sobre a liberdade religiosa, durante esta viagem.

Mike Pompeo continuará a sua viagem pela Geórgia, Jerusalém, passando pelo Golfo antes do regresso a Washington.