Príncipe da Jordânia aparece em público apesar da prisão domiciliária

Amã - O príncipe Hamzah, da Jordânia, apareceu hoje em público pela primeira vez desde que foi colocado em prisão domiciliária, acusado de "conspiração" contra o rei Abdullah II.

O príncipe esteve presente numa cerimónia com o rei Abdullah II, por ocasião de um feriado nacional, que hoje assinalou o centenário do estabelecimento do Emirado da Transjordânia, o protetorado britânico antecessor da actual monarquia.

O palácio real divulgou uma fotografia e um vídeo com Abdullah, Hamzah, o príncipe herdeiro Hussein e outros dignitários, junto à sepultura do rei Talal, na capital Amã. Hamzah juntou-se à família para as orações, mas não fez declarações.

Segundo a agência AP, esta foi a primeira vez que Hamzah foi visto em público desde que foi colocado em prisão domiciliária, em três de Abril, na sequência de acusações de envolvimento numa "conspiração maliciosa" para desestabilizar a monarquia. Mas, num comunicado que chegou à comunicação social, o príncipe Hamzah nega as acusações de conspiração e critica o Governo jordano por corrupção e incompetência.

O rei Abdullah confirmou depois que as autoridades tinham impedido uma tentativa de conspiração, envolvendo o seu meio-irmão e outros 18 suspeitos.

"[Hamzah está] com a sua família, no seu palácio, sob a minha responsabilidade", adiantou, dando a entender que controla os movimentos do príncipe.

A aparição de Hamzah mostrou que está bem, mas desconhece-se se o ele terá aparecido voluntariamente e se tal significa maior liberdade de movimentos.

Não há indicações de que as autoridades tenham libertado algum dos outros 18 suspeitos, entre os quais estão elementos de uma das tribos mais poderosas, aliada tradicional da monarquia.

Este drama palaciano surge numa altura em que a Jordânia se debate com uma crise económica e social (uma em quatro pessoas está no desemprego), agravada pela pandemia de covid-19 e o impacto desta num país muito dependente do turismo.

As queixas contra a corrupção provocaram protestos, nos últimos meses, por todo o país.

Abdullah e Hamzah são filhos do rei Hussein, que governou a Jordânia durante quase meio século, até morrer, em 1999.

Abdullah chegou a designar Hamzah como príncipe herdeiro à sua sucessão, mas, em 2004, recuou na intenção, a favor do seu filho mais velho.

 

O príncipe esteve presente numa cerimónia com o rei Abdullah II, por ocasião de um feriado nacional, que hoje assinalou o centenário do estabelecimento do Emirado da Transjordânia, o protetorado britânico antecessor da actual monarquia.

O palácio real divulgou uma fotografia e um vídeo com Abdullah, Hamzah, o príncipe herdeiro Hussein e outros dignitários, junto à sepultura do rei Talal, na capital Amã. Hamzah juntou-se à família para as orações, mas não fez declarações.

Segundo a agência AP, esta foi a primeira vez que Hamzah foi visto em público desde que foi colocado em prisão domiciliária, em três de Abril, na sequência de acusações de envolvimento numa "conspiração maliciosa" para desestabilizar a monarquia. Mas, num comunicado que chegou à comunicação social, o príncipe Hamzah nega as acusações de conspiração e critica o Governo jordano por corrupção e incompetência.

O rei Abdullah confirmou depois que as autoridades tinham impedido uma tentativa de conspiração, envolvendo o seu meio-irmão e outros 18 suspeitos.

"[Hamzah está] com a sua família, no seu palácio, sob a minha responsabilidade", adiantou, dando a entender que controla os movimentos do príncipe.

A aparição de Hamzah mostrou que está bem, mas desconhece-se se o ele terá aparecido voluntariamente e se tal significa maior liberdade de movimentos.

Não há indicações de que as autoridades tenham libertado algum dos outros 18 suspeitos, entre os quais estão elementos de uma das tribos mais poderosas, aliada tradicional da monarquia.

Este drama palaciano surge numa altura em que a Jordânia se debate com uma crise económica e social (uma em quatro pessoas está no desemprego), agravada pela pandemia de covid-19 e o impacto desta num país muito dependente do turismo.

As queixas contra a corrupção provocaram protestos, nos últimos meses, por todo o país.

Abdullah e Hamzah são filhos do rei Hussein, que governou a Jordânia durante quase meio século, até morrer, em 1999.

Abdullah chegou a designar Hamzah como príncipe herdeiro à sua sucessão, mas, em 2004, recuou na intenção, a favor do seu filho mais velho.