Presidentes do Conselho e Comissão da UE condenam ataque a jornalista

Bruxelas - O ataque a um jornalista holandês, baleado na terça-feira e hospitalizado em estado grave, é um crime contra os valores fundamentais e à liberdade de imprensa, declarou hoje, quarta-feira, o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel.

"Foi cometido um crime contra um jornalista e esse crime é um atentado aos nossos valores fundamentais e à liberdade de imprensa. É um crime que deve ser condenado", sublinhou Michel no início da sua intervenção de hoje, quarta-feira, no plenário do Parlamento Europeu para falar sobre a última cimeira europeia nos dias 24 e 25 de Maio.

O presidente do Conselho Europeu político também expressou a sua "solidariedade para com a família e amigos da vítima, bem como com os Países Baixos e ao seu governo".

Em mensagem publicada mais cedo na sua conta oficial na rede social Twitter, Michel  destacou que o ataque ao jornalista holandês Peter R. de Vries, especialista em crime organizado, hospitalizado em estado grave, é "um crime contra o jornalismo e um atentado aos valores da democracia e do estado de direito".

A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, afirmou sobre o caso que "os jornalistas que investigam potenciais abusos de poder não são uma ameaça, mas sim um trunfo das nossas democracias", mesmo,"podendo nós discordar de muito do que vemos nos media".

"O nosso pensamento e a nossa solidariedade estão por isso com o jornalista Peter de Vries neste momento, afirmou.

Também a vice-presidente da Comissão Europeia para os Valores e a Transparência, Vera Jourová, disse no Twitter que o seu pensamento estava "com o jornalista Peter R. de Vries, que luta pela vida após ser baleado, com sua família, amigos, colegas".

"É um atentado à liberdade de imprensa, à democracia", acrescentou Jourová, referindo que "os responsáveis devem ser levados à justiça" e "os jornalistas devem poder trabalhar com segurança".

Por sua vez, a eurodeputada liberal holandesa Sophie in 't Veld, tomou a palavra no início da sessão plenária do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, para denunciar que De Vries "foi vítima de um ataque covarde".

"Queremos expressar solidariedade a todos os jornalistas. Todos precisamos fazer mais para que o crime organizado não controle as ruas das nossas cidades, mas sim a lei e a justiça", concluiu.

De Vries, 64 anos, foi baleado na noite de terça-feira numa rua no centro de Amsterdão, perto dos estúdios da RTL, onde havia sido convidado para participar no programa televisivo RTL Boulevard.

Segundo a polícia, há três suspeitos presos, incluindo o possível autor do tiroteio.

Este jornalista é conhecido nos Países Baixos devido às suas investigações sobre o crime organizado e até atuou como informante em casos policiais ou judiciais de grande destaque no país, incluindo o conhecido caso 'Marengo', que envolve crimes como assassínios e tráfico de drogas.

Em 2019, soube-se que estava na lista negra do narcotraficante e líder da máfia holandesa Ridouan Taghi e foi nesse momento que passou a ser protegido pela polícia devido a ameaças de morte.

 

"Foi cometido um crime contra um jornalista e esse crime é um atentado aos nossos valores fundamentais e à liberdade de imprensa. É um crime que deve ser condenado", sublinhou Michel no início da sua intervenção de hoje, quarta-feira, no plenário do Parlamento Europeu para falar sobre a última cimeira europeia nos dias 24 e 25 de Maio.

O presidente do Conselho Europeu político também expressou a sua "solidariedade para com a família e amigos da vítima, bem como com os Países Baixos e ao seu governo".

Em mensagem publicada mais cedo na sua conta oficial na rede social Twitter, Michel  destacou que o ataque ao jornalista holandês Peter R. de Vries, especialista em crime organizado, hospitalizado em estado grave, é "um crime contra o jornalismo e um atentado aos valores da democracia e do estado de direito".

A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, afirmou sobre o caso que "os jornalistas que investigam potenciais abusos de poder não são uma ameaça, mas sim um trunfo das nossas democracias", mesmo,"podendo nós discordar de muito do que vemos nos media".

"O nosso pensamento e a nossa solidariedade estão por isso com o jornalista Peter de Vries neste momento, afirmou.

Também a vice-presidente da Comissão Europeia para os Valores e a Transparência, Vera Jourová, disse no Twitter que o seu pensamento estava "com o jornalista Peter R. de Vries, que luta pela vida após ser baleado, com sua família, amigos, colegas".

"É um atentado à liberdade de imprensa, à democracia", acrescentou Jourová, referindo que "os responsáveis devem ser levados à justiça" e "os jornalistas devem poder trabalhar com segurança".

Por sua vez, a eurodeputada liberal holandesa Sophie in 't Veld, tomou a palavra no início da sessão plenária do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, para denunciar que De Vries "foi vítima de um ataque covarde".

"Queremos expressar solidariedade a todos os jornalistas. Todos precisamos fazer mais para que o crime organizado não controle as ruas das nossas cidades, mas sim a lei e a justiça", concluiu.

De Vries, 64 anos, foi baleado na noite de terça-feira numa rua no centro de Amsterdão, perto dos estúdios da RTL, onde havia sido convidado para participar no programa televisivo RTL Boulevard.

Segundo a polícia, há três suspeitos presos, incluindo o possível autor do tiroteio.

Este jornalista é conhecido nos Países Baixos devido às suas investigações sobre o crime organizado e até atuou como informante em casos policiais ou judiciais de grande destaque no país, incluindo o conhecido caso 'Marengo', que envolve crimes como assassínios e tráfico de drogas.

Em 2019, soube-se que estava na lista negra do narcotraficante e líder da máfia holandesa Ridouan Taghi e foi nesse momento que passou a ser protegido pela polícia devido a ameaças de morte.