Líbanos sem capacidade para receber mais refugiados sírios, afirma PR

Beirute - O Presidente do Líbano disse hoje que "é impossível continuar a receber" mais refugiados sírios no país, que acolhe cerca de 1,5 milhões, reiterando o apelo à comunidade internacional para que facilite o seu regresso à Síria.

"É impossível continuar a receber a enorme quantidade de refugiados sírios. A comunidade internacional e as Nações Unidas devem trabalhar para devolvê-los às suas aldeias na Síria, que voltaram a ser seguras", disse Michel Aoun, num breve comunicado difundido através da rede social Twitter.

Aoun apelou em diversas ocasiões ao regresso à Síria dos 1,5 milhões de refugiados sírios em território libanês, chegando mesmo a assegurar que o seu retorno às zonas sírias "que se tornaram seguras" retiraria "um grande peso ao Líbano".

O Líbano, com uma população de seis milhões de habitantes, acolhe neste momento mais de um milhão e meio de refugiados sírios que vivem em campos e acampamentos informais, bem como refugiados palestinianos.

Organizações como a Human Rights Watch (HRW) denunciaram várias vezes "as pressões exercidas" pelo Governo libanês para que os refugiados regressem ao seu país de origem, assim como a demolição das suas residências.

Só em 2020, cerca de 15.000 refugiados e 223.000 deslocados internamente regressaram a algumas áreas da Síria, segundo um documento da União Europeia e da ONU divulgado no ano passado, no âmbito da quarta Conferência de Bruxelas (Bélgica).

O conflito da Síria, ainda em curso, devastou o país, de onde fugiram 5.553.896 pessoas para outras partes do mundo, enquanto 6,6 milhões de sírios se encontram deslocados dentro do próprio território, de acordo com dados do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

"É impossível continuar a receber a enorme quantidade de refugiados sírios. A comunidade internacional e as Nações Unidas devem trabalhar para devolvê-los às suas aldeias na Síria, que voltaram a ser seguras", disse Michel Aoun, num breve comunicado difundido através da rede social Twitter.

Aoun apelou em diversas ocasiões ao regresso à Síria dos 1,5 milhões de refugiados sírios em território libanês, chegando mesmo a assegurar que o seu retorno às zonas sírias "que se tornaram seguras" retiraria "um grande peso ao Líbano".

O Líbano, com uma população de seis milhões de habitantes, acolhe neste momento mais de um milhão e meio de refugiados sírios que vivem em campos e acampamentos informais, bem como refugiados palestinianos.

Organizações como a Human Rights Watch (HRW) denunciaram várias vezes "as pressões exercidas" pelo Governo libanês para que os refugiados regressem ao seu país de origem, assim como a demolição das suas residências.

Só em 2020, cerca de 15.000 refugiados e 223.000 deslocados internamente regressaram a algumas áreas da Síria, segundo um documento da União Europeia e da ONU divulgado no ano passado, no âmbito da quarta Conferência de Bruxelas (Bélgica).

O conflito da Síria, ainda em curso, devastou o país, de onde fugiram 5.553.896 pessoas para outras partes do mundo, enquanto 6,6 milhões de sírios se encontram deslocados dentro do próprio território, de acordo com dados do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).