Primeiro partido da Bulgária renuncia a formar Governo

Sófia - O partido que venceu as legislativas de Julho na Bulgária renunciou hoje, na véspera de uma sessão do parlamento, submeter à votação o seu Governo minoritário devido à ausência de "apoio" suficiente dos restantes partidos.

"Não iremos a voto com a nossa lista", declarou na televisão Slavi Trifonov, o líder da formação antissistema Existe Tal Povo (ITP, na sigla original), "o que significa que haverá novas eleições", as terceiras em 2021 neste país da Europa de leste e em crise política há vários meses.

Na semana passada, o ITP tinha entregado a sua lista de ministros ao Presidente Rumen Radev, após ter vencido as legislativas de 11 de julho, mas sem maioria para formar um executivo estável.

Em teoria, o chefe de Estado ainda poderá designar outros protagonistas para formar um Governo, mas Trifonov já indicou que não apoiará qualquer novo candidato ao cargo.

Após as manifestações históricas contra os alegados actos de corrupção do primeiro-ministro conservador cessante, Boiko Borissov, os búlgaros foram convocados para um primeiro escrutínio em 14 de Abril.

O partido conservador Cidadãos pelo Desenvolvimento Europeu da Bulgária (Gerb), liderado por Borissov, venceu as legislativas sem maioria, e pela primeira vez não conseguiu formar uma coligação devido à recusa dos restantes partidos.

Perante o impasse, o Presidente Rumen Radev, próximo dos socialistas, designou um executivo de transição e marcou novas eleições para 11 de Julho.

Este gabinete "técnico" de transição acabou por revelar novos casos de corrupção durante a campanha, o que favoreceu a "estrela" Slavi Trifonov, um cantor com um discurso antissistema, em detrimento de Borissov.

Sem experiência política, tinha já referido não pretender assumir a chefia do Executivo, após o ITP ter garantido 65 dos 240 deputados, num parlamento fragmentado.

O seu partido pretendia formar um Governo minoritário e garantir a maioria dos deputados no parlamento em torno de um programa consensual. Nesse sentido, manteve conversações com toda a oposição, à excepção de Boiko Borissov.

No entanto, nos finais de Julho, as tensões políticas regressaram, com duas formações anticorrupção a referirem abertamente que Trifonov protege, mas sem o referir, os interesses de Movimento dos direitos e liberdades (DSP), o partido que representa a minoria turca da Bulgária (cerca de 9% da população) e que elegeu 29 deputados.

Acusado de controlar o procurador para proteger a oligarquia política e financeira, o DSP foi muito influente no passado devido ao sistema proporcional, e o seu apoio revelou-se indispensável à maioria dos governos desde o regresso do sistema multipartidário em 1989.

Devido a estas alegações, o ITP foi inclusive forçado a retirar um candidato ao cargo de primeiro-ministro, por ter participado em governos apoiados pelo DSP.

Caso se confirme a actual cenário, as terceiras eleições legislativas desde janeiro poderão coincidir com as presidenciais agendadas para o outono. Rumen Radev, um fervoroso opositor de Borissov, candidata-se a novo mandato e irá garantir o apoio do partido de Slavi Trifonov, indicou na terça-feira o líder do ITP numa declaração surpresa.

"Não iremos a voto com a nossa lista", declarou na televisão Slavi Trifonov, o líder da formação antissistema Existe Tal Povo (ITP, na sigla original), "o que significa que haverá novas eleições", as terceiras em 2021 neste país da Europa de leste e em crise política há vários meses.

Na semana passada, o ITP tinha entregado a sua lista de ministros ao Presidente Rumen Radev, após ter vencido as legislativas de 11 de julho, mas sem maioria para formar um executivo estável.

Em teoria, o chefe de Estado ainda poderá designar outros protagonistas para formar um Governo, mas Trifonov já indicou que não apoiará qualquer novo candidato ao cargo.

Após as manifestações históricas contra os alegados actos de corrupção do primeiro-ministro conservador cessante, Boiko Borissov, os búlgaros foram convocados para um primeiro escrutínio em 14 de Abril.

O partido conservador Cidadãos pelo Desenvolvimento Europeu da Bulgária (Gerb), liderado por Borissov, venceu as legislativas sem maioria, e pela primeira vez não conseguiu formar uma coligação devido à recusa dos restantes partidos.

Perante o impasse, o Presidente Rumen Radev, próximo dos socialistas, designou um executivo de transição e marcou novas eleições para 11 de Julho.

Este gabinete "técnico" de transição acabou por revelar novos casos de corrupção durante a campanha, o que favoreceu a "estrela" Slavi Trifonov, um cantor com um discurso antissistema, em detrimento de Borissov.

Sem experiência política, tinha já referido não pretender assumir a chefia do Executivo, após o ITP ter garantido 65 dos 240 deputados, num parlamento fragmentado.

O seu partido pretendia formar um Governo minoritário e garantir a maioria dos deputados no parlamento em torno de um programa consensual. Nesse sentido, manteve conversações com toda a oposição, à excepção de Boiko Borissov.

No entanto, nos finais de Julho, as tensões políticas regressaram, com duas formações anticorrupção a referirem abertamente que Trifonov protege, mas sem o referir, os interesses de Movimento dos direitos e liberdades (DSP), o partido que representa a minoria turca da Bulgária (cerca de 9% da população) e que elegeu 29 deputados.

Acusado de controlar o procurador para proteger a oligarquia política e financeira, o DSP foi muito influente no passado devido ao sistema proporcional, e o seu apoio revelou-se indispensável à maioria dos governos desde o regresso do sistema multipartidário em 1989.

Devido a estas alegações, o ITP foi inclusive forçado a retirar um candidato ao cargo de primeiro-ministro, por ter participado em governos apoiados pelo DSP.

Caso se confirme a actual cenário, as terceiras eleições legislativas desde janeiro poderão coincidir com as presidenciais agendadas para o outono. Rumen Radev, um fervoroso opositor de Borissov, candidata-se a novo mandato e irá garantir o apoio do partido de Slavi Trifonov, indicou na terça-feira o líder do ITP numa declaração surpresa.